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Início / AUXILIAR DA SEMANA - 1° TRIMESTRE 2019 / Auxiliar da Semana: Lição 02 – Entre os Candelabros – 05 a 12 de Janeiro 2019

Auxiliar da Semana: Lição 02 – Entre os Candelabros – 05 a 12 de Janeiro 2019

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    1. TEXTO-CHAVE: Apocalipse 2:7
    2. FOCO DO ESTUDO: A ênfase desta lição está na introdução às mensagens para as sete igrejas (Ap 1:9-2:7).
    3. INTRODUÇÃO: Em Apocalipse 1:9-20, apresenta-se o pano de fundo das mensagens às sete igrejas nos capítulos 2 e 3. Aspectos da gloriosa visão de Cristo apresentam o cenário singular para cada uma das sete mensagens. Jesus conhece todas essas igrejas, e as alcança e supre de acordo com sua necessidade. A lição conclui com um olhar mais detalhado para a mensagem à igreja de Éfeso (Ap 2:1-7).
    4. TEMAS DA LIÇÃO: A passagem em questão (Ap 1:9–2:7) introduz os seguintes temas: I. A identidade do dia do Senhor em Apocalipse 1:10

      A expressão “dia do Senhor” refere-se ao sábado.

      II. Jesus alcança e supre as igrejas conforme sua necessidade

      Jesus aborda as sete igrejas com diferentes características de Si mesmo tiradas da visão introdutória (Ap 1:9-20).

      III. Esboço básico do Apocalipse na perspectiva de João (com base em Ap 1:19)

      Em Apocalipse 1:19, João sintetiza a visão das coisas que são e das coisas que irão acontecer no futuro. Em Apocalipse 4:1, vemos que grande parte da revelação é acerca do futuro, que começa na época de João e se estende até o tempo do fim.

      IV. Interpretando as sete mensagens às sete igrejas

      As mensagens às sete igrejas contêm informações para igrejas reais na Ásia Menor, mas também apresentam paralelos da condição espiritual do cristianismo em diferentes períodos históricos.

 

  1. APLICAÇÃO PARA A VIDA: Os alunos são convidados a considerar as implicações da surpreendente imagem de Jesus em Apocalipse 1:12-16, a reação de João a essa imagem (Ap 1:17) e a resposta graciosa e reconfortante de Jesus a João (Ap 1:17, 18).

 

Parte II: COMENTÁRIO

A visão introdutória do Apocalipse (Ap 1:12-18) concentra-se em uma imagem gloriosa de Jesus. Ele é “semelhante a Filho de Homem” (Ap 1:13), Aquele que morreu e vive para sempre (Ap 1:18). Com base em Daniel 10:5, 6 e vários textos do Antigo Testamento, essa visão retrata a glória de Jesus vista somente na transfiguração durante Seu ministério terrestre. As características de Jesus na visão se repetem em todas as mensagens nos capítulos 2 e 3. A cena é como o cenário do primeiro ato de uma peça.

Além da visão que o apóstolo teve de Jesus (Ap 1:12-18), a lição aborda o local e o tempo em que ele recebeu a visão (Ap 1:9-11), uma interpretação básica da visão (Ap 1:19, 20) e uma análise da mensagem à igreja de Éfeso (Ap 2:1-7).

 

EXPLICAÇÃO DOS PRINCIPAIS TEMAS DA LIÇÃO 2:

 

I. A identidade do dia do Senhor em Apocalipse 1:10

Entre comentaristas, o ponto de vista mais popular é que o “dia do Senhor” mencionado nessa passagem é o domingo, o primeiro dia da semana. A força dessa opinião é que mais tarde pais da igreja usaram a expressão com referência ao domingo, e o equivalente latino, dominus dies, tornou-se um dos nomes do domingo na igreja latina. Mas todas as referências claras ao domingo como “o dia do Senhor” são bem posteriores ao Apocalipse, e, portanto, não podem servir como evidência para o significado da época em que João o escreveu.

A melhor explicação para dia do Senhor em Apocalipse 1:10 é que João estava se referindo ao sábado, o sétimo dia. Embora a expressão “dia do Senhor” (kuriakê hemêra) jamais tenha sido usada em outra passagem do Novo Testamento ou na tradução grega do Antigo Testamento, muitos equivalentes fortes se referem ao sábado do sétimo dia. O sétimo dia é “o sábado do Senhor [kuriô] teu Deus” (Êx 20:10, Dt 5:14). “O Senhor” (kurios) com frequência Se refere ao sétimo dia como “Meu sábado” (ta sabbata mouÊx 31:12, 13; Lv 19:3, 30; 26:2; Is 56:4-6; Ez 20:12, 13, 16, 20-21, 24; Ez 22:3-8; Ez 23:36-38; Ez 44:12-24). No hebraico de Isaías 58:13, Yahweh chama o sábado de “santo dia do Senhor”. E, finalmente, os três evangelhos sinóticos (Mt 12:8; Mc 2:27, 28; Lc 6:5) citam Jesus dizendo: “O Filho do Homem é Senhor do sábado [kurios tou sabbatou].” Portanto, seria estranho se João usasse a expressão “o dia do Senhor” para qualquer outro dia da semana que não fosse o que chamamos de sábado.

 

II. Jesus atende cada igreja conforme sua necessidade

Jesus aparece na cena do Apocalipse de forma espetacular (Ap 1:12-20). Além disso, Ele mantém uma relação estreita com as sete igrejas (Ap 1:20), conhece cada uma de forma profunda (Ap 2:2, 9, 13, 19; 3:1, 8, 15) e se apresenta às igrejas com uma, duas ou três características da visão anterior.

A mensagem para Éfeso (Ap 2:1-7), por exemplo, descreve Jesus como Aquele que tem na mão sete estrelas (Ap 1:20) e caminha entre os sete candeeiros de ouro (Ap 1:12, 13). Na mensagem a Esmirna (Ap 2:8), Jesus é o primeiro e o último, Aquele que morreu e reviveu (Ap 1:17, 18). Na carta a Pérgamo, Ele Se apresenta com uma espada afiada de dois gumes (Ap 1:16; Ap 2:12), e assim por diante.

Aqui está algo interessante: Jesus Se apresenta de forma diferente a cada uma das igrejas. Ele é capaz de Se adaptar a cada necessidade e circunstância particular de cada uma. Em outras palavras, Ele supre cada igreja. E se nenhuma igreja ou nenhum cristão têm a imagem plena de Jesus, então todos temos motivos para ser humildes. Todos somos aprendizes, mesmo com tudo o que nos foi dado.

 

III. O esboço básico do Apocalipse na perspectiva de João (com base em Ap 1:19)

O autor do Apocalipse com frequência incorpora, nos textos de transição, pistas sobre a organização e ideias-chave do livro. Um deles é Apocalipse 1:19, em que João apresenta o plano de todo o livro. O texto começa dizendo: “Escreve, pois, as coisas que viste.” Essa frase é paralela à do verso 11: “O que vês escreve”, que está no tempo verbal do presente.

O verso 19 está no tempo verbal passado (grego aoristo indicativo). Isso significa que toda a visão do Apocalipse foi dada entre a ordem no verso 11 e a ordem no verso 19. Então ele foi instruído a escrever.

O que João viu? Duas coisas: “as que são” e “as que hão de acontecer depois destas” (Ap 1:19). Portanto, o livro do Apocalipse inclui tanto fatos da época das sete igrejas quanto fatos que ainda aconteceriam. Em Apocalipse 4:1, Jesus diz a João: “Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas”. Essa frase é semelhante à de Apocalipse 1:19. A partir de Apocalipse 4:1, o restante do livro enfatiza principalmente o futuro após os dias de João. Embora haja flashbacks da cruz (Ap 5:6, 12:11) e até de eventos anteriores à criação (Ap 12:4, 7, 9), o foco principal da maior parte do livro está nos acontecimentos futuros à época de João.

O que, então, quer dizer as coisas que são “e as que hão de acontecer depois destas” em Apocalipse 1:19? A resposta é: tudo que está entre Apocalipse 1:19 e 4:1, ou seja, as mensagens às sete igrejas. Como aponta a lição, essas sete mensagens também contêm um significado profético para toda a era cristã, além de tratarem da situação dessas sete igrejas e das palavras que Jesus lhes dirigiu. Um olhar atento a Apocalipse 1:19 revela como textos-chave do livro podem ajudar os leitores a distinguir a estrutura na mente de João e na mente Daquele que lhe deu a visão.

 

IV. Interpretando as sete mensagens às sete igrejas.

As mensagens às sete igrejas são “cartas proféticas”. Elas são mais parecidas com Mateus 24 do que com o estilo de Daniel 7 ou Apocalipse 13. Portanto, sua mensagem se destinava às sete igrejas reais na Ásia Menor, as que originalmente as receberam (Ap 1:4, 11), e, por extensão, a todos os seus leitores (Ap 1:3;Ap 2:7, 11, 17, 29, e assim por diante).

Contudo, havia mais do que sete igrejas na Ásia Menor, e a condição espiritual daquelas igrejas se compara à condição espiritual do cristianismo em diferentes períodos históricos, da época de João até hoje. Assim, inserida nessas mensagens às sete igrejas históricas está uma visão geral dos principais desdobramentos da história cristã. Esses períodos são brevemente discutidos nos comentários específicos sobre cada igreja nas lições 2 e 3.

 

V. A mensagem à igreja em Éfeso

A igreja em Éfeso é a primeira congregação abordada por Jesus, que descreveu a Si mesmo como Aquele que anda no meio dos sete candeeiros de ouro e conserva as sete estrelas em Sua mão direita (Ap 2:1). Os verbos “andar” e “conservar” retratam o cuidado pessoal e a atenção de Jesus. Apesar do cuidado de Jesus pela igreja, ela acaba perdendo seu amor inicial por Ele, distraindo-se com outras coisas. Por isso, ela precisa se arrepender. Essa primeira mensagem se aplica não apenas à igreja de Éfeso do primeiro século, mas reflete, em geral, a avaliação de Jesus da igreja cristã no primeiro século. Pouco a pouco, a experiência do primeiro amor dos cristãos primitivos foi abandonada e se tornou evidente a necessidade de voltar ao fervor anterior (veja 1Jo 4:7–11).

 

Parte III: APLICAÇÃO PARA A VIDA

1. Por que o Jesus misericordioso e perdoador, que lavou os pés de Seus discípulos é retratado de maneira tão espetacular e surpreendente em Apocalipse 1:12 a 16? Embora a aparência de Jesus tenha atemorizado João, temor não era a reação que o Senhor esperava (Ap 1:17, 18). Assim como uma professora das séries iniciais na sala de aula, Deus às vezes tem que ganhar nosso respeito para podermos considerar com seriedade a Sua bondade. Mas conhecer a Deus de fato é amá-Lo. O Pai é como Jesus (Jo 14:9).

 

2. O que a descrição de Jesus em Apocalipse 1 nos diz sobre Seu apelo a toda a humanidade? Na visão que João teve de Jesus em Apocalipse 1, Ele é cuidadosamente descrito como “um semelhante a Filho de homem” com cabelos brancos e olhos como chamas de fogo. Seu semblante é como o sol na sua força e Ele tem na mão direita sete estrelas. Ele é o “primeiro e o último” e tem as chaves da morte e do inferno. Essa descrição certamente relembra a de Daniel 7:13, sobre “um como o Filho do Homem”. Judeus tementes a Deus que aguardavam o Messias certamente perceberiam a correspondência. No entanto, comentaristas mencionaram que a descrição de Jesus apelaria também aos gentios devido a alguns de seus conceitos de divindade. Com certeza, Jesus é apresentado como Aquele que pode preencher os verdadeiros anseios da humanidade. Ele nos alcança e nos supre de acordo com as nossas necessidades e nos eleva. Ele é como nós, contudo, possui as chaves da morte e do inferno. Ele é todo-poderoso e ao mesmo tempo sábio e afetuoso. Ele é o real anseio da humanidade.

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