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Início / AUXILIAR DA SEMANA - 1° TRIMESTRE 2019 / Auxiliar da Semana: Lição 05 – Os Sete Selos – 26 de Janeiro a 02 de Fevereiro 2019

Auxiliar da Semana: Lição 05 – Os Sete Selos – 26 de Janeiro a 02 de Fevereiro 2019

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    1. TEXTO-CHAVE: Apocalipse 5:5, 6

      FOCO DO ESTUDO: Apocalipse 6 descreve os eventos que ocorrem quando o Cordeiro abre os primeiros seis selos.

    2. INTRODUÇÃO: O capítulo 6 retrata os seis primeiros selos. Essas cenas aparecem logo após a visão da sala do trono celestial no capítulo 5.
    3. TEMAS DA LIÇÃO: A lição e a passagem em foco introduzem os seguintes temas:

      I. Os quatro cavaleiros retratam o avanço do evangelho e as consequências de sua rejeição (Ap 6:1-8)

      Essa interpretação depende da identidade do cavalo branco e de seu cavaleiro (Ap 6:1, 2 [ver tema 1 na seção Comentário]).

      II. O contexto básico dos quatro cavalos no Antigo Testamento envolve as maldições da aliança

      A aliança do Antigo Testamento, com suas bênçãos e maldições, é empregada no capítulo 6 como uma metáfora do evangelho.

      III. Os juízos retratados em Apocalipse 6 afetam o povo de Deus

      A base para isso está nas promessas e ameaças da aliança apresentadas a Israel em Levítico 26 e Deuteronômio 32.

      IV. A passagem que fala sobre as almas “debaixo do altar” não aborda o estado dos mortos

      O quinto selo (Ap 6:9-11) tem sido frequentemente usado para sustentar a consciência após a morte.

      V. A leitura adventista do sexto selo apoia-se no texto

      Uma leitura atenta de Apocalipse 6:12-14 indica tanto um movimento no tempo quanto um significado literal de Sol, Lua e estrelas.

 

  1. APLICAÇÃO PARA A VIDA: Os alunos são convidados a explorar a relevância da interpretação historicista de Apocalipse 6:12-14 e a resposta à pergunta de Apocalipse 6:17.

 

Parte II: COMENTÁRIO

Apocalipse 6 é claramente fundamentado no capítulo 5. O capítulo se inicia com “e” (em grego, kai eidon: “e vi”), indicando uma conexão com o que precede. No final do capítulo 5, o Cordeiro está segurando o livro (Ap 5:7, 8) e recebendo a adoração da hoste celestial (Ap 5:12-14). Ambos os capítulos começam com João dizendo “vi” (Ap 5:1; 6:1). Ao continuar olhando, João vê o Cordeiro abrindo selo após selo (Ap 6:1, 3, 5, 7, 9, 12).

Os eventos que ocorrem à medida que cada selo é aberto não são o conteúdo do livro. Todos os sete selos precisam ser rompidos antes que o livro possa ser desenrolado e seu conteúdo seja visto (veja Ap 6:14).

EXPLICAÇÃO DOS PRINCIPAIS TEMAS DA LIÇÃO 5:

I. Os quatro cavaleiros (Ap 6:1-8) retratam o avanço do evangelho e as consequências de sua rejeição

Essa interpretação depende da identidade do cavalo branco e seu cavaleiro (Ap 6:1, 2). Com exceção deste, todos os cavalos produzem aflições. Branco no Apocalipse sempre representa Cristo ou Seu povo. A coroa (grego: stephanos) usada pelo cavaleiro é a coroa da vitória. Com apenas uma exceção (Ap 9:7), esse tipo de coroa está sempre associado a Cristo e/ou a Seu povo no Novo Testamento. Nos cinco primeiros capítulos do Apocalipse, a palavra vencedor (em grego: nikôn, nikêsêi) também se refere constantemente a Cristo e a Seu povo (ver, por exemplo, Ap 3:21). Está claro que o cavaleiro no cavalo branco em Apocalipse 19 é Cristo, “o Verbo de Deus” (Ap 19:13), e esse cavaleiro corresponde ao de Apocalipse 6.

É evidente que o conceito de contrafações é um tema importante no Apocalipse, mas quando elas ocorrem estão sempre expostas como tais ao leitor. Por outro lado, em Apocalipse 6:1, 2 não há indício do mal. Embora o cavaleiro no cavalo branco em Apocalipse 19 use a coroa real (em grego: diadema), e não a coroa da vitória, a diferença é explicável pelos diferentes estágios do conflito. Em Apocalipse 6, a igreja militante é retratada, enquanto em Apocalipse 19, representa-se a igreja triunfante. O foco dos quatro cavaleiros parece ser a vitória de Cristo e o avanço do evangelho e da resistência a este.

 

II. O contexto básico dos quatro cavalos no Antigo Testamento envolve as maldições da aliança

O tema principal de Apocalipse 4 e 5 é a adoração a Deus como Criador e a dignidade do Cordeiro para aplicar Sua mediação celestial a fim de combater as ameaças na Terra ao reino de Deus. O tema de Apocalipse 6 é as maldições da aliança. A palavra “maldição” aqui não é profanação; antes, expressa as consequências da desobediência (Lv 26:21-26; Dt 32:23-25, 41-43; Ez 14:12-21). No Antigo Testamento, essas maldições eram espada, fome, pestilência e animais selvagens. Com frequência, as maldições eram sete (Lv 26:21, 24) e, na visão de Zacarias, foram executadas por quatro cavalos de cores diferentes (Zc 1:8-17, 6:1-8). No Antigo Testamento, a aliança era entre Deus e Israel. Suas bênçãos e maldições eram derramadas de maneira literal sobre a nação. No Novo Testamento, a fidelidade à aliança de Israel é determinada em relação a Cristo. Os fiéis a Cristo são abençoados (Jo 12:32; At 13:32, 33; 2Co 1:20), e aqueles que O rejeitam sofrerão a maldição da morte e a destruição eterna (Mt 25:41).

 

III. Os julgamentos retratados em Apocalipse 6 afetam o povo de Deus

Apocalipse 6 fundamenta-se nas promessas da aliança e ameaças feitas a Israel em Levítico 26 e Deuteronômio 32. Enquanto os juízos das sete trombetas recaem sobre todos os ímpios (Ap 9:4, 20, 21), os juízos dos sete selos caem mais especificamente sobre o povo de Deus infiel. O reino de Satanás tem três partes em Apocalipse (Ap 16:13, 19), e os juízos das trombetas caem em diferentes regiões da Terra (Ap 8:7-12).

 

IV. A passagem sobre as almas debaixo do altar (Ap 6:9-11) não aborda o estado dos mortos

Alguns leitores supõem que as almas debaixo do altar representam a consciência sem corpo após a morte. Se considerado de forma literal, o significado desse verso seria contrário à ressurreição corporal (1Co 15:42-44, 53) e ao ensino de Gênesis 2:7, que vê a alma como como um todo, bem como Eclesiastes 9:5, que indica que não há consciência após a morte. Mas o texto do Apocalipse é claramente simbólico, ecoando a história de Caim e Abel (Gn 4:10, 11) e o altar do holocausto no santuário hebraico, que é o único objeto no santuário onde tudo acontece à sua base (Lv 5:9). As “almas” debaixo do altar não estão em um estado desencarnado no Céu. O altar do holocausto representa a cruz de Cristo e a perseguição dos crentes, coisas que acontecem na Terra, e os mártires só voltam à vida no início do milênio (Ap 20:4). Como foi o caso do sangue de Abel, os mártires são representados como estando na Terra, não no Céu. O clamor do sangue é uma forma metafórica de dizer que o que se fez a eles é mantido em memória por Deus até sua ressurreição na segunda vinda de Jesus (1Ts 4:16).

 

V. A interpretação historicista do sexto selo apoia-se no texto

No livro O Grande Conflito e outros trabalhos de pioneiros adventistas do sétimo dia, o texto de Apocalipse 6:12-14 é aplicado a eventos de um passado relativamente recente. O texto descreve dois terremotos separados por uma série de sinais celestes. A profecia do primeiro terremoto foi cumprida no terremoto de Lisboa ocorrido em 1755, que foi seguido pelo escurecimento do Sol, pelo fenômeno da Lua que se tornou vermelha como sangue em 1780, e pela queda das estrelas em 1833. A completa perturbação do céu e da superfície do planeta era vista como ainda futura. Sobre esse modo de ler Apocalipse 6:12-14, surgem duas perguntas razoáveis: (1) toda a passagem é orientada pela frase de abertura: “Quando o Cordeiro abriu o sexto selo.” Portanto, a leitura gramatical mais natural é que todos os eventos na passagem ocorrem ao mesmo tempo, não separados por décadas. (2) os terremotos, o Sol, a Lua e as estrelas devem ser tomados de forma literal, ou são símbolos de algum tipo de problema espiritual? Ambas as objeções podem ser respondidas por meio da observação atenta do texto grego. Primeiro, o terremoto no verso 12 não ocorre ao mesmo tempo em que o do verso 14. O terremoto no verso 12 (“grande terremoto”; grego: sêmei megas) é paralelo ao terremoto de Apocalipse 11:13 (“grande terremoto”; grego: seismos megas). Esse terremoto ocorre antes do fim da provação (o que acontece no começo da sétima trombeta; ver Ap 10:7). Por outro lado, o movimento de todos os montes e ilhas (Ap 6:14) é paralelo a Apocalipse 16:20, bem depois do fim da provação. Portanto, se os dois terremotos são separados por um período de tempo indeterminado, é razoável que os outros eventos de Apocalipse 6:12-14 também possam se cumprir em momentos diferentes. Segundo, há três conjunções “como” (em grego: hōs) nos versos 12 a 14. Em grego, essa conjunção regularmente introduz simbolismo, que funciona melhor quando o que vem antes do hōs é literal. Assim, o Sol real tornou-se negro “como” saco de crina, e a Lua tornou-se “como” sangue. As descrições são simbólicas, mas os corpos celestes são reais.

 

Parte III: APLICAÇÃO PARA A VIDA

1. Os adventistas do sétimo dia entenderam que Apocalipse 6:12-14 falava sobre o terremoto de Lisboa ocorrido em 1755, o dia escuro de 1780 e a queda das estrelas em 1833 – quase 100 anos de história. Como uma comparação com Mateus 24 ajuda ou prejudica essa interpretação? Qual é a recompensa espiritual de uma interpretação historicista do sexto selo? Algumas traduções de Mateus 24:30 (“Então” [nesse tempo]) começam associando todos os sinais celestes à segunda vinda de Jesus, que ainda é futura. Mas o grego simplesmente tem “e” (kai), portanto o texto original é tão aberto quanto Apocalipse 6:12-14 se mostrou. O texto de Mateus 24 apoia a interpretação historicista de Apocalipse 6. A visão historicista da profecia nos asseguram que (1) Deus está no controle da história, (2) Sua missão para o tempo do fim e para Seu povo do tempo do fim é clara, e (3) Ele Se importa profundamente com Seu povo, vingando os mártires (Ap 6:11), e protege o maior número possível de pessoas no caos satânico, pouco antes do retorno de Jesus (Ap 7:1-3).

2. A conclusão do capítulo 6 faz a pergunta: “Quem é que pode suster-se?” (Ap 6:17). Qual é a resposta bíblica para essa pergunta, e que relevância tem a resposta para hoje? Deus tem um povo que será capaz de suportar os últimos dias, quando a desordem na Terra atingirá seu ponto máximo. Assim como Jesus enfrentou Seus últimos dias antes do Calvário, os seguidores de Cristo serão igualmente dedicados ao seu chamado. Hoje todos nós devemos nos preparar para esse momento importante. Na próxima semana, discutiremos mais sobre esse assunto.

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