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Início / AUXILIAR DA SEMANA - 2° TRIMESTRE 2018 / Auxiliar da Semana: Lição 06 – A Mudança da Lei – 05 a 12 de Maio 2018

Auxiliar da Semana: Lição 06 – A Mudança da Lei – 05 a 12 de Maio 2018

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TEXTO-CHAVE: Êxodo 20:8-11

Saber: Reconhecer a importância da lei divina e examinar o papel central do sábado na lei de Deus.

Sentir: Experimentar o amor de Deus representado na Sua lei e aprender a desfrutá-la.

Fazer: Encontrar formas de obedecer à lei de Deus sem cair no legalismo.

I. Saber: O sábado na lei

A. Por que Deus deu a lei?
B. Qual é o lugar do sábado no Decálogo?
C. Como a graça de Deus está relacionada à Sua lei?

II. Sentir: A Lei é amor

A. Por que devemos desfrutar a lei de Deus?
B. Por que amar a Deus é obedecer aos Seus mandamentos?
C. Por que o sábado é o mandamento que mais expressa o amor de Deus pela humanidade?

III. Fazer: A prática da graça

A. Por que o cristão deseja obedecer a Deus?
B. Por que devo começar a observar o sábado na hora certa?
C. Por que muitos judeus e cristãos preferiram morrer a desobedecer a Deus?

A lei de Deus é o elemento mais visível e concreto da religião bíblica e, ao mesmo tempo, é o aspecto mais controverso. Portanto, é na lei, e mais especificamente no sábado, que a fidelidade religiosa tem sido e será provada.

Ciclo do aprendizado

1  Motivação

Focalizando as Escrituras: Daniel 7:25; Apocalipse 14:9

Conceito-chave para o crescimento espiritual: A lei de Deus é para nossa vida espiritual o que o exercício físico é para nosso sangue. O sábado é para a lei o que o sangue é para o corpo. A lei é a única forma encontrada por Deus de tornar nossa religião real e viva.

Para o professor: Muitos cristãos têm rejeitado a lei. Confundem a observância da lei com legalismo. No entanto, a lei não pode ser separada do evangelho. Por quê?

Discussão e atividade inicial: Muitos cristãos pensam que a lei do sábado pode se aplicar a qualquer dia. Acreditam que, visto que Deus é eterno, Ele não Se importa com um dia específico; ou argumentam que para eles o sábado ocorre todos os dias, pois devemos adorar a Deus todos os dias da semana.

Perguntas para discussão

1. Por que guardar o sábado em outro dia da semana, diferente daquele que foi prescrito pela lei de Deus – o “sétimo dia” – poderia afetar o conteúdo espiritual do sábado?

2. Quais lições espirituais do sábado se perderão se o observarmos num outro dia que não seja o sétimo?

2 Compreensão

Para o professor: Observamos os mandamentos de Deus somente porque pensamos que são sábios e racionais ou porque cremos que isso nos torna mais felizes? Contrário a todas essas motivações, o único argumento para se observar a lei é dado na própria lei: “Eu Sou o Senhor teu Deus” (Êx 20:2). Temos um relacionamento pessoal com o Deus da graça, que nos salvou e que nos ama, e a quem amamos em retribuição por Seu amor. É isso que explica por que devemos guardar esses mandamentos, pelo fato de que Ele é o “[nosso] Deus”. Mudar a lei mudaria o foco de Deus para nós mesmos. A mudança da lei por outra razão, uma razão humana, significaria substituir Deus por algo de nossa própria fabricação. A Bíblia chama essa manobra de idolatria (Is 40:19).

Comentário bíblico

I. A graça da lei

(Recapitule com a classe Gn 2:16; Sl 119:29.)

É impressionante que a primeira palavra de Deus para a humanidade (Adão e Eva) tenha sido uma ordenança: “O Senhor Deus lhe deu essa ordem” (Gn 2:16). O verbo ordenar envolve mais do que deveres morais ou observância de ritos, pois, como sabemos, Deus “ordenou” a criação do mundo (Sl 33:9; Is 45:12). Da mesma forma, a lei de Deus não é feita apenas de exigências, imperativos, coisas que devemos fazer ou proibições. Em vez disso, a lei é uma dádiva. O próprio Deus Se refere à lei como Sua dádiva aos seres humanos (Êx 24:12; Ne 9:13) para a própria felicidade e sabedoria deles (Sl 19:8; Dt 4:5, 6). Além disso, a lei divina é compreendida na Bíblia como a expressão da graça divina. Como canta o salmista: “Por Tua graça, ensina-me a Tua lei” (Sl 119:29, NVI).

Conforme sugere esse salmo, a graça não é incompatível com a lei. Na verdade, a graça se identifica com a lei. Um bom exemplo disso é o primeiro mandamento divino, que envolve uma dádiva: “de toda árvore […] comerás livremente” (Gn 2:16). Mas também contém uma proibição, ou lei, que assegura vida, pois comer do fruto resultaria em morte. Portanto, como evidenciam as Escrituras, as leis divinas são uma dádiva de Deus para nós, uma expressão de Sua graça e de Seu amor pela humanidade.

Pense nisto: A lei é uma dádiva de Deus, uma expressão de Seu amor por nós. Por que, e como, devemos então obedecer à lei? De que forma o sábado é uma expressão do amor divino por nós? Por que o salmista e o próprio Paulo chamam a lei de Deus de “prazer” (Sl 119:92; Rm 7:22)? Por que o sábado é chamado “deleitoso” (Is 58:13)?

II. A mudança da lei

(Recapitule com a classe Dn 7:25.)

O texto bíblico da criação relata que foi Deus que determinou as estações (Gn 1:14, 17). Esse ato foi Sua prerrogativa como Criador do Universo.

O profeta Daniel afirmou essa mesma verdade da criação quando enfatizou que é Deus quem “muda o tempo e as estações” (Dn 2:21). Porém, Daniel na sua visão profética da história humana viu o surgimento de um poder, representado por um “chifre pequeno” com características humanas, que “[cuidaria] em mudar os tempos e a lei” (Dn 7:25). A referência a “tempos” em associação com a “lei” de Deus, aponta, na verdade, a um tempo específico, o sábado, pois o sábado é a única lei que tem a ver com tempo. Sendo assim, podemos supor a partir do texto que o poder do chifre pequeno tentaria mudar o sábado. A característica humana desse poder, que simboliza sua identidade religiosa e espiritual (compare com Dn 7:4, 13) e seu lugar na sequência dos reinos (depois de Roma pagã), sugere que ele seja a Igreja Católica Romana. A profecia de Daniel predisse a pretensão da igreja de assumir o lugar de Deus como Criador.

A Igreja Católica Romana fez exatamente o que a profecia predisse: substitui o sagrado sábado pelo domingo. A principal razão histórica que motivou os imperadores romanos, juntamente com as autoridades católicas, na direção da observância do domingo foi que essa mudança facilitaria a integração da maioria dos povos no Império Romano. Eles adoravam o sol e, por isso, observavam o domingo, o dia do sol. Essa concessão e estratégia “evangelística” ajudaram grandemente no êxito político da Igreja Católica Romana.

No entanto, a fim de justificar posteriormente essa mudança, os primeiros pais da igreja usaram o argumento teológico de que Jesus foi ressuscitado no domingo. Na verdade, essa defesa teológica expressa a antiga filosofia grega dualista que separava o mundo físico da criação do mundo espiritual.

Pense nisto: Por que o sábado é o mandamento mais vulnerável e o mais fácil de ser mudado? Quais são as concepções erradas reveladas nas razões teológicas e históricas para essa mudança?

Atividade: Discuta e refute o raciocínio enganoso por trás dos principais textos usados por muitos cristãos para apoiar a mudança da guarda do sábado para o domingo.

III. Sinal dos tempos

(Recapitule com a classe Ap 12:17; 14:9, 12.)

O livro do Apocalipse relata que, além da tentativa de mudança do sábado pelo “chifre pequeno”, o sábado servirá no fim dos tempos como um teste de fidelidade. Bem antes, no Antigo Testamento, esse dia foi dado como sinal entre Deus e Seu povo, um sinal visível de que Deus é quem os santifica (Êx 31:13; Ez 20:12). O lugar do sábado no centro do decálogo – que era o exato lugar do selo em antigos tratados de aliança – testifica de sua função.

O livro do Apocalipse usa o símbolo de fidelidade à lei de Deus do Antigo Testamento, um sinal na fronte e na mão (Dt 6:8), para descrever quem se une às hostes do inimigo de Deus e “adora a besta” (Ap 14:9). Esse símbolo sugere que a pessoa em questão se submeteu a uma lei falsa que substituiu a lei de Deus. Esse contraste entre a adoração à besta e a adoração ao Criador (Ap 14:7) sugere que é o sábado que está em jogo, pois a observância desse dia expressa a fé no Criador (Êx 20:11). De fato, o versículo a seguir explica que esse comentário se aplica aos “santos” que “guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12; compare com Ap 12:17).

Pense nisto: Se você perguntasse a um adventista do sétimo dia o que o sábado significa, ele poderia responder: “O sábado não é o domingo”. Embora essa resposta contenha um importante elemento da verdade, não é a verdade completa. Por quê?

3 Aplicação

Para o professor: Discuta as razões pelas quais os pais da igreja não quiseram guardar o sábado. Mostre a relação entre a origem do antissemitismo e a rejeição do sábado.

Perguntas para reflexão

1. Como devemos guardar o sábado para tornar esse dia verdadeiramente o sinal de Deus?

2. Discuta esta comparação feita por um rabino: “Vocês adventistas do sétimo dia guardam o sábado, ao passo que nós judeus o celebramos.”

4 Criatividade

Para o professor: Mostre aos membros da classe a natureza singular do mandamento do sábado em comparação com os demais mandamentos. Ajude a classe a entender por que faz sentido que esse mandamento (e não outro) seja o último teste de fé.

Atividades

1. Compartilhe com os membros da classe histórias de pessoas perseguidas por guardar o sábado.

2. Considere a seguinte pergunta paradoxal: Por que às vezes é mais difícil guardar o sábado em uma sociedade livre do que em uma opressora? Discuta.

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?

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