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Início / AUXILIAR DA SEMANA - 1° TRIMESTRE 2019 / Auxiliar da Semana: Lição 10 – O Evangelho Eterno de Deus – 02 a 09 de Março 2019

Auxiliar da Semana: Lição 10 – O Evangelho Eterno de Deus – 02 a 09 de Março 2019

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    1. FOCO DA LIÇÃO: Apocalipse 14:7

      FOCO DO ESTUDO: Em Apocalipse 14, detalha-se a guerra com o dragão sob a perspectiva do remanescente, apresentado em Apocalipse 12:17.

    2. INTRODUÇÃO: Em Apocalipse 14, o remanescente reaparece como os 144 mil, que seguem o Cordeiro aonde quer que Ele vá (Ap 14:1-5). Essa aparição é seguida pela passagem bíblica mais famosa para os adventistas do sétimo dia, as três mensagens angélicas (Ap 14:6-13). O capítulo conclui com uma representação simbólica da segunda vinda de Jesus e as respectivas ceifas dos santos e dos iníquos que a acompanham (Ap 14:14-20). A lição desta semana se concentra principalmente nas três mensagens angélicas.
    3. TEMAS DA LIÇÃO: A lição e a passagem em foco introduzem os seguintes temas:

      I. O remanescente e os 144.000

      Verifica-se que essas são duas expressões diferentes para identificar o mesmo grupo no tempo do fim.

      II. O “temor” a Deus

      Longe de significar o que parece, o temor a Deus é um chamado à verdadeira adoração, reverência e respeito ao Criador.

      III. A questão central de Apocalipse 13 e 14: adoração

      Palavras relacionadas ao termo “adoração” aparecem oito vezes em pontos cruciais na narrativa.

      IV. Como o juízo está relacionado ao evangelho (Ap 14:6, 7)?

      A linguagem do juízo é usada de três maneiras diferentes no Novo Testamento.

      V. Apocalipse 13 e 14 e a primeira tábua dos Dez Mandamentos

      Existem várias referências aos quatro primeiros dos Dez Mandamentos em Apocalipse 13 e 14.

      VI. O primeiro anjo e o quarto mandamento

  1. APLICAÇÃO PARA A VIDA: Essa seção aborda (1) a relevância do juízo e (2) a relevância do sábado no mundo presente.

Parte II: COMENTÁRIO

Em Apocalipse 14, revela-se a atuação do remanescente na batalha final apresentada em Apocalipse 12:17. O remanescente é descrito (Ap 14:1-5), sua mensagem é apresentada (Ap 14:6-13), e o resultado da batalha é delineado em linguagem simbólica (Ap 14:14-20).

EXPLICAÇÃO DOS PRINCIPAIS TEMAS DA LIÇÃO 10:

I. O remanescente e os 144.000

Os fiéis de Deus são chamados de “restantes” [ou remanescente] em Apocalipse 12:17 e “144.000” em Apocalipse 14:1. Esses são dois grupos diferentes ou duas formas diferentes de descrever o mesmo grupo? Em Apocalipse 14:1, ocorre uma alusão a Joel 2:32, indicando um cumprimento no tempo do fim, além de sua aplicação à “chuva temporã” (veja At 2:21). Em Joel, os fiéis de Deus são aqueles que invocam o nome do Senhor, residem no monte Sião e são chamados de “remanescente” [sobreviventes]. Em Apocalipse 14:1, mencionam-se o nome do Cordeiro, o monte Sião, e os fiéis são chamados de 144.000. A alusão a Joel indica que João está descrevendo o lado remanescente do conflito final com o dragão no capítulo 14.

II. O “temor” a Deus

Em geral, usamos a palavra “medo” quando estamos aterrorizados. Como resultado, muitos leitores da Bíblia acham que é apropriado servir a Deus porque temos medo Dele, mas quando a palavra “medo” é associada a Deus na Bíblia, ela tem um significado muito mais suave. No Antigo Testamento, por exemplo, o temor a Deus significa ter reverência ou respeito por Ele: inclui coisas como conhecer a Deus pessoalmente (Pv 9:10), obedecer a Seus mandamentos (Sl 111:10; Ec 12:13), e evitar o mal (Pv 3:7; 16:6). No Novo Testamento, isso pode significar admiração e entusiasmo respeitoso (Lc 7:16; At 2:43). O temor motiva o bom comportamento (2Co 7:1); corresponde à honra que se daria a um rei (1Pe 2:17) e ao respeito que se demonstraria a um superior (1Pe 2:18).

Em termos modernos, o temor a Deus significa levar Deus a sério o suficiente para ter um relacionamento com Ele, acatar Seus avisos para evitar o mal e obedecer aos Seus mandamentos, mesmo aqueles que podem ser inconvenientes, ou algo pior em nossa percepção. É um chamado para viver e agir com a consciência de que um dia prestaremos contas a Deus quanto às nossas escolhas. De acordo com o texto bíblico, um chamado muito sério fará parte da experiência do povo de Deus no tempo do fim.

III. A questão central de Apocalipse 13 e 14 é adoração

A questão que surge repetidas vezes em Apocalipse 13 e 14 é adoração. Nesses dois capítulos, há sete referências à adoração ao dragão, à besta ou à imagem da besta (Ap 13:4, 8, 12, 15; 14:9, 11). O relato fala de uma trindade falsificada, que convida o mundo inteiro a adorá-la no lugar de Deus. O foco está em uma contestação universal em relação ao caráter de Deus e se Ele é realmente digno de adoração. Esse é o tema central dessa parte do livro.

Ironicamente, ao passo que existem sete referências à adoração ao dragão e a seus aliados em Apocalipse 13 e 14, apenas uma vez na mesma narrativa se faz referência à adoração a Deus: o chamado para adorar o Criador em Apocalipse 14:7, o que faz desse verso o foco central da seção. E pelo fato de Apocalipse 13 e 14 estarem no centro do livro, o chamado para adorar o Criador constitui o ponto central de todo o Apocalipse. Considerando que esse chamado para adoração está no contexto do mandamento do sábado do Decálogo (Ap 14:7; compare com Êx 20:11), fica evidente que o sábado é uma questão crucial na crise final da história da Terra.

IV. Como o juízo está relacionado ao evangelho (Ap 14:6, 7)?

No Novo Testamento, o juízo está intimamente relacionado ao evangelho. Primeiro, o juízo ocorreu na cruz quando Satanás foi derrotado (Jo 12:31; Ap 5:5-10). Segundo, a linguagem do juízo está estreitamente associada à pregação do evangelho em João 3:18-21 e João 5:22-25. Sempre que o evangelho é pregado, as pessoas são levadas a juízo, om base em sua resposta ao que Cristo fez na cruz. Esse chamado ao julgamento é o pano de fundo para os quatro cavaleiros (Ap 6:1-8), como vimos na lição 5. Terceiro, o juízo no fim dos tempos examina nossa resposta ao que ouvimos do evangelho (Jo 12:48). O livro do Apocalipse reserva a linguagem do juízo para a fase do fim dos tempos (Ap 11:18; 14:7; 17:1; 20:4).

V. Apocalipse 13 e 14 e a primeira tábua dos Dez Mandamentos

Referências à adoração à besta (Ap 13:4, 8, 12, 15) acontecem no contexto de uma contrafação da primeira tábua da Lei. O primeiro mandamento proíbe a adoração de qualquer outro Deus. O segundo mandamento proíbe a idolatria; a besta da terra ordena que os habitantes da Terra estabeleçam uma imagem para ser adorada (Ap 13:15). O terceiro mandamento proíbe tomar o nome do Senhor em vão; a besta sobressai em blasfêmias (Ap 13: 6). O quarto mandamento é o selo da aliança, contendo o nome, o território e a base do governo de Deus (Êx 20:8-11). Em contraste, ao mundo é oferecida a marca da besta (Ap 13:16, 17).

Essa seção do Apocalipse está centrada nos mandamentos de Deus (Ap 12:17; 14:12). O capítulo 13 focaliza de forma especial a primeira tábua com os quatro mandamentos que tratam especificamente do nosso relacionamento com Deus. A besta e seus aliados falsificam cada um dos quatro primeiros mandamentos, e isso prepara o terreno para a alusão decisiva ao quarto mandamento na mensagem do primeiro anjo (Ap 14:7; compare com Êx 20:11).

VI. O primeiro anjo e o quarto mandamento

A mensagem do primeiro anjo contém uma alusão direta ao quarto mandamento do Decálogo. Isso é evidente por três razões principais: (1) Existe um forte paralelo verbal entre Apocalipse 14:7 e Êxodo 20:11. Ambas as passagens contêm as palavras “fez”, “céu”, “terra” e “mar”, além de uma referência Àquele que os criou. (2) Em Apocalipse 14:6,7, há referências à salvação (Ap 14:6), ao juízo e à criação (Ap 14:7), três temas que ecoam a primeira tábua dos Dez Mandamentos (Êx 20:2, 5, 6, 11). (3) Há múltiplas referências aos Dez Mandamentos ao longo dessa seção do livro (como em Ap 12:17, 14:12, na falsificação dos primeiros quatro mandamentos em Ap 13, e nos paralelos verbais em Ap 14:7). Essas referências formam um forte paralelo estrutural. O apelo divino final ao mundo está no contexto do quarto mandamento.

Parte III: APLICAÇÃO PARA A VIDA

1. Por que o juízo é um conceito impopular entre muitos cristãos? O juízo tem sido muitas vezes visto como frio e duramente legal. Tribunais são lugares que todos querem evitar, se possível, mas no sentido bíblico, o julgamento é algo que o povo de Deus aguarda ansiosamente. É um tempo em que todos os erros da Terra serão corrigidos. Se não houver juízo no final, nunca haverá justiça neste mundo.

A justiça bíblica é tão positiva quanto negativa. É a base da recompensa, bem como das consequências negativas. Jesus disse que até algo tão pequeno quanto dar um copo de água fria a um dos Seus pequeninos irmãos será lembrado no juízo (Mt 10:42). Saber que toda boa ação, toda bondade demonstrada será importante no final dá sentido à vida.

2. Por que o sábado desempenha um papel tão central nos eventos finais da história da Terra? Que diferença um dia da semana poderia fazer no esquema final das coisas? Deus colocou o sábado no centro de todos os Seus atos poderosos como uma lembrança Dele. Quando guardamos o sábado, recordamos a criação (Êx 20:8-11). Deus nos criou livres a um grande custo para Si mesmo (éramos livres para nos rebelarmos), para que pudéssemos realmente amá-Lo e também uns aos outros. Não somente o sábado, mas todo o Decálogo foi projetado para promover a liberdade (Tg 1:25; 2:12). Assim, a criação do sábado nos lembra do caráter amoroso e libertador de Deus.

O sábado também nos lembra do Êxodo (Dt 5:15), o grande ato de salvação de Deus pelo Seu povo. Ele é um Deus de graça que age poderosamente em favor dos Seus. O sábado também nos lembra da cruz. Jesus descansou no sepulcro no sábado entre Sua morte e Sua ressurreição. A cruz é a maior revelação do caráter de Deus, e o sábado é um lembrete disso.

O sábado também antecipa a futura salvação no fim dos tempos (Hb 4:9-11). Aqueles que verdadeiramente confiam em Deus encontram no sábado um pagamento adiantado pelo descanso do pecado que todo o Universo experimentará na eternidade.

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