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Início / AUXILIAR DA SEMANA - 1° TRIMESTRE 2019 / Auxiliar da Semana: Lição 12 – Juízo Sobre Babilônia – 16 a 23 de Março 2019

Auxiliar da Semana: Lição 12 – Juízo Sobre Babilônia – 16 a 23 de Março 2019

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  1. TEXTO-CHAVE: Apocalipse 17:14 
  2. FOCO DO ESTUDO: Em Apocalipse 17 e 18, é enfatizada a queda da Babilônia do tempo do fim nos últimos dias da história da Terra. 
  3. INTRODUÇÃO: Em Apocalipse 17, são descritas a ascensão e a queda da Babilônia do tempo do fim simbolizada por uma mulher, a grande meretriz (Ap 17:18) . Em Apocalipse 18, também é descrita a queda da Babilônia, mas dessa vez ela é simbolizada por uma grande cidade (Ap 18:10, 16, 18, 19). 
  4. TEMAS DA LIÇÃO: A lição e a passagem em foco introduzem os seguintes temas: 
  5. I. Três alianças mundiais no tempo do fim Os múltiplos símbolos do tempo do fim no Apocalipse se unem em três grandes alianças mundiais que ocorrem nas seguintes esferas: (1) religião, (2) governo ou poder secular/político, e (3) o corpo coletivo dos “santos”.
  6. II. A diferença entre as visões e suas explicações Em uma visão, o profeta pode ser tomado a qualquer momento e em qualquer lugar, mas as explicações da visão são dadas para o profeta a partir da perspectiva da época e do lugar em que ele se encontra.
  7. III. A identidade dos sete reis de Apocalipse 17:10 A fim de compreender a identidade dos sete reis de Apocalipse 17:10,deve-se determinar a época do sexto rei.
  8. IV. A narrativa de Apocalipse 17 Resumo dos eventos do fim dos tempos à luz do tema 1.
  9. APLICAÇÃO PARA A VIDA: Nesta seção veremos como devemos tratar os cristãos de outras religiões, considerando que Deus tem muitos seguidores fiéis que ainda não ouviram a mensagem para sair de Babilônia. Examinaremos também as semelhanças e diferenças substanciais entre as mulheres de Apocalipse 12 e 17 e a preparação do povo de Deus para a segunda vinda de Cristo. 

Parte II: COMENTÁRIO

Em Apocalipse 17 e 18, Babilônia ganha o apoio dos poderes seculares/políticos mundiais para guerrear contra os santos (Ap 17:6), mas ao final eles se voltam contra Babilônia e a destroem (Ap 17:16). Em Apocalipse 18, é expresso o lamento triplo dos poderes seculares por terem feito isso (Ap 18:9-19). Enquanto a queda de Babilônia é lamentada pelo mundo, traz alegria aos santos (Ap 18:20).

EXPLICAÇÃO DOS PRINCIPAIS TEMAS DA LIÇÃO 12:

I. Três alianças mundiais no tempo do fim

Em Apocalipse 16 a 18, vemos uma grande variedade de simbolismos que descrevem os poderes do tempo do fim. Mas, após uma análise cuidadosa, torna-se evidente que muitos desses símbolos são diferentes maneiras de descrever a mesma coisa. Por exemplo, as sete cabeças da besta também são descritas como sete montes e sete reis (Ap 17:9, 10). Da mesma forma, a grande meretriz (Ap 17:1) corresponde claramente à mulher montada sobre a besta (Ap 17:3), e a Babilônia, a grande (Ap 17:5). Observamos anteriormente, na lição 11 (tema 1), que o povo de Deus também é denominado com diferentes nomes no livro do Apocalipse.

A variedade de simbolismos nesses capítulos pode estar ligada a três grandes alianças mundiais que se desenvolvem no período final da história da Terra.

1. Há uma grande aliança mundial de instituições religiosas que se unem em oposição a Deus e Seu povo fiel. Essa aliança é chamada de diversas formas: Babilônia, a grande meretriz, a grande cidade, e a mulher montada sobre a besta.

2. Há uma grande aliança mundial de poder secular, político e militar. Essa aliança também é chamada de muitas formas em Apocalipse: os reis de todo o mundo habitado (Ap 16:14), as cidades das nações (Ap 16:19), os reis da terra, os que habitam na Terra (Ap 17:2), a besta (Ap 17:3), as sete cabeças, os sete montes, os sete reis (Ap 17:9, 10), e os dez chifres (Ap 17:12, 13). Esses poderes seculares também são representados pelos reis (Ap 18:9), mercadores (Ap 18:11) e marinheiros (Ap 18:17) no capítulo 18.

3. Há também uma aliança mundial dos santos no tempo do fim, que têm os seguintes nomes: os selados (Ap 7:1-3); os 144 mil (Ap 7:4-8); o remanescente (Ap 12:17); os santos (Ap 14:12); aqueles que guardam as suas vestes (Ap 16:15); e os chamados, escolhidos e fiéis seguidores do Cordeiro (Ap 17:14). No tema IV, será explorada brevemente a narrativa dessas três alianças nos últimos dias da história da Terra.

II. A diferença entre as visões e suas explicações

Na profecia apocalíptica, há uma distinção importante entre visões e explicações. Em uma visão, o profeta pode viajar a qualquer lugar do Universo e a qualquer ponto do tempo. Os eventos da visão não estão necessariamente localizados na época e no local em que se encontra o profeta. Mas quando a visão é explicada posteriormente, a explicação sempre vem no tempo, no lugar e nas circunstâncias do profeta.

Por exemplo, em Daniel 2, Nabucodonosor é levado para o tempo do fim em sua visão da grande imagem e da pedra que se tornou uma grande montanha que encheu toda a Terra (Dn 2:31-36). A explicação da visão de Daniel, no entanto, está firmemente fundamentada no tempo e lugar de Nabucodonosor. Começa com uma afirmação simples e inequívoca: “Tu és a cabeça de ouro” (Dn 2:38). Diz-se então a Nabucodonosor que a série de reinos que se seguem são “depois” dele (Dn 2:39) no tempo.

Como foi o caso com Daniel 2, a profecia apocalíptica de Daniel 7 também é dividida em duas partes: a visão (Dn 7:2-14, 21, 22) e explicações da visão (Dn 7:15-20, 23-27). Apesar de Daniel ter experimentado todos os elementos da visão, incluindo os eventos finais, a explicação esclarece que a visão é essencialmente sobre a experiência futura do povo de Daniel (Dn 7:17, 18, 23-27). O mesmo padrão pode ser visto em Daniel 8 e Zacarias 4. Os profetas em geral não parecem entender uma revelação somente a partir das visões. Uma explicação é necessária para que a revelação seja compreendida. Pelo fato de que esse esclarecimento é dado para benefício do profeta, ele se baseia no tempo, lugar e circunstâncias em que o profeta vive. Esse princípio tem implicações profundas para a interpretação de textos apocalípticos difíceis, como Apocalipse 17:7-11, como veremos no tema III.

III. A identidade dos sete reis de Apocalipse 17:10

O tema II nos ajuda a resolver um dos problemas mais inquietantes do livro do Apocalipse. Quem são os sete reis de Apocalipse 17:10? Eles são claramente sequenciais, mas onde começam e qual é o que “existe” na descrição do anjo? É um poder da época de João, do fim dos tempos ou de algum outro momento no curso da história?

Uma opção popular é considerar os sete reis como sete papas consecutivos. A sequência geralmente começa com o ano de 1929, quando Mussolini restaurou a cidade do Vaticano para a soberania da Igreja, e termina com o último papa da história da Terra. Essa visão sugere com frequência que o papa atual ou o seguinte seja o último, e, portanto, leva à marcação de datas.

Um segundo ponto de vista é bastante popular entre os estudiosos adventistas do sétimo dia. Ele sugere que o tempo do sexto rei (o que “existe”, de Apocalipse 17:10) é de 1798 a 1929, quando o papado não tinha poder temporal. Os cinco reis destituídos seriam então Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma, e o papado medieval. O que “existe” seria o tempo em que a Igreja não tem poder temporal. O sétimo rei seria o poder restaurado do Vaticano.

Mas o princípio apresentado no tema II acima descartaria essas duas opções, se fosse aplicado aqui. A passagem sobre os sete reis não está na visão (Ap 17:3-6), mas na explicação da visão (Ap 17:7-18). Então, o rei ou reino que “existe” teria que estar presente no momento em que João recebeu a visão para que ela fizesse sentido. Se o reino que “existe” é o Império Romano pagão da época de João (isto é, o sexto reino), então, os cinco que “caíram” são as superpotências do mundo do Antigo Testamento: Egito, Assíria, Babilônia, Média-Pérsia e Grécia. O sétimo reino é o papado romano medieval, e o “oitavo” reino (Ap 17:11), que é um dos sete, seria o papado romano ressurgido – a Babilônia de Apocalipse 17, que inclui os outros dois membros da tríade satânica (o “dragão” do paganismo/espiritualismo e o “falso profeta” do protestantismo apostatado). Essa forma globalizada da Babilônia montada na besta escarlate do poder político secular ainda está no futuro.

IV. A narrativa de Apocalipse 17

Como vimos no tema I, existem três alianças mundiais que se desenvolvem no fim dos tempos: uma aliança dos santos, composta por uma igreja remanescente expandida que inclui os que saíram de Babilônia para se unir a eles, uma aliança de instituições religiosas e uma aliança de poderes políticos seculares. As duas últimas alianças são desencadeadas pela proclamação final e global do evangelho pelo remanescente (Ap 14:6, 7; Ap 18:1–4). Mediante o falso evangelho “inspirado” pelos anjos demoníacos (Ap 16:13, 14), Babilônia (a tríade satânica [Ap 16:19]) reúne os poderes seculares/políticos mundiais para seu lado (Ap 16:14, 16). Ela “monta” a besta (Ap 17:2-7). Por um curto período de tempo, as instituições religiosas unidas dominam os governos mundiais, arrojando sua fúria contra os santos (Ap 17:6; Ap 13:15-17). Mas o secamento do rio Eufrates (Ap 16:12) descreve simbolicamente o tempo em que os poderes seculares/políticos que apoiaram a meretriz Babilônia voltam-se contra ela e a destroem (Ap 17:16). Deus salva da destruição Seu remanescente do tempo do fim (Ap 17:14). Após a queda de Babilônia, os poderes seculares mundiais encontram seu fim na segunda vinda de Jesus Cristo (Ap 19:17-21).

Parte III: APLICAÇÃO PARA A VIDA

Em uma passagem completamente concentrada nos eventos do tempo do fim, pode ser difícil encontrar aplicações para a vida. As sugestões a seguir podem ser úteis.

1. Quais são as implicações para nós hoje, uma vez que sabemos que, como remanescente fiel de Deus, devemos chamar outro povo fiel para que saia da Babilônia (Ap 18:4)? A percepção de que a Babilônia do tempo do fim tem uma face cristã superficial não deve nos enganar sobre sua verdadeira natureza como o principal inimigo de Deus nos últimos dias. No entanto, embora os líderes religiosos tenham se oposto à missão de Jesus, Ele sempre tratou com graça os representantes individuais desse grupo (Lc 6:15; Mc 12:28-34).

2. O que podemos aprender com as descrições das mulheres de Apocalipse 12 e 17? Há algumas semelhanças entre elas. Ambas são religiosas por natureza (a meretriz de Babilônia simboliza uma falsa forma de cristianismo). Mas a mulher do capítulo 12 é a igreja fiel de Deus ao longo da história, incluindo o período da história cristã durante os 1.260 dias/anos e, posteriormente, no tempo do fim, quando ela aparece como o remanescente da semente da mulher. O que causa o espanto de João (Ap 17:6) é que o adversário de Deus e Seu povo no tempo do fim é também uma mulher com um semblante cristão! Individualmente, esse fato deve chamar a atenção de todos os que seguem Jesus. O orgulho e a rebeldia podem levar qualquer um de nós à destruição, mesmo quando pensamos que estamos seguindo a Deus (Jo 16:2).

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