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Comentários CPB: Lição 11 – Dívida: Uma Decisão Diária – 10 á 17 Março 2018

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Autor: Heber Toth Armí

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Ter dinheiro não é mau, porém é preciso certificar-se de que ao ganhá-lo não estamos perdendo o que ele não pode comprar: o caráter!

Infelizmente, “vivemos num mundo materialista e consumista. As pessoas valem quanto têm. Presenciamos uma brutal inversão de valores. As coisas externas estão se tornando mais importantes que os valores internos. Neste mundo embriagado pela avareza, a riqueza material vale mais que a honra. O dinheiro passou a ser mais importante que o caráter. O brilho do ouro tem entenebrecido a mente de muitas pessoas e corrompido sua alma. O dinheiro é a mola que gira o mundo” (Hernandes Dias Lopes; Dinheiro, p. 12).

Alguém disse que a síntese de nossa época é “comprar o que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para impressionar pessoas que você não conhece, a fim de tentar ser uma pessoa que você não é”.

O consumismo é uma tentação maior nos dias de hoje. “Na década de 1950, nós consumíamos cinco vezes menos do que hoje. Não éramos menos felizes por isso. Na década de 1970, mais de 70% das famílias dependiam de apenas uma renda para sustentar a família. Hoje, mais de 70% das famílias dependem de duas rendas para manter o padrão. Ou seja, o luxo de ontem, tornou-se a necessidade imperativa de hoje. As propagandas apelativas tentam abrir um buraco de insatisfação dentro de nós, berrando aos nossos ouvidos que, se não usarmos os seus produtos, estaremos à margem da verdadeira felicidade” (Idem, p. 14).

Por isso, nosso salário parece insuficiente. Então, para manter o padrão, muitas vezes apostamos nos empréstimos. Contudo, precisamos nos conscientizar de que:

  • Dinheiro tomado emprestado não é nosso, é de quem o emprestou. Portanto, em nossas mãos acarretam vários riscos, e um deles é o de não ter condições de devolvê-lo e ser rotulado de caloteiro (Sl 37:25).
  • Devemos nos contentar com o que Deus nos dá, buscando sabedoria para administrá-lo com eficiência, sem ficar obcecado com o que não temos (1Tm 6:6-11).
  • Dívidas podem custar muito caro (Dt 28:43-45); a sabedoria está em recorrer a Deus que, “segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Fp 4:19).
  • Ao buscar orientações bíblicas e confiar no poder divino é possível livrar-se das dívidas que escravizam e arruínam a vida e a família (1Rs 4:1-7).
  • Como mordomos de Deus devemos administrar com sabedoria o que Ele permite chegar às nossas mãos, sem desejar mais do que Ele nos dá (Fp 4:10-12). Por isso, Deus deixou diretrizes em Seu manual que merecem atenção:
  1. “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: ‘Nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Hb 13:5, NVI).
  2. “Então, alguns soldados lhe perguntaram: ‘E nós, o que devemos fazer?’ Ele respondeu: ‘Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário’” (Lc 3:14, NVI).
  3. “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros” (Rm 13:8, NVI).

Para facilitar o acúmulo das dívidas, muitas estratégias foram criadas: Cartões de crédito, empréstimos bancários, parcelas infindáveis, etc. Porém, o mordomo de Deus deve saber que “a dependência financeira gera escravidão. A dívida é uma espécie de coleira que mantém prisioneiro o endividado […]. A agiotagem é uma prática criminosa. É uma forma injusta e iníqua de aproveitar da miséria do pobre, emprestando-lhe dinheiro na hora do aperto, com altas taxas de juros, para depois mantê-lo como refém […]. Uma pessoa sábia é controlada em seus negócios e não cede à pressão nem à sedução do consumismo. Não se aventura em dívidas que crescem como cogumelo, pois sabe que o que toma emprestado é servo do que empresta [Pv 22:7]” (Lopes. Provérbios, p. 450, 451).

Por isso, “por preceito e pelo exemplo, os pais devem ensinar aos filhos a ciência de fazer com que [o salário] dure o máximo possível. Muitas famílias são pobres porque gastam o dinheiro logo que o recebem” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 269). A satisfação imediata prejudica em muitos aspectos, principalmente no espiritual, como se nota no episódio em que Esaú vendeu o privilégio da primogenitura por uma refeição (Gn 25:34); na história em que Jezabel mandou assassinar Nabote para obter sua vinha para Acabe (1Rs 21:1-16); e no relato do surgimento do pecado no mundo, quando a serpente despertou em Eva uma insatisfação e apontou para uma falsa solução (Gn 3:1-6).

A insatisfação fez Lúcifer querer ser mais do que era (Is 14:13, 14) e o filho pródigo a abandonar a casa do pai (Lc 15:11-32). A filosofia do mundo trabalha para despertar desejos pelas coisas supérfluas, das quais não precisamos. Entretanto, a conversão tira o egocentrismo do coração do ser humano e implanta o cristocentrismo ou teocentrismo (Mt 6:25-34). Os mordomos de Deus devem viver acima da cultura financeira que consome os recursos econômicos que Deus nos confiou.

Para que sejamos mordomos fiéis, visando a aprovação no dia do acerto de contas, devemos considerar estes princípios:

  1. Economizar, nunca esbanjar nem desperdiçar o que Deus nos confiou (Pv 21:20). “Economia não é avareza” (Idem, p. 267). O mordomo deve aprender da sabedoria das formigas: Trabalhar, prevenir-se, organizar (fazer orçamento) e ajuntar para investir com sabedoria no que realmente importa: No reino de Deus (Pv 6:6-8; Mt 6:33).
  2. Em 1 Timóteo 6, encontramos preciosas lições que enriquecem a vida do mordomo:
  • O maior lucro que alguém pode ter não é o aumento dos bens materiais, é a piedade com contentamento (v. 6).
  • Os recursos que Deus dá só têm utilidade enquanto estivermos vivos neste mundo. Além disso, eles não serão transportados para o Céu; portanto, precisamos administrá-los para Deus durante nossa existência (v. 7).
  • Devemos entregar o dízimo e as ofertas de gratidão que pertencem a Deus, nutrir nossa família e promover o bem no mundo. Vivendo satisfeito com o básico, sobrará para a obra designada por Deus a Seus mordomos (v. 8).
  • A busca desenfreada pela riqueza é a essência da avareza, o que resulta em pecados (v. 9).
  • A ganância por ficar rico é um laço para quem quer seguir a Cristo. O dinheiro não é a raiz de todos os males, mas o amor a ele, sim, pois o amor ao dinheiro usurpa o lugar de Deus no coração. A ambição desperta sentimentos impróprios que resultam em ações que não condizem com os mordomos de Deus (v. 10).

Enfim, “deve-se ter em estrita consideração a economia, senão se incorrerá em pesadas dívidas. Conservem-se dentro dos limites. Evitem contrair dívidas assim como evitariam a lepra” (Idem, p. 272).

Conheça o autor dos comentários deste trimestre: Pastor Heber Toth Armí graduou-se em Teologia pelo UNASP-EC, em 2005. Concluiu Mestrado em Teologia pelo UNASP-EC, em 2016. Atua como distrital em Fraiburgo, SC. É casado com Ketlin Mara Hasse Armí.

Autor do comentário:

O Pastor Heber Toth Armí graduou-se em Teologia pelo UNASP-EC, em 2005. Concluiu Mestrado em Teologia pelo UNASP-EC, em 2016. Atua como distrital em Fraiburgo, SC. É casado com Ketlin Mara Hasse Armí.

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