Novidades
Início / COMENTÁRIOS CPB - 2° TRIMESTRE 2018 / Comentários CPB: Lição 12 – Babilônia e o Armagedom – 16 a 23 de Junho 2018

Comentários CPB: Lição 12 – Babilônia e o Armagedom – 16 a 23 de Junho 2018

Print Friendly, PDF & Email

 

 



Autor: Flávio da Silva de Souza

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega 

Nesta semana estudaremos a Babilônia do tempo do fim e o Armagedom. 

1. O “vinho da fúria da sua prostituição”

“Esse vinho do erro é composto de doutrinas falsas, como a imortalidade natural da alma, o tormento eterno dos ímpios, a negação da existência de Cristo antes de Seu nascimento em Belém, a defesa e exaltação do primeiro dia da semana acima do santo e santificado dia de Deus” (White, Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 61). A ironia é que, se não aceitarem o alerta divino, aqueles que bebem do vinho da fúria da prostituição de Babilônia (Ap 14:8) beberão do vinho da ira de Deus (Ap 14:10 cf 16:19; 19:15).

2. Caiu! Caiu a grande Babilônia!

Apocalipse 17 descreve o poder religioso apóstata do tempo do fim, Babilônia a grande (Ap 17:5). A queda desse poder é mencionada nos versos 16 e 17. Apocalipse 18 descreve com mais detalhes o juízo de Babilônia no tempo do fim. Essa descrição é feita com a linguagem do Antigo Testamento e parece usar termos de Isaías (13 e 47), de Jeremias (50 e 51) e Ezequiel (26 a 28; Stefanovic, La Revelación de Jesucristo: Comentário del Libro del Apocalipsis, p. 535). Babilônia se torna abominável (Ap 18:2), mas antes do juízo sobre Babilônia ainda há um convite para que o povo de Deus saia dela e não participe dos seus flagelos (Ap 18:4), assim como foi feito no período da Babilônia do Antigo Testamento (Jr 51:6, 45). O fato de os pecados de Babilônia se acumularem até o Céu parece relembrar o pecado de Caim (Gn 4:10), o desafio da torre de Babel (Gn 11:4) e os pecados de Sodoma e Gomorra (Gn 18:20, 21), assim como os pecados da antiga Babilônia (Jr 51:9). Deus dará à Babilônia do tempo do fim a retribuição em dobro de tudo o que ela fez (Ap 18:6). Alguém pode imaginar que seja um exagero pagar em dobro o que Babilônia fez. Mas observe que a lei previa que quem roubasse e fosse achado com o que foi roubado deveria pagar em dobro (Êx 22:4, 7, 9). Além disso, a retribuição divina pelos pecados também aparece em dobro no Antigo Testamento (Is 40:2; Jr 16:18). Mas, a boa notícia é que Deus dá bênçãos em dobro também aos fiéis (Jó 42:10; Is 61:7).

3. Armagedom

A profecia que apresenta a batalha do Armagedom tem chamado a atenção de muitos. Por causa da localização do rio Eufrates (Ap 16:12) e do “lugar que em hebraico se chama Armagedom.” Alguns buscam identificar nações que estariam em guerra no tempo do fim nessa região. Esse tipo de interpretação acontece por não se considerar simbólico o contexto da profecia. O secamento do rio Eufrates (Ap 16:12) relembra a queda de Babilônia diante dos medos e persas. A guerra não será entre nações, mas entre os reis que vêm do nascente do sol (Ap 16:12) e o dragão, a besta e o falso profeta (Ap 16:13) que vão juntar os reis do mundo inteiro para a peleja do grande dia do Deus Todo Poderoso (Ap 16:14).

Segundo Stefanovic a identificação dos reis do Oriente pode ser feita a partir de Apocalipse 19:11-19, que descreve o exército o de Cristo e a multidão dos seguidores da besta e dos reis da Terra. Ademais, o anjo com o selo de Deus vem do nascente do sol (Ap 7:2). Jesus comparou Sua vinda ao relâmpago que sai do Oriente (Mt 24:27; Stefanovic, La Revelación de Jesucristo: Comentário del Libro del Apocalipsis, p. 494). Paulien observa que as pragas do Apocalipse usam a linguagem das pragas do Egito. Na sexta praga, os espíritos imundos são semelhantes a rãs, o que relembra a segunda praga do Egito. Os magos do Faraó só conseguiram duplicar as pragas até o flagelo das rãs (Êx 8:7; cf. 8:18, 19). Esse foi o último engano antes do Êxodo. Logo, a menção das rãs aqui indica que esse será o último engano da história da Terra. No fim, a batalha será entre a tríplice mensagem angélica e a mensagem dos três espíritos imundos semelhantes as rãs. Ambos os trios têm uma missão para o mundo inteiro (Ap 14:6; 16:14). O primeiro trio chama o mundo para adorar a Deus, o segundo para se unir à falsa trindade (o dragão, a besta do mar e a besta da terra; Paulien, The Hermeneutics of Biblical Apocalyptic. p. 89, 90).

4. O Armagedom e o monte Carmelo: parte 1

Na sexta praga não há ainda uma batalha, mas apenas a preparação para a batalha. A batalha vai acontecer no grande dia do Deus Todo-Poderoso (Ap 16:14). Mas antes de avançarmos, é necessário localizar o lugar chamado “Armagedom”. O primeiro problema é que Armagedom deve significar monte de Megido, pois Har em hebraico significa monte, mas Megido era uma planície, parte do vale de Jezreel. Em segundo lugar, o rio que passava por Megido era o Quisom (Jz 4:7), e não o Eufrates, que estava localizado na Mesopotâmia.

Foi em Megido que Baraque e Débora derrubaram Jabim. No livro de Juízes nos é dito que essa vitória foi alcançada nas “águas de Megido” (Jz 5:19), o rio Quisom (Jz 5:21). Então, assim como as águas de Megido apontavam para um rio que passava próximo a Megido, o monte de Megido deve ser um monte próximo a Megido, e o monte próximo a Megido é o Carmelo. Assim como nessa profecia temos o rio Eufrates (Ap 16:12), elemento determinante da queda histórica de Babilônia, apontando para a queda da Babilônia do tempo do fim, a história da vitória no monte Carmelo aponta para a vitória no Armagedom (Shea, The Location and Significance of Armageddon in Revelation 16:16).

5. O Armagedom e o monte Carmelo: parte 2

O monte Carmelo foi o lugar em que aconteceu o confronto entre Elias e os profetas de Baal (1Rs 18:19-40). Note que a besta da terra é chamada aqui de falso profeta (Ap 16:13), relembrando os profetas de Baal que trabalhavam para que o povo realizasse uma adoração a uma falsa divindade, assim como fará a besta da terra (Ap 13:12). O que o livro do Apocalipse está nos dizendo é que esse confronto irá se repetir. Haverá uma nova batalha entre o Deus verdadeiro e uma falsificação da Divindade. A boa notícia é que a vitória mais uma vez será do nosso Deus e agora será uma vitória definitiva (Ap 19; 20). Na preparação para essa batalha há uma bem-aventuraça: “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap 16:15). Essa bem-aventurança relembra o conselho à igreja de Laodiceia (Ap 3:17, 18), e a história de Gênesis 3:10, 21. Nesses textos do Apocalipse, a nudez representa a nossa justiça própria, e as vestes a justiça de Cristo (Ap 3:5; 7:7, 9, 13-14). Na batalha final não estaremos diante de Deus com nossa justiça própria, mas com a justiça de Cristo. Você já aceitou a justiça de Cristo em sua vida ou está tentando vencer por suas próprias forças?

Autor do comentário:

O pastor Flávio da Silva de Souza foi graduado em Teologia pelo SALT-FADBA em 2008. Concluiu seu mestrado em Ciência da Religião pela UFJF em 2013, e o mestrado em Teologia pelo SALT-FADBA em 2017. Atua como professor e coordenador do curso de graduação em Teologia no SALT-FADBA. É casado com a pedagoga Luciana Afonso da Silva de Souza, que é atualmente coordenadora da educação infantil e das séries iniciais no CAB.

Comentários do Facebook

sobre Portal da Escola Sabatina Online

O Portal da Escola Sabatina Online, Foi criado no dia 31 de Dezembro 2016 com o único intuito é incentivar a todos interessados a estudarem a LES e lhe concedendo a oportunidade de terem acessos diariamente pela via online. Todos os conteúdos do Portal é extremamente de máxima qualidade! Whatsapp: (027) 99777-2514 - Thiago Oliveira

Além disso, verifique

Primários: Lição 03 – Água Viva – 21 a 28 de Julho 2018

  VERSO PARA DECORAR “Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fale Conosco!!