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Comentários da CPB: Lição 05 – Os Sete Selos – 26 de Janeiro a 02 de Fevereiro 2019

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Autor: Érico Tadeu Xavier

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

A cena introdutória do santuário (Ap 4 e 5) é uma descrição da entronização de Cristo e a inauguração do ministério de Cristo no santuário celestial em 31 d.C. Esse evento se tornou possível por Sua vitória na cruz. O capítulo 6 retrata as consequências sobre a Terra desde aquele tempo até a segunda vinda de Cristo.

A profecia dos sete selos (Ap 6:1 a 8:1) não somente delineia o declínio espiritual da igreja no decorrer da História, mas também a atitude de Deus diante dessa situação. O Senhor tem, misericordiosamente, enviado mensagens à Terra para conduzir Seu povo de volta aos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos.

Um paralelo entre os 7 Selos e as 7 Igrejas

Nota: O capítulo 7 é um parêntese, pois interrompe a abertura dos selos para mostrar que Deus tem um povo verdadeiro, que conseguiria resistir aos terrores retratados no capítulo 6:17. Então a visão volta para a abertura dos selos.

1. Os quatro primeiros selos

A IASD entende que os cavalos e os cavaleiros retratados nos quatro primeiros selos representam a igreja em suas várias etapas de desenvolvimento e declínio.

Primeiro selo (Ap 6:1, 2) – O cavalo branco e seu cavaleiro com um arco e uma coroa saem “vencendo e para vencer”. Simbolicamente, isso descreve a igreja em sua condição inicial de pureza quando, sob a liderança do Senhor ressurreto, ela levou o evangelho avante, a despeito da oposição dos poderes pagãos.

Segundo selo (Ap 6:3, 4) – O cavalo vermelho com o cavaleiro que carrega uma espada para tirar vidas humanas simboliza a perda da pureza espiritual na igreja do período pós-apostólico. Cristãos apóstatas procuraram impor suas ideias aos outros pela conquista militar e perseguição religiosa, e não pela persuasão pacífica.

Terceiro selo (Ap 6:5, 6) – O cavalo preto com o cavaleiro que tem na mão uma balança representa a igreja do começo da Idade Média, a qual se afastou da revelada vontade de Deus. A igreja adotou os métodos do mundo para levar avante sua missão, ocasionando um período de intensa fome espiritual.

Quarto selo (Ap 7 e 8) – O cavalo amarelo, cujo cavaleiro se chama “Morte e Hades”, representa a igreja da Idade Média. A fome espiritual resultou em morte espiritual. A igreja se afastou tanto do amor e humildade de Jesus que deixou de ser Sua igreja. Cristãos apóstatas perseguiram os cristãos fiéis. A morte e o inferno representam a sentença divina sobre a igreja apóstata.

2. Os três últimos selos

Quinto selo (Ap 6:9-11) – As almas debaixo do altar. Em simbolismo profético, João viu os mártires que tinham dado a vida por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo.

Especialmente aqueles que foram martirizados nos períodos da pré-Reforma e da Reforma; mas se aplica aos mártires de todas as épocas, incluindo a nossa. O julgamento dos justos mortos não ocorreu no primeiro século d.C. Os mártires também não foram julgados por ocasião de sua morte. O clamor deles exclui essas possibilidades. Muitos deles já estavam na sepultura havia séculos. Seu clamor simbólico era: “Até quando […] não julgas?” (Ap 6:10). Além disso, foi-lhes ordenado que “repousassem ainda por pouco tempo” (verso 11). Eles seriam ressuscitados dentre os mortos depois de permanecerem “um pouco mais” na sepultura. (Ver 1 Tessalonicenses 4:16-18.) O segundo advento de Jesus ocorreria pouco tempo depois que Deus realizasse o julgamento em favor dos fiéis que haviam sido mortos por causa de sua fé. O clamor dos mártires denota que há um juízo investigativo que precede o segundo advento. Nesse juízo eles finalmente serão vindicados.

A maioria das traduções de Apocalipse 6:11 parecem indicar que os mártires não poderão ser ressuscitados até que se complete certo número de pessoas que tenham sido mortas por sua fé. No entanto, o texto grego de Apocalipse 6:11 diz simplesmente: “E a cada um deles foi dada uma veste branca e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que seus conservos e seus irmãos, que estão prestes a ser mortos como eles o foram, também sejam completados (ou aperfeiçoados).” O verbo grego para “sejam completados” não denota necessariamente a completação de determinado número de mártires. A ideia de completar um número não é característica do uso desse verbo no Antigo nem no Novo Testamento em grego. A ideia é: “até que sejam aperfeiçoados”. Ellen White assim entendeu: “Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-lo como Seu” (Parábolas de Jesus, p. 69). “O caráter piedoso desse profeta representa o estado de santidade que deve ser alcançado por aqueles que hão de ser ‘comprados da Terra’ (Ap 14:3), por ocasião do segundo advento de Cristo” (Patriarcas e Profetas, p. 88, 89).

Sexto selo (Ap 6:12-17) – Sinais do fim. A abertura do sexto selo revela uma série de acontecimentos que assinalam o começo do fim. “O Dia do Senhor” nas profecias do Antigo Testamento é o dia em que Deus vindicará o Seu nome na Terra. Será um dia de luz para os Justos, mas de trevas para os ímpios. (Ver Isaías 13:9, 10; Joel 2:1, 2; Amós 5:18-20.)

Grande Terremoto. Trata-se do terremoto de Lisboa, em 1º de novembro 1755. Há também um paralelo, nos últimos dias, com o terremoto de que fala Apocalipse 16:18. (Ver O Grande Conflito, p. 304.)

O Sol se tornou negro: Esse sinal representa o dia escuro de 19 de maio de 1780.

A queda das estrelas: A grande chuva de meteoros em 13 de novembro de 1833.

O grande dia: O dia do juízo de Deus, especialmente a segunda vinda de Cristo.

A primeira parte (versos 12 e 13) já se cumpriu. A segunda parte (versos 14 a 17) se cumprirá por ocasião da vinda de Cristo pela segunda vez.

Sétimo selo (Ap 8:1) – O segundo advento. O sexto selo apresenta os eventos correlacionados com a segunda vinda de Cristo. O sétimo selo, naturalmente se refere a esse evento, ou seja, a vinda do Senhor. Quando Ele vier, todos os anjos O acompanharão (Mt 25:31); segue-se necessariamente silêncio no Céu durante a ausência deles. Meia hora de tempo profético deverá ser sete dias, o tempo entre a volta de Jesus e o retorno aos Céus.

Conclusão – O capítulo 7 de Apocalipse termina com o povo de Deus na sala do trono. Portanto, os selos do capítulo 6 retratam eventos na Terra desde a cruz até a segunda vinda, com foco particular no evangelho e na experiência do povo de Deus.

Conheça o autor do comentário: Érico Tadeu Xavier é graduado em Teologia Pastoral (1991). Tem mestrado (2000) pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia; Doutorado (PhD) pelo South African Theological Seminary (2011); Pós-doutorado (2014) na área de teologia sistemática pela FAJE – Faculdade de Filosofia e Teologia Jesuíta, de Belo Horizonte. Foi professor de teologia na Bolívia e na Bahia, na FADBA. Atualmente é professor de teologia sistemática no SALT – IAP. Autor de 11 livros, é casado com a psicopedagoga e mestre em educação Noemi, com que tem dois filhos, Aline e Joezer, que são casados e vivem no Paraná.

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