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Comentários da CPB: Lição 06 – A Mudança da Lei – 05 a 12 de Maio 2018

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Autor: Flávio da Silva de Souza

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

A Lição desta semana traz um estudo a respeito da lei de Deus, com uma ênfase especial no quarto mandamento, o sábado, e sua relação com o grande conflito e os eventos finais.

1. A promessa

Romanos 8:1 declara que não há nenhuma condenação “para os que estão em Cristo Jesus.” Essa é uma afirmação muito significativa, ainda mais depois de Paulo ter apresentado a realidade da luta contra a natureza carnal (Rm 7:15-25). Essa luta continua na vida do cristão. Portanto, não estar sob condenação não significa ser perfeito e não pecar mais. A vida perfeita de Cristo é colocada no lugar da vida do ser humano. O segredo está na expressão “em Cristo Jesus”. Esse benefício é para aqueles que estão em Cristo Jesus, que aceitam Cristo como Salvador e também como Senhor. O que acontece com os que permitem que Deus dirija sua vida? A resposta está em Romanos 8:2. Todos nós lutamos contra a carne, assim como o apóstolo Paulo. Ao olharmos para nós mesmos facilmente poderemos repetir a declaração de Romanos 7:24. Como a garantia apresentada em Romanos 8:1 conforta você e o motiva a ser cada dia mais semelhante a Jesus?

2. A lei e o pecado

Depois de Paulo ter afirmado que os cristãos haviam morrido relativamente à lei (Rm 7:4), e que as paixões pecaminosas são realçadas pela lei (Rm 7:5), alguém poderia imaginar que Paulo estivesse se referindo à lei de maneira negativa. Por isso, Paulo imediatamente perguntou: É a lei pecado? Ele mesmo respondeu: De modo nenhum! (Rm 7:7). Em seguida, Paulo explicou a função da lei: trazer o conhecimento do pecado (Rm 7:7). Ele ainda explicou que, sem a lei o pecado estava morto (Rm 7:8) e ele vivia (Rm 7:9). A expressão “sem lei” se refere ao período em que Paulo só conhecia a formalidade da lei. Sem a compreensão da lei, ele se julgava irrepreensível (Fp 3:6), mas quando ele conheceu a lei em toda a sua extensão e percebeu a sua distância em relação ao modelo de Jesus, o pecado foi entendido como de fato é. Paulo se reconheceu culpado, sentiu o peso do pecado e se considerou morto (Rm 7:9-11; RAMOS, Comentário da Lição da Escola Sabatina, 2010). Então ele concluiu que essa ação da lei confirma que ela é santa, e o mandamento santo, justo e bom (Rm 7:12). O problema não está com a lei, que é espiritual, mas com o pecador, que é carnal, vendido à escravidão do pecado (Rm 7:14). A lei denuncia o pecado, mas não tem a solução para ele. Contudo, ela mostra a necessidade de um Salvador e nos conduz a Cristo para sermos justificados pela fé (Gl 3:24). A lei tem lhe conduzido a Cristo ou, como Paulo antes da conversão, você se sente irrepreensível?

3. Do sábado para o domingo?

Muitos cristãos creem que o sábado foi trocado pelo domingo, com a finalidade de celebrar a ressureição de Cristo. O problema é que a Bíblia em nenhuma passagem fala dessa mudança. O que temos são oito versos que falam do “primeiro dia da semana.” Em cinco desses textos o assunto é a ressureição de Jesus (Mt 28:1; Mc 16:2, 9; Lc 24:1 e Jo 20:1). O interessante é que Lucas 24:1 é precedido por Lucas 23:56, onde é dito: “E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento”. Observe que o mandamento do sábado é mencionado antes de Lucas falar sobre o primeiro dia da semana. Lucas escreveu seu evangelho mais de 30 anos depois da ressureição de Cristo, e não fez nenhuma menção da mudança e nem diz que as mulheres haviam guardado um mandamento ultrapassado. Ele só disse: “segundo o mandamento”, o que indica que o mandamento do sábado ainda estava em vigor.

João 20:19 relata que Jesus encontrou Seus discípulos reunidos, mas eles não estavam celebrando a ressurreição. Eles estavam trancados com medo dos judeus. A sétima passagem é Atos 20:7. Paulo partiu o pão no primeiro dia da semana, o que para alguns, poderia indicar uma reunião de celebração da ressurreição, através da ceia do Senhor. Contudo, a reunião parece ter sido realizada por que Paulo deveria viajar no dia seguinte. Além disso, Atos 2:46 sugere que partir o pão era uma atividade realizada diariamente e não apenas no primeiro dia da semana. Por fim, 1 Coríntios 16:2 não fala sequer de alguma reunião. Apenas diz: “Cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade”. O objetivo era que não se fizessem coletas quando Paulo fosse a Corinto. Pode-se concluir que nenhum desses versos apoia, ou mesmo sugere uma mudança do sábado para o domingo.

4. O sétimo dia no Novo Testamento

Jesus tinha o costume de ir à sinagoga aos sábados (Lc 4:16), Paulo também (At 13:14, 42-44; 17:2; 18:4). Além disso, a guarda do sábado não se restringia a ir às sinagogas ao sábado. Em pelo menos uma situação Paulo buscou um lugar de oração junto a um rio (At 16:13). Mas, há uma passagem muito significativa a respeito do sábado no Novo Testamento: Apocalipse 1:10.

A expressão dia do Senhor (kyriake hemera) nessa passagem é diferente, no grego, das passagens em que essa expressão (Hemera tou kyriou) se refere ao Dia do Juízo. Cremos que João, ao usar essa expressão, estivesse se fundamentando no Antigo Testamento. O sábado é comumente chamado de sábado do Senhor (Êx 16:23, 25; 20:10; Lv 23:3; Dt 5:14). O próprio Deus chama os sábados de “Meus sábados” (Êx 31:13; Lv 19:13, 30; 26:2; Is 56:4; Ez 20: 12, 13, 16, 20, 21, 24; 22:8, 26; 23:38; 44:24). Provavelmente João fosse conhecedor da promessa de Isaías 58:13, 14, que apresenta bênçãos para quem chamasse o sábado de “santo dia do Senhor”, e estivesse obedecendo a essa ordem divina em Apocalipse 1:10.

5. A tentativa de mudança do sábado

A mudança espúria nos tempos e na lei de Deus já estava prevista em Daniel 7:23-25. Esse tema é ampliado no livro do Apocalipse, que diz que o remanescente guarda os mandamentos de Deus (Ap 12:17; 14:12). Visto que o grande conflito é sobre adoração (Ap 13:4, 8, 14-15), o sábado, dia de adoração, tem um destaque sobre os demais mandamentos. O paralelo entre Apocalipse 14:7 e Êxodo 20:11 é perceptível, pois os motivos para a obediência são os mesmos: a salvação (Êx 20:2, 3; Ap 14:6), o juízo (Êx 20:5; Ap 14:7) e a criação (Êx 20:11; Ap 14:7). “Quando o autor de Apocalipse (14:7) descreve o apelo final de Deus à humanidade no contexto do engano do tempo do fim, ele o faz em termos de um chamado à adoração ao Criador no contexto do quarto mandamento” (Paulien, O Sábado no Livro do Apocalipse. Revista Teológica do SALT-IAENE, jan-jun de 1999, p. 94). Dentro da perspectiva do grande conflito, que valor tem a lei de Deus e o sábado em sua vida?

Autor do comentário:

O pastor Flávio da Silva de Souza foi graduado em Teologia pelo SALT-FADBA em 2008. Concluiu seu mestrado em Ciência da Religião pela UFJF em 2013, e o mestrado em Teologia pelo SALT-FADBA em 2017. Atua como professor e coordenador do curso de graduação em Teologia no SALT-FADBA. É casado com a pedagoga Luciana Afonso da Silva de Souza, que é atualmente coordenadora da educação infantil e das séries iniciais no CAB.

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