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Comentários da CPB: Lição 07 – Quando Surgem Conflitos – 10 a 17 de Novembro 2018

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Autor: Fernando Beier
Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br
Revisora: Josiéli Nóbrega

Sábado

Fico impressionado com a quantidade de pessoas que me procuram com a ideia de que, na igreja, todos devam concordar com tudo. Nessas ocasiões, a mesma pergunta sempre me ocorre: Como seria isso possível?

A igreja é um local em que se reúnem pessoas com a mesma fé e esperança, mas com temperamentos diferentes e bagagens culturais distintas. Dependendo do problema, a mesma questão pode encontrar muitas interpretações, e isso dentro de um grupo que nem precisa ser muito numeroso. Não se trata, portanto, de concluir que a igreja seja o grande problema. Onde quer que seres humanos estejam agrupados, haverá divergências e demandas.

Espera-se que o cristão maduro reconheça sua natureza errante, e contribua para que o bom senso e a Palavra de Deus direcionem os conflitos na igreja.

Domingo, 11 de novembro

O preconceito é uma escolha humana, um problema da alma. Todos os grupos, em todos os lugares e contextos, enfrentam esse problema. A igreja cristã também teve que lidar com esse desafio muitas vezes. Martin Luther King fez uma afirmação contundente: “Há pouca esperança para nós até que sejamos determinados o bastante para nos desvencilharmos dos grilhões dos preconceitos, das meias-verdades e da completa ignorância.”

A igreja precisa se lembrar constantemente de que Jesus veio quebrar a barreira étnica ou racial que viceja entre os homens. Veio para colocar todos debaixo da mesma salvação, pois todos necessitam dela, ao mesmo tempo em que todos são indignos dela. Diante de Deus, somos filhos que se afastaram da casa do Pai, e que depois de serem libertos, tornam-se irmãos no corpo de Cristo. Cada vez que chamamos alguém na igreja de “irmão” ou “irmã”, deveríamos lembrar quem somos.

Segunda-feira, 12 de novembro

Para quebrar o preconceito de um dos principais líderes da igreja primitiva, Deus teve que impressionar sua mente com um sonho bizarro. O apóstolo Pedro descobriria depois que aquela visão revelava o plano de Deus para a salvação dos gentios, e que se alguém é “imundo”, pode ser purificado pela fé em Jesus Cristo.

A arma mais eficaz contra o preconceito que está dentro de mim é meu desejo de não ser vítima do preconceito de outros. Quando julgo que alguém, seja quem for, não é digno diante de Deus, ou que não mereça a consideração divina, deixo-me escorregar para o buraco da desunião, onde existe a clara acepção de indivíduos.

O relato da visão de Pedro ainda deve falar com força aos crentes modernos. A etnia, a cor, a cultura – nada disso torna alguém indigno da graça redentiva de Cristo. Por natureza, todos somos “filhos da ira”, mas em Jesus somos resgatados para a posição de “sacerdócio santo”.

Terça-feira, 13 de novembro

A igreja é composta de seres humanos que possuem falhas e limitações. Isso significa que todos nós estamos, mais ou menos, na mesma situação. Jesus é o bálsamo para nossas feridas. Antes de esperar que a igreja realize algo por mim, tenho que ir a Cristo do jeito que me encontro e reconhecer diante Dele minha necessidade e meu desamparo. De forma enfática, Thomas Merton explica a questão: “Esse encontro com Cristo jamais é sincero se não for mais que uma fuga para fora de nós. Muito ao contrário, ele não pode ser uma evasão. Deve ser uma consumação. Não posso descobrir Deus em mim nem a mim em Deus, se não tenho a coragem de enfrentar-me exatamente como sou, com todas as minhas limitações, e de aceitar os outros como são, com todas as suas limitações. A solução religiosa não será religiosa se não for plenamente real”.

Necessitamos da direção do Espírito Santo em todo tempo, para que a igreja reflita o ambiente da graça que encontramos em Jesus. Mais importante do que saber quem estará comigo na igreja é decidir a quem levaremos a mensagem do Salvador.

Quarta-feira, 14 de novembro

Uma senhora me disse que, em meio a uma crise espiritual, foi diversas vezes à igreja para encontrar conforto e ânimo. Mas cada vez que contava seus problemas para alguém, ouvia frases do tipo:

“Você precisa ter mais fé!”

“Considere a possibilidade de Deus estar irado por algum pecado que você cometeu.”

“Talvez você precise ser exorcizada!”

Ela logo notou que todos apresentavam uma versão para o problema, mas ninguém de fato a ajudou, visitando-a e orando com ela. Por fim, a mulher se afastou da igreja e nunca mais voltou.

Infelizmente, o drama daquela senhora não é um caso isolado. Quantas vezes defendemos firmemente nossas opiniões pessoais, esquecendo de consultar a revelação da Palavra de Deus? É sempre bom lembrar que, antes de oferecer “sugestões” doutrinárias ou teológicas, deveríamos primeiramente permitir que a verdade bíblica faça o trabalho de transformação em nosso coração.

Quinta-feira, 15 de novembro

Volta e meia penso no tempo em que eu era apenas um espectador na igreja. Minhas opiniões, reivindicações e críticas acerca da igreja ainda estão frescas em minha memória. Para mim, muitas vezes, tudo tinha que funcionar da maneira que eu achava ser a correta, até o dia em que passei a liderar a igreja. Então, tudo mudou. Como disse alguém, deixei de ser pedra para me tornar vidraça.

Hoje, como líder da igreja, as reclamações e críticas que ouço me fazem relembrar meu tempo de espectador. Algumas são pertinentes, principalmente quando percebo que o problema é real e precisa ser resolvido. Percebo como é bom ouvir apenas o que nos é agradável. Mas, isso é possível todo o tempo? É claro que não!

Quando sou confrontado com uma dessas reclamações, procuro imediatamente a fonte de tal descontentamento. Vejo-me então com o desafio de ajudar a curar uma mágoa que, embora a igreja possa ser culpada de causá-la, não será superada sem que a própria igreja ministre o remédio em nome de Jesus. Eis a oportunidade que não podemos deixar passar.

Sexta-feira, 16 de novembro

Quando pensamos nos desafios e crises enfrentados pela igreja primitiva, fica evidente que as dificuldades envolvem mais a nós – como seres errantes – do que a igreja como instituição divina. Convém lembrar que:

• A igreja é um corpo e nela todos são importantes, mesmo quando seus componentes são pessoas com educação e cultura diversificada.

• O ser humano tende a ceder à tentação do preconceito, mas a igreja deve vacinar seus membros contra esse erro através da constante busca da graça de Cristo.

• Sempre haverá divergências dentro de qualquer agrupamento em que pessoas estejam envolvidas. Mas diferenças não precisam terminar em separações. O que une os cristãos é o evangelho de Jesus.

A identidade da igreja cristã não deve estar fundamentada no que temos de diferente, mas no que nos torna iguais perante Deus – o perdão e a liberdade que nos unem, oferecidas a nós por Jesus mediante Seu sacrifício no Calvário.

Conheça o autor dos comentários deste trimestre: Fernando Beier é Mestre em Teologia, escritor e conferencista. Autor dos livros Crise Espiritual e Experimente um Recomeço, ambos da CPB. É pastor na Associação Paulista Sudoeste.

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