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Início / COMENTÁRIOS CPB - 2° TRIMESTRE 2018 / Comentários da CPB: Lição 09 – Enganos do Tempo do Fim – 26 de Maio a 02 de Junho 2018

Comentários da CPB: Lição 09 – Enganos do Tempo do Fim – 26 de Maio a 02 de Junho 2018

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Autor: Flávio da Silva de Souza

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Nesta semana o tema do nosso estudo será “Os enganos de Satanás”.

1. O principal engano

Satanás tem procurado desacreditar a Palavra de Deus desde o princípio (Gn 3:1-5). Ele é mentiroso e pai da mentira (Jo 8:44), encobre o evangelho, cega o entendimento dos incrédulos (2Co 4:3-4) e busca tirar a palavra semeada (Mc 4:15). Procura se apresentar com características diferentes da descrição que a Bíblia apresente a seu respeito (2Co 11:14). Em algumas situações chega a propor uma inversão dos papéis dele e de Deus no grande conflito. Mas o principal engano de Satanás é fazer com que as pessoas não creiam que Deus existe (Sl 53:1) e nem ele, e que são frutos de mentes primitivas. Portanto, se não acreditam na existência do inimigo, não podem lutar contra ele e muito menos derrotá-lo.

2. Os dois grandes erros

No tempo do fim, Satanás utilizará dois grandes enganos: a imortalidade da alma e a santidade do domingo. Esses enganos serão analisados nos tópicos seguintes.

3. A imortalidade da alma

O estado dos mortos é apresentado na Bíblia (Ec 9:5, 6, 10; Sl 115:17; 146:4) e é o mesmo dos animais (Ec 3:19-21). Como então surgiu a ideia da imortalidade da alma? “Satanás começou com seu engano no Éden. Disse a Eva: ‘Certamente não morrereis’ (Gn 3:4). Essa foi a primeira lição de Satanás sobre a imortalidade da alma, e ele tem prosseguido com esse engano desde aquele tempo até o presente, e o conservará até que termine o cativeiro dos filhos de Deus” (White, História da Redenção, p. 388).

O cristianismo, conforme o Antigo Testamento (Ez 18:4, 20), começa crendo na mortalidade da alma (Tg 5:20) e que só Cristo pode nos dar a vida eterna (Jo 8:51, 52; Rm 6:23; 1Co 15:54; 2Tm 1:10; Hb 2:14; Ap. 2:11). “A teoria da imortalidade da alma foi uma das falsidades que Roma tomou emprestadas do paganismo, incorporando-a à religião da cristandade” (White, O Grande Conflito, p. 549). A partir do segundo século, a igreja começou a sofrer influência da filosofia grega, mais precisamente de Platão. Pais da igreja como Orígenes de Alexandria (c. 200 d.C.), Tertuliano (160-240 d.C.) e Agostinho de Hipona (354-430 d.C.) defenderam uma concepção do ser humano a partir de Platão. Outros pais da igreja se posicionaram de forma contrária, como Inácio de Antioquia (c. 107 d.C.), Irineu de Lyon (180 d.C.) e Gregório de Nissa (c. 335-395 d.C.). No século IV se definiu claramente a posição da igreja alinhada com o pensamento platônico. Durante a Idade Média foi criada a doutrina do purgatório e a purificação das almas pelas penitências. A reforma protestante se posicionou de forma geral contra a doutrina do purgatório, mas não contra a doutrina da imortalidade da alma, apesar de Lutero algumas vezes ter se posicionado contra (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 379-381).

O problema com a doutrina da imortalidade da alma é que, além de ser falsa, cria expectativas falsas, como uma segunda chance após a morte através do purgatório, além de tornar a ressurreição final sem sentido. Ellen White ainda ressalta que a doutrina da imortalidade da alma leva muitos a “considerar a Bíblia como um livro não inspirado. Acham que ela ensina muitas coisas boas; mas não podem depositar total confiança nela e amá-la, porque lhes foi ensinado que ela declara a doutrina do tormento eterno.” (White, História da Redenção, p. 389).

4. O sábado e a teoria da evolução

A teoria da evolução afirma que somos frutos do acaso, que a morte é necessária para que haja a sobrevivência do mais forte, que não há um Criador, que não há pecado e que os fins justificam os meios, e que não haverá um juízo final. Se não houve criação, o sábado nunca foi instituído por Deus. Como com “apenas” uma mentira, Satanás ataca tantas verdades! O antídoto para esse engano está na própria guarda do sábado. “Tivesse sido o sábado sempre guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos para seu Criador como objeto de reverência e culto, e jamais teria existido um idólatra, um ateu ou um infiel” (White, História da Redenção, p. 382, 383).

5. A falsa trindade

O livro do Apocalipse mostra o uso de paródias do reino de Deus, ou contrafações executadas pelo reino de Satanás. Steffanovic (La Revelación de Jesucristo: Comentário del Libro del Apocalipsis, p. 375-377) apresenta paralelos entre a Trindade Divina e a trindade satânica. O dragão é uma contrafação de Deus o Pai, a besta do mar uma contrafação de Jesus e a besta da Terra um livro de contrafações do Espírito Santo. A besta do mar é descrita com o mesmo número de cabeças e chifres do dragão (Ap 13:1; cf. 12:3), sendo um paralelo da unidade do Pai com o Filho (Jo 14:9). A besta do mar recebe poder e autoridade do dragão, assim como Cristo recebeu do Pai (Ap 13:4; cf Ap 2:26, 27). A besta do mar experimenta uma ressureição de sua ferida mortal (Ap 13:3), o que é uma contrafação da morte e ressureição de Cristo. A expressão “quem é como a besta?” (Ap 13:4) é uma paródia do nome Miguel (Ap 12:7), que significa quem é como Deus. Os 42 meses de atividades são paralelos aos três anos e meio do ministério de Cristo na Terra. A besta do mar recebe autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação, o mesmo território em que será pregado o evangelho de Cristo (Ap 14:6). Portanto, a besta do mar oferece um “evangelho” rival da tríplice mensagem angélica. A besta do mar começa suas atividades saindo da água, assim como Jesus (Lc 3:21-23). Tanto Cristo como a besta tem diademas na cabeça (Ap 19:12), ambos têm seguidores com inscrições em suas frontes (Ap 13:16; 14:1). Isso identifica a besta do mar com um sistema religioso que falsifica o ministério de Cristo na Terra.

A besta da terra exerce a autoridade da primeira besta (Ap 13:12) assim como o Espírito Santo exerce a autoridade de Cristo (Jo 15:26; 16:13, 14). A besta da terra faz com que todos adorem a besta do mar (Ap 13:12), assim como o Espírito Santo faz em relação a Cristo (Jo 15:26; 16:15). A besta da terra faz sinais e até fogo descer do céu (Ap 13:13), o que relembra a ação do Espírito Santo no livro de Atos (At 2:43; 4:30; 5:12-16), especialmente o Pentecostes (At 2:3).

No final será Trindade contra “trindade”, os adoradores de Deus de um lado e os adoradores da besta e do dragão de outro. O evangelho eterno contra os ensinos da trindade satânica. No grande conflito não é possivel ficar em cima do muro. De que lado você estará? Decida hoje pelo lado da Trindade Divina!

Autor do comentário:

O pastor Flávio da Silva de Souza foi graduado em Teologia pelo SALT-FADBA em 2008. Concluiu seu mestrado em Ciência da Religião pela UFJF em 2013, e o mestrado em Teologia pelo SALT-FADBA em 2017. Atua como professor e coordenador do curso de graduação em Teologia no SALT-FADBA. É casado com a pedagoga Luciana Afonso da Silva de Souza, que é atualmente coordenadora da educação infantil e das séries iniciais no CAB.

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