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Comentários da CPB: Lição 10 – O Evangelho Eterno de Deus – 02 a 09 de Março 2019

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Autor: Érico Tadeu Xavier

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Os anjos de Apocalipse 14:6-12 são simbólicos, pois os cristãos – não os anjos – foram incumbidos de pregar o evangelho eterno. (Ver Apocalipse 14:6; Mateus 28:16-20.) Eles simbolizam o testemunho e a pregação cristã. O verbo grego traduzido por “seguiu-se” nos versos 8 e 9 encerra a ideia de “acompanhar” e “seguir em companhia de”. Assim, depois de transmitida a primeira mensagem, e acrescentada a segunda e, finalmente a terceira – é formado desse modo, com o tempo, por assim dizer, um acorde musical de três notas, e continuam a ser uma mensagem unida e harmoniosa até o fim do tempo.

1. A “mensagem do primeiro anjo” – “A profecia da primeira mensagem angélica, apresentada em Apocalipse 14, teve seu cumprimento no movimento do advento, de 1840 a 1844. Tanto na Europa como na América do Norte, homens de fé e oração ficaram profundamente comovidos ao ter sua atenção atraída para as profecias, e, examinando o Registro Inspirado, encontraram convincentes evidências de que o fim de todas as coisas estava às portas” (História da Redenção, p. 356). O anjo representa o povo de Deus proclamando ao mundo, nos últimos dias, as verdades de Apocalipse 14:6 e 7. Depois que o tempo do fim começou em 1798, Guilherme Miller e seus colegas proclamaram essa mensagem entre 1840 e 1844. Deus confiou a proclamação dessas mesmas verdades aos adventistas do sétimo dia, como derradeira advertência antes da segunda vinda de Cristo a este mundo que perece.

“Temer” a Deus – “Do grego phobeõ, “temer”, “reverenciar”. Phobeõ não é usado aqui no sentido de ter medo de Deus, mas de se achegar a Ele com reverência e respeito” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 827).

“É chegada a hora do Seu juízo” – O tempo do verbo grego nessa passagem indica que já começou o juízo. Esse juízo ocorre antes da segunda vinda de Jesus, pois o evangelho será pregado por todo o mundo antes que Ele venha. (Ver Mateus 24:14.) Há duas outras mensagens para o mundo que vêm depois do anúncio do juízo. Por isso, o juízo de Apocalipse 14:7 precede o segundo advento de Cristo. É o juízo investigativo, que começou em 1844 e vai até o fechamento da porta da graça.

Três ordens da mensagem do primeiro anjo1) Temer a Deus; 2) Dar-Lhe glória; e 3) adorá-Lo porque Ele é o Criador. Essa última ordem recomenda que a família humana reconheça seu Criador e faz alusão à fraseologia do quarto mandamento: “Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7; comparar com Êx 20:11).

2. A “mensagem do segundo anjo” – A maioria dos cristãos professos rejeitou a advertência do primeiro anjo da maneira pela qual foi transmitida por Miller. Vendo a queda moral deles, Guilherme Miller voltou-se para a segunda mensagem angélica em 1844. Ele reconhecia que, rejeitando a mensagem do primeiro anjo, as igrejas estavam rejeitando a luz do Céu. Crendo estar próximo o fim de todas as coisas, combinou a parábola das dez virgens (Mt 25:1-13) com o apelo para sair de Babilônia. Assim, o tempo de tardança e o clamor da meia-noite passaram a fazer parte de sua mensagem. As igrejas zombaram; muitos que atenderam à mensagem experimentaram, porém, profunda espiritualidade. Os que atenderam de coração às advertências das mensagens do primeiro e do segundo anjo prepararam-se para o encontro com seu Senhor.

Babilônia – “Babilônia, tanto literal quanto mística, é reconhecida há muito tempo como uma inimiga tradicional da verdade e do povo de Deus. O uso desse nome no Apocalipse indica todas as organizações religiosas apóstatas e sua liderança, desde a Antiguidade até o fim dos tempos” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 830).

Prostituição – Esse vocábulo pode abranger qualquer relação ilícita que Babilônia tenha com o mundo, com falsas doutrinas, com a idolatria e com o poder civil. Parece ser evidente que ela finalmente se envolverá em tudo isso. Jeremias 51:7 declara: “Do seu vinho beberam as nações, por isso enlouqueceram.” Dois erros: a imortalidade da alma e santidade do domingo, contribuirão para unir a confederação total da apostasia que comporá a grande cidade da Babilônia mística no conflito final com o erro. (Ver O Grande Conflito, p. 588.)

A queda – “Contudo, não se pode ainda dizer que ‘caiu Babilônia, […] que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição. ‘Ainda não deu de beber a todas as nações. […] A queda de Babilônia se completará quando esta condição for atingida, e a união da igreja com o mundo se tenha consumado em toda a cristandade. A mudança é gradual, e o cumprimento perfeito de Apocalipse 14:8 está ainda no futuro” (O Grande Conflito, p. 389).

3. A mensagem do terceiro anjo – O começo e o término da mensagem do terceiro anjo estão dentro do período de tempo abrangido por Apocalipse 11:15-19. A cena se desenvolve depois do desapontamento de 22 de outubro de 1844, e culmina no fim do tempo da graça, quando os ímpios e os justos são separados para sempre (Ap 22:11).

Ellen White escreveu: “Várias pessoas me escreveram perguntando se a mensagem de justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo, e respondi-lhes: ‘É verdadeiramente a mensagem do terceiro anjo’” (Evangelismo, p. 190). Essa declaração não se aplica somente à mensagem de Apocalipse 14:9-11 mas se aplica às três mensagens angélicas. Provém de um artigo publicado na revista Review and Herald de 1º de abril de 1890, intitulado: “Arrependimento, o Dom de Deus.”

A expressão “pelos séculos dos séculos” – A palavra aion, usada em Apocalipse 14:11, muitas vezes designa períodos de duração limitada. Por exemplo, Mateus 13:39 fala da “consumação do século [aion]”. (Comparar com 2 Timóteo 4:10; 1 Coríntios 2:7.) Visto que os ímpios são mortais, eles serão inteiramente consumidos no fogo do último grande dia. O aion será diferente em relação aos justos e ímpios porque a natureza deles é diferente. Como seres mortais e perdidos, os ímpios serão completamente destruídos pelo fogo e reduzidos a cinzas (Ml 4:1-3; comparar com Salmo 37:10 e 20; 68:1 e 2).

Conclusão – “No desfecho dessa controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes: os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem seu sinal” (O Grande Conflito, p. 450).

Conheça o autor do comentário: Érico Tadeu Xavier é graduado em Teologia Pastoral (1991) e tem mestrado (2000) pelo Seminario Adventista Latino-Americano de Teologia; Doutorado (PhD) pelo South African Theological Seminary (2011). Pós-doutorado (2014) na área de teologia sistemática pela FAJE – Faculdade de Filosofia e Teologia Jesuíta, de Belo Horizonte. Foi professor de teologia na Bolívia e na Bahia, na FADBA. Atualmente é professor de teologia sistemática no SALT – IAP. Autor de 11 livros, é casado com a psicopedagoga e mestre em educação Noemi, com que tem dois filhos, Aline e Joezer, que são casados e vivem no Paraná.

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