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Comentários da CPB: Lição 10 – Unidade e Relacionamentos Rompidos – 01 a 08 de Dezembro 2018

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Autor: Fernando Beier

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Sábado

Visto que o cristianismo só funciona dentro de uma comunidade, a comunhão com Deus significa também comunhão com os filhos de Deus. Isso faz com que a existência da igreja seja uma necessidade real e evidente. Por outro lado, como toda comunidade significa um agrupamento de pessoas, a possibilidade de desgaste nos relacionamentos é tão real quanto o amadurecimento de uma fruta no verão. Se alguém grita por socorro dentro da igreja e não é ouvido, o problema muitas vezes se encontra na superficialidade da comunhão entre os crentes, agravado em certa medida por um medo de enfrentar desentendimentos (ou porque isso já aconteceu).

Contudo, aquilo que a natureza humana consegue muitas vezes destruir, o evangelho de Cristo consegue restaurar. Mesmo em meio aos relacionamentos rompidos, ou desentendimentos pontuais, a graça de Deus na experiência diária do cristão deve levá-lo ao desejo de reconciliação e restauração.

Domingo, 2 de dezembro

Ao longo dos últimos anos, testemunhei na igreja a ruptura de muitos relacionamentos. Em alguns casos, a ruptura foi total e, apesar da minha ajuda, infelizmente a restauração não aconteceu. Em outros casos, a reconciliação se deu pelo esforço de ambas as partes e pela ajuda divina.

Querer que os relacionamentos dentro da comunidade de Cristo nunca sofram estresse é algo utópico. Dada à nossa natureza, volta e meia os desgastes acontecem. O que não se espera é que o relacionamento fique estremecido para sempre; afinal, Jesus nos ensinou a perdoar e a tolerar.

Na verdade, perdoar alguém que nos magoa dentro da igreja sempre será mais que apenas uma escolha – trata-se de um teste de fé. Isso fica patente quando percebo que preciso confiar nas palavras de Jesus sobre a importância do perdão, mesmo sendo muito difícil. No fundo, não há reconciliação sem perdão. Como afirmou John McArthur: “O perdão é o cristianismo em seu mais elevado nível”.

Segunda-feira, 3 de dezembro

Certo dia visitei um jovem que não queria mais ir à igreja. Ele explicou que parou de frequentar os cultos simplesmente porque não aguentava mais as formalidades e a falta de união dos seus membros. Cansou-se e decidiu dali em diante fazer o culto em casa mesmo.

Perguntei se a distância da igreja tinha tornado as coisas melhores para sua espiritualidade. Sem pressa, ele disse furtivamente: “Não preciso ir à igreja!” De fato, mesmo depois de meu convite, ele nunca apareceu por lá. Depois, eu soube através da mãe dele que o problema era na verdade com uma única pessoa da igreja.

O apóstolo Paulo, por meio de sua carta a Filemom, nos ensina que não importa a situação nem os motivos de um desgaste no relacionamento, todos somos irmãos. De fato, estamos todos na mesma embarcação (igreja), e precisamos perdoar uns aos outros.

Por mais que essa verdade seja difícil de colocar em prática, somos chamados por Deus para viver o cristianismo, não apenas em seu ângulo prazeroso, mas principalmente em seus desafios.

Terça-feira, 4 de dezembro

É muito fácil perder de vista que a graça de Deus nasce no coração de cada cristão individualmente, e não de forma coletiva. Cada vez que penso na igreja como uma simples organização, sou tentado a me esquecer de que ela é composta de pessoas. Em certo sentido, a igreja sou eu. E se a igreja é cada um de nós, ela reflete inevitavelmente a condição mental, moral e espiritual de seus membros. A meu ver, a maneira pela qual o cristão encara sua função no corpo de Cristo tem muito mais relevância do que o modo com o qual o cristão deseja que a igreja o trate.

Como seria a igreja se os cristãos decidissem apenas receber afagos e palavras carinhosas o tempo todo? Certamente, ficaríamos olhando uns para os outros, e nada mais. Entretanto, o que aconteceria se todos recordassem e vivessem as palavras do próprio Senhor Jesus: “Mais bem-aventurado é dar que receber?” (At 20:35).

Relacionamentos podem se romper – sabemos disso. Mas Jesus ensinou aos primeiros discípulos o caminho para a restauração, e eles estão pavimentados com os blocos do amor e do perdão. Ensinou também que importa mais trabalhar pelo bem do outro do que esperar confortavelmente por atenção e respeito.

Quarta-feira, 5 de dezembro

Apresento aqui os 10 princípios sobre o perdão, segundo a autora Lourdes Gudmundsson em sua obra Eu perdoo, mas… (Casa Publicadora Brasileira). Vejamos:

  1. Serei perdoado da mesma forma que perdoo.
  2. Se eu não perdoar, meu culto será inaceitável a Deus.
  3. Perdão é para todos e não apenas para quem “merece”.
  4. É mais fácil perdoar quando há confissão.
  5. O perdão pode produzir arrependimento.
  6. O perdão traz liberdade.
  7. Devemos perdoar “setenta vezes sete” vezes.
  8. Não existe “vingança cristã”.
  9. A cura sempre acompanha o perdão.
  10. O perdão exige que você aceite mudanças.

Quinta-feira, 6 de dezembro

Se, de vez em quando, seja por negligência ou por um zelo exagerado, eu não me sentir bem dentro da igreja, é hora de lembrar que ela não é perfeita. E como poderia ser? A igreja é composta de seres humanos pecadores, que carecem da glória de Deus. Não nos esqueçamos de que o grande Pastor da igreja é Jesus Cristo. Ele, sim, é perfeito e pode aperfeiçoar Sua igreja. Ele pode aperfeiçoar a mim e a você. Osmar Ludovico afirmou que permanecer na igreja “é um exercício de humildade, abnegação e serviço. Perseverar na comunidade é continuar crendo que Jesus Cristo é o Senhor do Seu povo”.

No meio de um conflito interpessoal, nossa escolha sempre deverá ser a busca pela reconciliação. Jesus nos ensinou o segredo: “Vai ter com teu irmão”. Isso significa procurar as pessoas, e não esperar ser procurado. Significa perdoar antes de ser perdoado. Acima de tudo, amar antes de ser amado.

Sexta-feira, 7 de dezembro

Por mais desafiadores que sejam os relacionamentos humanos, eles não devem nos levar à desunião. Como cristãos, temos a missão de evangelizar o mundo com a mensagem da salvação. Para tanto, a unidade da igreja é imprescindível. Para que essa unidade seja visível e atrativa, não podemos nos esquecer dos seguintes detalhes:

• Somos pecadores e, diante de Deus, ninguém é melhor do que o outro, no sentido de que todos precisam da graça de Deus. Ele nos chama para a união, mesmo com temperamentos e cultura distintos.

• Quando os relacionamentos entre os cristãos sofrem rupturas, o perdão é o único caminho para a restauração.

• Dentro da comunidade de Deus, somos chamados a servir em vez de ser servidos.

Portanto, como igreja, nossa disposição para a reconciliação e união sempre será o caminho exigido para o cumprimento do ideal de Deus. Mesmo quando os desafios são muitos, a graça de Cristo ainda nos unirá, nos capacitará a caminhar para a frente e nos guiará para a vitória.

Conheça o autor dos comentários deste trimestre: Fernando Beier é Mestre em Teologia, escritor e conferencista. Autor dos livros Crise Espiritual e Experimente um Recomeço, ambos da CPB. É pastor na Associação Paulista Sudoeste.

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