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Comentários da CPB: Lição 11 – As Sete Últimas Pragas – 09 a 16 de Março 2019

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Autor: Érico Tadeu Xavier

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Os eventos de Apocalipse 15 e 16 ocorrerão pouco antes da ceifa. Esses capítulos descrevem a tribulação que ocorrerá entre o fim do tempo da graça (Ap 22:11) e a segunda vinda de Jesus Cristo. Quando Cristo deixar de interceder no santuário celestial o período da graça estará encerrado. As sete últimas pragas serão derramadas nesse tempo e constituirão os mais terríveis juízos lançados sobre a humanidade. Cairão sobre os que declararam lealdade definitiva aos poderes religiosos que desafiam a Deus nos últimos dias.

A ira de Deus – “Ninguém que leia Apocalipse 16 pode evadir-se à penosa percepção de que esse é o capítulo da ira de Deus. A tendência moderna é subestimar esse aspecto do caráter de Deus. A pregação sobre o fogo do inferno é antiquada, e é bom que seja assim, mas a proclamação sentimentalista do amor de Deus certamente não poderá ser considerada um substituto apropriado. O que o mundo necessita é do salutar equilíbrio da verdade evangélica refletida na declaração de Paulo: ‘Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus’ (Rm 11:22). A ira de Deus é o amor de Deus transformado em indignação moral contra os que persistentemente calcam aos pés os princípios da ordem espiritual” (S. Júlio Schwantes, “As Sete Últimas Pragas”, Liberty – março/abril de 1974, p. 19).

Essas pragas são literais ou simbólicas? As pragas do Egito foram literais. (Ver Êxodo 7:20 a 12:31.) O povo teve tumores e foi afligido por rãs, piolhos, moscas, gafanhotos, etc.

“A linguagem do Apocalipse é comumente simbólica e, às vezes, impressionista. A linguagem que descreve as pragas talvez não seja literal. Mas perde bem pouco de sua força se for encarada como está no texto. Úlceras malignas e perniciosas’, ‘sangue como de morto’, ‘os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam’, ‘grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento’ são bastante graves ao ser interpretadas literalmente. As ‘trevas’ ‘sobre o trono da besta’ e os ‘espíritos imundos semelhantes a rãs’ que saem da boca do ‘dragão’, da boca da ‘besta’ e da boca do falso profeta’ requerem alguma interpretação, mas certamente não são misteriosos a esta altura de nosso estudo do Apocalipse” (C. Mervyn Maxwell, God Cares, v. 2, p. 430).

As pragas não são universais – “Estas pragas não são universais, pois, se fossem, os habitantes da Terra seriam inteiramente exterminados” (O Grande Conflito, p. 628). Parece ser evidente que algumas pragas ocorrerão numa região, e outras, noutra. Todo o mundo sofrerá, porém, apenas algumas dessas pragas. “O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na antiguidade” (O Grande Conflito, p. 614).

A primeira praga – Incidirá sobre os que aceitarem o sinal da besta. Podemos determinar até certo ponto a natureza de seu pecado. Tais pessoas não amaram suficientemente a Cristo para ser “fiéis até à morte” (Ap 2:10). A ameaça de um boicote econômico (Ap 13:17) as leva a duvidar do cuidado de Deus. Confortos materiais e o bem-estar pessoal são mais importantes para elas do que a obediência a Deus.

A segunda praga – Será derramada sobre o mar e punirá a adoração ao poder econômico que tantas vezes tem sido usado com finalidades pecaminosas. Os mares eram as avenidas do comércio nos tempos antigos – e ainda são. Essa praga desmantelará o comércio.

A terceira praga – Essa praga, que transforma a água potável em sangue, julgará a última confederação político-religiosa por seu espírito assassino que pretende erradicar a presença do povo de Deus deste mundo.

A quarta praga – “Não é difícil ver a implicação religiosa na quarta praga que afeta o Sol. … O Sol era o objeto mais comum de adoração no mundo pagão. … Se a ‘marca da besta’ … será a observância do domingo – quando esse dia for imposto por lei e os homens o observarem a despeito da questão de lealdade envolvida – então não é de surpreender que o Sol seja usado por Deus na quarta praga para mostrar a insensatez da humanidade. O Sol, que universalmente se acreditava ser uma fonte de bênção, transforma-se numa fonte de desgraça, porque ‘eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura, em lugar do Criador’” (Rm 1:25; S. Júlio Schwantes, “As Sete Últimas Pragas”, Liberty – março/abril de 1974, p. 21 e 22).

A quinta pragaA praga de trevas literais que caíram sobre o Egito durou três dias, mas nas habitações dos israelitas havia luz (Êx 10:21-23). A quinta praga parece ser um tanto semelhante, mas se restringe ao “trono” ou sede da besta papal (Roma) e de seu “reino” – provavelmente os que são súditos eclesiásticos do papa.

A sexta praga – No decorrer de sua história, os adventistas têm sugerido uma ou outra de duas interpretações diferentes desses versículos. Note o seguinte:

Ap 16:12-16

Interpretação Literal

Interpretação Simbólica

“O grande rio Eufrates”

O Império Otomano

O povo sobre o qual domina a Babilônia mística

“Cujas águas secaram”

Gradual dissolução do Império Otomano

Retirado do apoio a Babilônia

“Reis que vêm do lado do nascimento do Sol”

Nações do Oriente

Cristo e aqueles que O acompanham

“Três espíritos imundos” do “dragão”, da “besta” e do “falso profeta”

Paganismo ou espiritismo, papado e protestantismo apostatado

O mesmo que na segunda coluna

Ajuntam os reis para a peleja

Convocam as nações, tanto de modo político como militar, para a batalha

O mesmo que na segunda coluna

“Então os ajuntaram no lugar que… se chama Armagedom”

Vale de Megido literal, no Norte da Palestina

Última batalha do grande conflito entre Cristo e Satanás, travada na Terra

(Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 934-938).

Nota: A IASD hoje defende, prega e aceita a interpretação simbólica da sexta praga.

A sétima praga – Será universal, pois a atmosfera envolve o globo. Cidades serão reduzidas a escombros quando a saraivada e o terremoto destruírem as realizações humanas.

Conclusão – “O povo de Deus não estará livre de sofrimento; mas conquanto perseguido e angustiado, conquanto suporte privações, e sofra pela falta de alimento, não será abandonado a perecer. … Enquanto os ímpios estão a morrer de fome e pestilências, os anjos protegerão os justos, suprindo-lhes as necessidades” (O Grande Conflito, p. 629).

Conheça o autor do comentário: Érico Tadeu Xavier é graduado em Teologia Pastoral (1991) e tem mestrado (2000) pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia; Doutorado (PhD) pelo South African Theological Seminary (2011). Pós-doutorado (2014) na área de teologia sistemática pela FAJE – Faculdade de Filosofia e Teologia Jesuíta, de Belo Horizonte. Foi professor de teologia na Bolívia e na Bahia, na FADBA. Atualmente é professor de teologia sistemática no SALT – IAP. Autor de 11 livros, é casado com a psicopedagoga e mestre em educação Noemi, com quem tem dois filhos, Aline e Joezer, que são casados e vivem no Paraná.

Ap 16:12-16

Interpretação Literal

Interpretação Simbólica

“O grande rio Eufrates”

O Império Otomano

O povo sobre o qual domina a Babilônia mística

“Cujas águas secaram”

Gradual dissolução do Império Otomano

Retirado do apoio a Babilônia

“Reis que vêm do lado do nascimento do Sol”

Nações do Oriente

Cristo e aqueles que O acompanham

“Três espíritos imundos” do “dragão”, da “besta” e do “falso profeta”

Paganismo ou espiritismo, papado e protestantismo apostatado

O mesmo que na segunda coluna

Ajuntam os reis para a peleja

Convocam as nações, tanto de modo político como militar, para a batalha

O mesmo que na segunda coluna

“Então os ajuntaram no lugar que… se chama Armagedom”

Vale de Megido literal, no Norte da Palestina

Última batalha do grande conflito entre Cristo e Satanás, travada na Terra

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3 Comentários

  1. joao matos

    eu gostei do comentario ,bemexplicado nos motiva a compartilhar para outras pessoas. valeu!

  2. joao matos

    esses comentarios nos motiva a compartilhar para outras pessoa.valeu!

  3. Maaurizio Goncales

    Parabéns pela explanação! Ela, tem nos ajudado no entendimento de toda a lição, que por si só, é deveras “complexa”!

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