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Comentários da CPB – Lição 11 – O Selo de Deus ou a Marca da Besta? – 09 a 16 de Junho 2018

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Autor: Flávio da Silva de Souza

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Nesta semana estudaremos sobre o selo de Deus e a marca da besta.

1. O sinal de Deus identifica Seu povo

Desde o princípio Deus identificou Seu povo. Havia dois sinais externos: a circuncisão e o sábado. A circuncisão foi dada a Abraão e à sua descendência (Gn 17:9-11). Ellen White afirmou: “A circuncisão[…] era um círculo cortado na carne, como um sinal de que Deus os havia cortado e separado de todas as nações como Seu tesouro peculiar. Por esse sinal eles solenemente se comprometeram a não se ligar por casamento com outras nações, pois, assim fazendo, poderiam perder sua reverência a Deus e Sua santa lei, e se tornariam como as nações idólatras ao redor deles” (White, História da Redenção, p. 146, 147). Além disso, “Se o homem tivesse guardado a lei de Deus, como foi dada a Adão depois da queda, preservada na arca por Noé e observada por Abraão, não teria havido necessidade da ordenança da circuncisão” (White, História da Redenção, p. 148). O sábado foi dado antes, na criação (Gn 2:1-3). Não apenas para a descendência de Abraão, mas para todos os seres humanos (Mc 2:27). O sábado é um sinal de Deus para identificar Seu povo (Êx 31:13, 17; Ez 20:12, 20). Como tem sido sua experiência com o sábado? Ele tem sido um deleite, um momento especial com Deus, ou um fardo? Há ansiedade pelo pôr do sol de sexta ou pelo do sábado? Ou seja, você aguarda mais o início ou o final do sábado? Se o sábado foi importante para Adão e Eva antes do pecado quando se encontravam diariamente com Deus, qual deve ser sua importância para nós hoje?

2. A besta e a falsa adoração

Como já foi dito em comentários anteriores, no tempo do fim haverá apenas dois grupos. Os adoradores de Deus e os adoradores da besta. A besta exigirá a adoração que é devida a Deus (Ap 13:8-15). A lição destaca o sofrimento dos adoradores da besta (Ap 14:9, 10; 16:2). Mas precisamos entender que esse sofrimento não é uma vingança divina porque simplesmente os adoradores da besta escolheram outro dia no lugar do sábado. Comecemos observando quem são os adoradores da besta. Eles são “todos os que moram sobre a Terra” e “não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). Em primeiro lugar, eles são “todos os que moram sobre a Terra”. A primeira mensagem angélica foi direcionada a eles (Ap 14:6). Eles tiveram a oportunidade de aceitar o convite à verdadeira adoração e foram alertados a respeito do juízo (Ap 14:7). A segunda mensagem angélica anuncia a queda de Babilônia (Ap 14:8). A terceira mensagem angélica alerta quanto às consequências do recebimento da marca da besta (Ap 14:9-11) e ainda apresenta as características dos santos (Ap 14:12). Em segundo lugar, são os que não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13:8). Em outras palavras, são os que rejeitaram o plano da salvação oferecido por Deus em Jesus (Jo 14:6). O próprio Apocalipse afirma que os salvos serão os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro (Ap 21:27). Os que não forem achados inscritos no Livro da Vida se perderão (Ap 20:15). O plano da salvação está disponível a todos, mas temos o livre arbítrio para escolher aceitá-lo ou não. As consequências de nossas escolhas também já foram anunciadas. Por fim, Deus executará Seus juízos, Sua estranha obra, como afirma Isaías em relação aos juízos divinos em seu período (Is 28:21). Uma obra estranha, mas necessária para a erradicação do pecado.

3. O selo de Deus

A Bíblia menciona os selos desde Gênesis. Nesse livro, somos informados de que Judá tinha um selo (Gn 38:18, 25). Ao comprar um campo em Anatote, Jeremias afirmou que fechou a escritura com um selo (Jr 32:10). Leis escritas pelo rei Assuero eram seladas com seu anel (Et 3:12; 8:10). Neemias conta a respeito do estabelecimento da aliança selada pelos príncipes, levitas e sacerdotes (Ne 9:38). Recentemente foram encontrados por arqueólogos o selo do rei Ezequias e um possível selo do profeta Isaías (O Globo, Descoberta pode comprovar existência do profeta bíblico Isaías). Os selos demonstravam a autoridade do proprietário sobre o ser ou o objeto selado.

O apóstolo Paulo afirmou que fomos selados com o Espírito Santo (Ef 1:13, 14; 4:30; 2Co 1:21, 22). Na segunda carta a Timóteo, é dito que o selo de Deus garante a firmeza do fundamento, pois Ele conhece os Seus (2Tm 2:19). Em 1 Coríntios 9:2, Paulo declarou que os cristãos eram “o selo do [seu] apostolado no Senhor”. O Apocalipse apresenta um selamento no tempo do fim (Ap 7:4). No Apocalipse, Deus sela os que pertencem a Ele e a besta marca os que pertencem a ela.

4. A marca da besta

Mas o que seria a marca da besta? Devemos lembrar que o objetivo da besta é receber a adoração que é devida somente a Deus. A adoração ao Senhor é sobretudo porque Ele é o Criador (1Cr 16:25, 26; Ne 9:5, 6; Sl 33:3-9; 95:6; 134; 135:3-6; 136:3-9). A guarda do sábado está relacionada diretamente ao fato de Deus ser o Criador (Gn 2:1-3; Êx 20:11; 31:16, 17). Portanto, seria natural que a besta se opusesse a esse mandamento, e isso foi profetizado em Daniel 7:25. Ellen White comentou: “Unicamente mudando a lei de Deus o papado poderia exaltar-se acima de Deus. Quem quer que conscientemente guarde a lei assim modificada, estará a prestar suprema honra ao poder pelo qual se efetuou a mudança. Tal ato de obediência às leis papais seria um sinal de vassalagem ao papa em lugar de Deus” (White, O Grande Conflito, p. 446). Portanto, no tempo do fim, a aceitação do dia escolhido pela besta no lugar do dia escolhido por Deus constituirá a marca da besta.

5. O sábado como selo de Deus

Os selos traziam o nome, a função e a jurisdição de seu dono. Os selos tinham pelo menos duas funções, marcar as propriedades do dono do selo e ser usado como uma assinatura em documentos. Os reis, por exemplo, selavam suas leis (Et 3:12; 8:10). Logo, devemos encontrar o selo do Rei dos reis em Sua lei. O único mandamento em que temos o nome de Deus, Sua função e jurisdição é o quarto (Êx 20:8-11), que identifica Deus como Criador dos céus e da Terra. Além disso, também é dito que o sábado é o sinal de Deus que marca Seu povo (Êx b31:13, 16, 17; Ez 20:12, 20). Alguém pode dizer: “O que tem de tão importante na escolha de um dia?” Talvez Eva também tenha pensado: “O que tem de tão significativo na escolha de uma fruta?” A questão é, a quem você está dando ouvidos, a quem você tem obedecido? Pense nisso e se prepare para tomar a melhor decisão.

Autor do comentário:

O pastor Flávio da Silva de Souza foi graduado em Teologia pelo SALT-FADBA em 2008. Concluiu seu mestrado em Ciência da Religião pela UFJF em 2013, e o mestrado em Teologia pelo SALT-FADBA em 2017. Atua como professor e coordenador do curso de graduação em Teologia no SALT-FADBA. É casado com a pedagoga Luciana Afonso da Silva de Souza, que é atualmente coordenadora da educação infantil e das séries iniciais no CAB.

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