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Comentários de CPB: Lição 04 – Digno é o Cordeiro – 19 a 26 de Janeiro 2019

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Autor: Érico Tadeu Xavier

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Os capítulos 4 e 5 do livro do Apocalipse retratam diversos aspectos da mesma cena sobre a adoração no Céu. O cenário do capítulo 5 é a sala do trono celestial descrita no capítulo 4. Os dois capítulos proveem a introdução e o cenário para a profecia dos sete selos.

1. Sala do trono e assembleia celestial

A porta aberta (Ap 4:1). “No Céu. Não ‘para dentro do Céu’, como se João estivesse do lado de fora, olhando para dentro. Uma vez que, olhando de dentro, ele contemplou o trono de Deus, a porta deveria estar aberta para a sala do trono do Universo. A sala do trono é identificada com o lugar santíssimo do santuário celestial” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 848).

Os vinte e quatro anciãos (Ap 4:4, 5). Não devemos deduzir que haja um número literal de 24 anciãos no Céu. Esse número chama nossa atenção para as funções dos anciãos. Como havia 24 divisões ou classe de sacerdotes que labutavam no santuário antigo, assim a obra dos anciãos é auxiliar Cristo, nosso Sumo Sacerdote, em Seu ministério celestial.

Quando Cristo morreu na cruz “abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos” (Mt 27:52, 53). “Quando Ele surgiu, vitorioso sobre a morte e o túmulo, enquanto a terra vacilava e a glória do Céu resplandecia em redor do local sagrado, muitos dos justos mortos, obedientes à Sua chamada, saíram como testemunhas de que Ele havia ressurgido. Aqueles favorecidos santos ressurgidos saíram glorificados. Eram escolhidos e santos de todos os tempos, desde a criação até os dias de Cristo” (Primeiros Escritos, p. 184). “Quando Cristo ressurgiu, trouxe do sepulcro uma multidão de cativos. O terremoto, por ocasião de Sua morte, abrira-lhes o sepulcro e, ao ressuscitar Ele, ressurgiram juntamente. Eram os que haviam colaborado com Deus, e que à custa da própria vida tinham dado testemunho da verdade” (O Desejado de Todas as Nações, p. 786). Estas duas declarações indicam que aqueles que ressuscitaram com Cristo e são hoje vinte e quatro anciãos no Céu foram mártires para Deus, desde os tempos da Criação até o tempo de Cristo. Pode ser que Abel e João Batista estejam incluídos entre eles.

Os quatro seres viventes (Ap 4:5-8). A semelhança das criaturas viventes de Ezequiel (10:1, 15, 20) com as de João e o fato de que em ambos os casos elas se acham bem ligadas ao trono de Deus justifica a conclusão de que as criaturas viventes de Apocalipse 4 são querubins. Assim como havia querubins de ouro perto do trono no santuário terrestre (Êx 37:7-9), no Céu há querubins de posição superior aos anjos em geral. Eles desempenham a função de comandantes que transmitem aos outros anjos as ordens dadas pelo próprio Senhor.

2. O livro selado e o Cordeiro

O capítulo 5 do Apocalipse acrescenta alguns aspectos à cena descrita no capítulo 4. Esses dois capítulos juntos apresentam o cenário em que são rompidos os sete selos como prelúdio da segunda vinda de Jesus.

No capítulo 4, os vinte e quatro anciãos louvam a Deus por Sua obra da criação (v. 11). No capítulo 5, eles dirigem louvores a Jesus por Sua obra de redenção. Em ambos os casos a adoração é apresentada com as palavras: “Digno és Tu.” No capítulo 5, os anciãos, bem como as quatro criaturas viventes, entoam novo cântico (v. 9).

O livro selado (Ap 5:1). Depois de descrever a impressionante cena de adoração no Céu, João chama nossa atenção para o rolo com sete selos na mão direita de Deus. Sobre a identidade desse livro algumas ideias são sugeridas:

1. O próprio livro do Apocalipse – Jon Paulien diz que “o livro que o Pai entrega ao Cordeiro vitorioso para ser aberto e lido (Ap 5:1-7) é o mesmo que a “revelação” dada por Deus a Cristo das “coisas que em breve devem acontecer” (Ap 1:1, 19). Nesse caso, o livro contém não somente a história e o destino do mundo e da igreja, mas também o plano de Deus para livrar Seu povo e para resolver o conflito moral que destrói a unidade de Sua criação” (Estudos Sobre Apocalipse, p. 232).

2. O Livro da Vida – “Alguns tem afirmado que o livro selado deve ser identificado com o “livro da vida” do Cordeiro (Ap 13:8; 21:27). Sendo que esse é o único livro em Apocalipse cujo conteúdo é claramente identificado, isso é digno de consideração. O conteúdo do livro selado, porém, parece ser mais amplo do que o do livro da vida”. (Idem, p. 252).

3. O Livro do Destino – Daniel viu livros de registro abertos no julgamento – incluindo o livro da vida (Dn 7:10). A visão do apóstolo João é complementar. Ele não viu os livros de registro, mas lhe foi mostrado, na mão do Pai, o livro do destino, o qual é o veredito do tribunal celestial depois de terem sido examinados os livros de registro e editado o livro da vida.

“Quando Pilatos lavou as mãos, dizendo: ‘Estou inocente do sangue deste Justo’, os sacerdotes uniram-se à apaixonada declaração da turba ignorante: ‘O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.’ […] Desse modo, os guias judeus fizeram a escolha. Sua decisão foi registrada no livro que João viu na mão Daquele que estava assentado no trono, no livro que ninguém podia abrir. Essa decisão lhes será apresentada em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia em que o livro há de ser desselado pelo Leão da tribo de Judá” (Parábolas de Jesus, p. 294).

O Cordeiro – “O Salvador é apresentado perante João sob os símbolos do ‘Leão da tribo de Judá’ e de um ‘Cordeiro, como havendo sido morto’ (Ap 5:5, 6). Esses símbolos representam a união do onipotente poder e do amor que se sacrifica. O Leão de Judá, tão terrível para os que rejeitam Sua graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis” (Atos dos Apóstolos, p. 589).

“A habilidade de abrir o livro não é questão de força, dignidade nem posição, mas de vitória e valor moral” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 853).

Conclusão – “O foco central de Apocalipse 5 é a cruz de Cristo (Ap 5:1, 6, 9, 12; ver 3:21). A vitória de Cristo na cruz oferece a base teológica para os eventos do capítulo 6, que se relacionam com o povo de Deus que procura vencer por Seu sangue (ver Apocalipse 12:11). Assim, os selos se estendem da cruz e da entronização de Cristo até o fim do grande conflito entre Cristo e Satanás, quando todo o Universo estará cheio de completa harmonia e de louvor a Deus” (Ap 5:13; 7:9-17; Estudos Sobre Apocalipse, p. 246).

Conheça o autor do comentário: Érico Tadeu Xavier é graduado em Teologia Pastoral (1991). Tem mestrado (2000) pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia; Doutorado (PhD) pelo South African Theological Seminary (2011). Pós-doutorado (2014) na área de teologia sistemática pela FAJE – Faculdade de Filosofia e Teologia Jesuíta, de Belo Horizonte. Foi professor de teologia na Bolívia e na Bahia, na FADBA. Atualmente é professor de teologia sistemática no SALT – IAP. Autor de 11 livros, é casado com a psicopedagoga e mestre em educação Noemi, com que tem dois filhos, Aline e Joezer, que são casados e vivem no Paraná.

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