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Comentários para Adultos: Lição 04 – Os Primeiros Líderes da Igreja – 21 a 28 de Julho 2018

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SÁBADO A TARDE – 21 DE JULHO 2018 – INTRODUÇÃO

Durante o ministério terrestre de Cristo Ele procurou ensinar seus seguidores a universalidade do evangelho, atuando em ambientes multiculturais, não hebreus “puros”, isto é, nascidos e crescidos em Israel, como em suas incursões em Decápolis, Samaria e território fenício, em mais de vinte locais distintos e de população heterogênea.

Ao impulsionar seus seguidores para testemunhar em Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins do mundo, Jesus pretendia que seus discípulos dispensassem a mesma atenção aos novos seguidores, qualquer que fosse sua origem, etnia, formação religiosa ou familiar. E para isso acontecer propiciou instrução e situações em que a organização e planejamento seriam primordiais, como no caso das viúvas de origem helênica, que não estavam recebendo a mesma atenção que as hebreias.

A igreja precisou da disponibilidade de aceitar a orientação do Espírito Santo para resolver as questões relativas as diferenças culturais e de religiosidade entre os hebreus “puros” e os que foram denominados helenistas por causa de sua origem em outras nações onde as tradições, cerimonias e festividades judaicas não foram mantidas com tanta rigorosidade.

Deus serviu-se da centralização em Jerusalém para a disseminação da mensagem e dos convertidos entre os helenistas para que o “fazer discípulos de todas nações” fosse cumprido. Para resolução do problema imediato foi a designação de serviçais administradores, os diáconos, dentre eles Estevão, o primeiro mártir da igreja. Seu discurso de defesa apresenta um Jesus na glória do Pai e assentado como Juiz de toda carne e sua condenação e morte resulta na dispersão dos cristãos para todas as terras do mundo de então.

Pense:O que confessar a Cristo, tem de O possuir em si. Não pode comunicar aquilo que não recebeu. Os discípulos poderiam discorrer fluentemente acerca de doutrinas, poderiam repetir as palavras do próprio Cristo; mas a menos que tivessem mansidão e amor cristãos, não O estariam confessando. Um espírito contrário ao de Cristo O negaria, fosse qual fosse a profissão de fé”. (EGW, DTN, p. 357).

Desafio: Confessar o Cristo que está dentro de você, eis a forma de testemunho e discipulado que atrai as pessoas ao Mestre.


DOMINGO, 22 DE JULHO 2018 – A NOMEAÇÃO DOS SETE

No meio apostólico queixas não eram novidade, mas, logo após os dias de oração e comunhão que resultaram no Pentecostes, resultando em espírito de unidade, demonstrado e confirmado, seria uma grande derrota para a recém-formada igreja. Satanás exultaria com isso. Ocasionaria a ruptura ao “corpo de Cristo” na Terra.

Essa é uma das mais eficazes estratégias do inimigo, provocar dissensão, partidarismos, desconfiança na liderança. É próprio dele favorecer o crescimento de egoísmos e formação de “castas” de dominadores e serviçais. Ainda encontramos nas congregações cristãs grupos que se autoproclamam mais importantes, preparados ou habilitados que outros. Não aprenderam de Cristo que declarou “o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir,” (Marcos 10:45).

Essas queixas chegaram aos apóstolos que, em consenso, sugeriram a escolha de pessoas que se dedicariam ao cuidado das necessidades físicas e administrativas dos serviços comunitários. Essa primeira divisão de atribuições demonstra o que o SENHOR já tinha como principio de Seu governo no Universo: organização. Essa primeira ação organizativa da igreja que surgia, tinha duas atividades executadas por pessoas dedicadas: o servir as mesas e o servir a palavra. Em ambas o senso comum é servir.

Sob a direção do Espírito Santo, a própria igreja escolheu pessoas que foram separados para o serviço. Para serem apontadas precisavam ser reconhecidas como de reputação honrosa, qualidades morais, espirituais e práticas para o serviço, além de serem pessoas cheias do Espírito Santo. Sete nomes foram apresentados – Estevão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau de Antioquia, – e sob oração e imposição de mãos foram designados como participantes da primeira liderança reconhecida da igreja.

Pense:O coração daqueles que se converteram mediante o trabalho dos apóstolos, abrandou-se e se uniu pelo amor cristão. A despeito de preconceitos anteriores, todos estavam em harmonia uns com os outros. Satanás sabia que, enquanto essa união continuasse a existir, ele seria impotente para deter o progresso da verdade evangélica, e procurou tirar vantagem de anteriores hábitos de pensar, na esperança de que, por esse meio, pudesse introduzir na igreja elementos de desunião”. (EGW, AA, p. 48.3).

Desafio: Seja qual for a sua atividade na assembleia dos santos, que seja para honrar a Cristo.


SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO 2018 – O MINISTÉRIO DE ESTEVÃO

O diaconato, reconhecidamente um grupo de pessoas dedicadas ao serviço da igreja, hoje envolvendo zeladoria, cerimonial, auxílio aos administradores da igreja local, visitação aos necessitados da igreja e da comunidade, também devem testemunhar e discipular.

Estevão, um dos sete de Atos 6, foi um exemplo desse tipo de seguidor do Mestre. Não só cuidou das atividades “servir as mesas”, como também dava importante e fervoroso testemunho de sua fé e crença. Jesus era o assunto preferido e destacado em seu testemunho, mas, pelas acusações que foram levantadas contra ele, é provável que tenha se envolvido em debates sob os serviços cerimoniais do templo e o real significado da morte de Jesus para a mudança de foco na aliança eterna da salvação.

Por isso, seu serviço de diácono foi além da função específica de servir mesas, mas dirigindo-se às sinagogas judaicas helenistas, testemunhando de forma que os presentes, embora doutos nas formalidades rabínicas, não resistiam aos argumentos de Estevão, a ponto de o acusarem de blasfêmia contra Moisés e contra Deus, através de pessoas que se submeteram a testificarem falsamente contra ele. Por isso foi preso e conduzido a julgamento perante o sinédrio.

Pense:Ele [Estevão] porém, não somente falava com o poder do Espírito Santo, mas ficava claro a toda a vasta assembleia que era também um estudioso das profecias e versado em todos os assuntos da lei. Defendia habilmente as verdades que advogava, e confundia inteiramente seus oponentes. Os sacerdotes e príncipes que testemunhavam a maravilhosa demonstração de poder que acompanhava a apresentação de Estevão encheram-se de ódio atroz. Em vez de se renderem ao peso das evidências que ele apresentava, determinaram silenciar sua voz, matando-o”. (EGW, HR, p. 262).

Desafio: No trabalho do Mestre, sempre procurar ir além do que é esperado. Deus o recompensará.


TERÇA-FEIRA, 24 DE JULHO 2018 – PERANTE O SINÉDRIO

Acusado por suas declarações nas sinagogas, Estevão é preso e conduzido a julgamento perante o Sinédrio. Essa era a corte de suprema autoridade, por permissão do império romano, dispunha de prisão e de uma guarda policial. Julgava principalmente as acusações referentes às leis próprias dos costumes e cultura hebreia.

As acusações eram procedidas por autoridades religiosas ou populares que ofereciam testemunhos e a defesa era produzida pelo próprio acusado. Assim verificamos nos julgamentos de Jesus, de Pedro e João, de Paulo e esse, de Estevão. Parece comum o costume de apresentarem acusações de pessoas subornadas pelos principais do templo e sinagogas (Atos 6:11) e o povo, de modo geral, insuflado por eles (v. 12), bem como, o falso testemunho (v. 13). Muito semelhante à descrição do julgamento de Jesus.

A defesa de Estevão é o mais longo discurso descrito no livro de Atos, comprovando a importância do registro dessa peça para a história da formação doutrinária da igreja. Estevão, na verdade, não apresenta uma defesa, mas, ao destacar cada parte da formação da nação israelita e dar ênfase ao tratamento dispensado por Deus nas diversas fases da aliança Dele com o ser humano: desde Abraão, a renovação da aliança com Isaque, Jacó, Moisés, Davi, e seu descendente, Jesus. Destacou a rebeldia de Israel, principalmente de seus líderes religiosos e príncipes da nação. Dessa forma, Estevão assumiu o mesmo papel, e seu discurso tem a mesma ênfase, dos profetas enviados a nação, que cobravam entendimento e fidelidade à aliança.

Assim Estevão se transforma de réu em profeta e, como tal, traz uma palavra acusatória contra a liderança de Israel, que sempre desprezou, perseguiu e até condenou à morte os profetas de Deus que lhes trouxeram a palavra do julgamento de Deus, e que eles condenaram Jesus à morte, tornando-se “traidores e assassinos” (Atos 7:51-53).

Pense:Despertem os que se tornaram sonolentos e indiferentes. Somos chamados para ser santos, e devemos cuidadosamente evitar dar a impressão de que é de pouca monta retermos ou não os aspectos peculiares de nossa fé. Sobre nós repousa a solene obrigação de tomar uma posição mais decidida para com a verdade e justiça do que tomamos no passado”. (EGW, EDD [MM 1980, 06/07], p. 204.1).

Desafio: Declarar a verdade de forma clara e indiscutível perante toda e qualquer audiência, sem se importar qual será a cobrança daí advinda.


QUARTA-FEIRA, 25 DE JULHO 2018 – JESUS NO TRIBUNAL CELESTIAL

Estevão conduzia sua exposição para uma peça acusatória de Deus contra os líderes judaicos, o que eles prontamente compreenderam. Como os profetas do passado que traziam mensagens condenatórias de Deus contra Israel como nação, responsabilizando a liderança pelos descaminhos do povo, desde a idolatria à devassidão moral, Estevão também foi o representante de Deus em apresentar juízo e condenação de Deus àqueles líderes da nação.

Como Estevão não estava apresentando uma mensagem do plano da salvação, mas o juízo de Deus contra Israel que falhara em cumprir o propósito de Deus de levar a graça e misericórdia de Deus à humanidade, seu discurso não tem um apelo ao arrependimento. Apresenta o juízo, o que significa que Israel não mais seria o centro da mensagem de salvação, pois essa atribuição agora era concedida à igreja, crentes no nome de Jesus, judeus e gentios, que saindo de Jerusalém, espalhariam a mensagem pelo mundo.

A condenação de Estevão não é apresentada formalmente, apenas é relatado seu apedrejamento. Podemos compreender que o ponto decisivo foi quando Estevão ligou Jesus com a aliança e, portanto, com a história de Israel, que ele detalhadamente expusera. E quando descreveu que via o céu e contemplava Jesus em pé, à direita de Deus, no santuário celestial, uma clara referência a cena de julgamento provocou o rilhar dos dentes contra ele.
Saulo acompanhou a multidão e os líderes que haviam tomado Estevão e o conduzido para fora da cidade para apedrejá-lo. Parece que ele era a autoridade que deveria receber o relatório do resultado desse ato. Isto se confirma com a deposição das roupas aos seus pés. A cena, chocante, bárbara, mas de demonstração de fé e entrega total a Jesus, especialmente quando ora por todos aqueles que ali o estavam tirando a vida, inclusive Saulo.

Pense:A aprovação de Deus na face de Estêvão, e suas palavras, que tocaram o coração dos que as ouviram, permaneceram na mente dos espectadores e testificaram a verdade do que ele havia proclamado”. (EGW, TRH, 23/02/1911, in Ex [MM 1992, 31/03] p. 111.3).

Desafio: Revelar em todas as situações sua fé e entrega a Jesus. Está pronto?


QUINTA-FEIRA, 26 DE JULHO 2018 – A PROPAGAÇÃO DO EVANGELHO

A morte de Estevão estabeleceu como firme a liderança de Saulo para a execução de atividades que visassem destruir a igreja nascente.

Atos 8:1-3 esclarece que a partir da morte de Estevão “naquele dia” houve uma perseguição implacável contra todos os fieis seguidores de Jesus. Primeiramente em Jerusalém, mas que se estenderia para outras cidades do domínio judaico. Esse fato espalhou todos os cristãos para outras regiões e países, que então conheceram e receberam o evangelho.

Samaria foi uma dessas cidades, para onde foi Felipe, o qual pregava com poder, produzindo também grandes prodígios, que o Espírito Santo lhe permitia executar, como libertar endemoninhados, curar paralíticos e coxos e muitos outros. Entre os convertidos estava um mágico que explorava a crendice popular, dizendo homem poderoso, mas que ao ver e ouvir sobre o evangelho, também foi batizado e seguia Felipe por onde fosse.

Em Jerusalém ficaram apenas os apóstolos (Atos 8:1) e eles foram notificados da grande aceitação do evangelho em Samaria e, para confirmação e apoio, para lá enviaram Pedro e João, onde puderam conceder o Espírito Santo às pessoas batizadas mediante a imposição das mãos. Simão, o mágico, ao ver isso, ofereceu a Pedro e João dinheiro para que eles lhe concedessem o poder de impor as mãos sobre as pessoas e elas receberem o Espírito Santo. Severamente repreendido por Pedro, procura conseguir que eles não lhe imputem a culpa, mas orem para livrá-lo.

Felipe, conduzido pelo Espírito Santo, também leva o evangelho ao eunuco da rainha etíope Candace, que é batizado no deserto e leva o evangelho para o norte da África. Assim Deus se serve de uma situação perturbadora e conflituosa para que seu amor, graça, misericórdia e justiça sejam levadas a todo o mundo.

Pense:Cada pessoa que faz por Deus o que está ao seu alcance, que é verdadeira e zelosa em fazer o bem aos que a cercam, receberá a benção de Deus sobre seus esforços”. (EGW, TI, v. 5, p. 279).

Desafio: Fazer sua parte, conforme lhe seja possível, sempre procurando dar o máximo de si e Deus multiplicará seus resultados.


SEXTA-FEIRA, 27 DE JULHO 2018 – ESTUDO ADICIONAL

Dos líderes eleitos no início da igreja, apenas Estevão e Felipe são claramente mencionados. Os outros cinco nomes não aparecem mais na história canonicamente registrada da igreja. Isso, todavia, não significa que não tenham participado de forma definitiva e importante na evolução da igreja. Fato que nos ensina que o trabalho para Deus não é apenas os que desempenhem destacados papeis, mas de todos os que anonimamente espelhem Cristo em suas vidas.

Também nos ensinam esses acontecimentos iniciais da igreja que para Deus não é determinante as habilitações e qualificações humanas, mas sim, o que Ele pode fazer através de cada pessoa que se disponha, em uma entrega pessoal, total, completa, para executar a Sua vontade. De outra forma também não há situação humana, pessoal ou coletiva, política ou administrativa que possa impedir o avanço do cumprimento da vontade de Deus e de Seu plano para a humanidade.

A perseguição de Saulo aos cristãos foi o ponto inicial do cumprimento da ordem de Cristo em Atos 1:8. “e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da Terra”.

E Deus não se intimida ou se encolhe diante das arrogâncias humanas. Chamou o prepotente imperador Ciro de “Ele é meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz” (Isaias 44:28) e de Saulo declarou a Ananias “porque este é para mim um instrumento escolhido” (Atos 9:15).

E isto se confirmará com o assunto da próxima semana, quando nos aprofundaremos no estudo da conversão de Paulo.

Pense:Nunca, nunca jamais vos sintais na liberdade de desperdiçar as oportunidades que vos são concedidas. Estudai qual seja a vontade de Deus; não procureis saber como evitar a guarda dos mandamentos divinos, mas buscai antes saber como os podereis guardar sincera e verdadeiramente, servindo de fato Àquele cuja propriedade sois”. (EGW, TRH, 29/06/1897 in PC [MM 1965, 26/08], p. 241.2).

Desafio: Servir ao SENHOR e Suas ordenanças sob qualquer situação ou disposição.

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