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Comentários para Adultos: Lição 05 – A Conversão de Paulo – 28 de Julho a 04 de Agosto 2018

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SÁBADO A TARDE – 28 DE JULHO 2018 – INTRODUÇÃO


DOMINGO, 29 DE JULHO 2018 – PERSEGUIDOR DA IGREJA

Caracterizado como fariseu ortodoxo chegando às eiras do fanatismo, indutor da morte de Estevão, não só incentivador, mas participante do ato de apedrejamento, responsabilizando-se pela guarda das roupas dos executores. Mas a ele são atribuídos muitos outros casos em que se envolveu no caminho da perseguição, aprisionamentos, torturas e mortes, como revela seu depoimento diante do rei Agripa (este é Herodes Agripa II, filho de Agripa I, mencionado em Atos 12:21 como Herodes), quando confessa: “encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui” (Atos 26:10,11).

Para Paulo, ou qualquer judeu ortodoxo, não era fácil pensar no Messias de Isaias 53 e cuja obra, também descrita em Isaias 61, seria dar alegria ao sofredor, conforto ao órfão e viúva, paz ao angustiado, saúde ao doente, esperança ao desesperado, liberdade ao cativo e salvação ao perdido, e para cumprir sua missão, voluntariamente se entregou, “Cordeiro de Deus” que é, à morte na cruz. Inconcebível para um judeu que aguardava um Messias glorioso, grandioso, rei imponente, guerreiro e libertador, que assumiria o trono de Davi e, como seu herdeiro, teria um reino eterno aqui neste mundo, libertando-os do jugo romano.

Experiência muito traumática é ter sido zeloso por alguma ideia ou conceito e depois reconhecer que estava no lado errado da história e ter que mudar de ideia. Tente imaginar o custo intelectual, mental, espiritual da mudança que se operou em Saulo para torná-lo Paulo. O apego fanático a qualquer ideia, doutrina ou estilo é muito perigoso e traz, sempre, consequências indesejáveis.

Pense: “Seu zelo [de Paulo] o levou a empenhar-se voluntariamente na perseguição aos crentes. Fez com que homens santos fossem arrastados perante os tribunais, e aprisionados ou condenados à morte sem prova de qualquer ofensa, salvo sua fé em Jesus. De caráter similar, embora numa direção diferente, foi o zelo de Tiago e João quando quiseram pedir fogo do céu para consumir aqueles que desprezavam seu Mestre e Dele escarneceram”. (EGW, HR, p. 268).

Desafio: Ter suas ideias, conceitos e doutrinas “encharcados” do Espírito Santo e de amor.


SEGUNDA-FEIRA, 30 DE JULHO 2018 – NA ESTRADA DE DAMASCO

Pensando estar fazendo a vontade de Deus, Paulo recebe cartas que designam suas funções de comandante da perseguição aos cristãos e o autorizam a prendê-los, interrogá-los, conduzi-los ao Sinédrio, em Jerusalém, e se necessário, tortura-los e até matá-los.

Nesse afã, vai a Damasco, onde o número de cristãos se expandia consideravelmente, tanto pelo número dos que fugiam de Jerusalém e arredores para escapar das perseguições, quanto pelos novos conversos que se iam agregando às igrejas cristãs nas casas dos crentes. O objetivo era prender e submetê-los a interrogatórios com a finalidade de levá-los à negação da fé e à blasfêmia.

No entanto, próximo de seu destino, tem um encontro com o próprio Senhor Jesus, que se manifesta como uma forte luz, mais intensa que a do sol do meio-dia e, com uma voz, audível a toda a caravana como um som fortíssimo e distinta apenas para Saulo e que lhe interrogou: “Saulo, Saulo, porque me persegues?”, e Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor” recebendo como resposta “Eu sou Jesus, a quem tu persegues” (Atos 9:4 e 5).

Esse diálogo ensina que: (1º) as pessoas podem pensar estar fazendo a vontade de Deus e em realidade, estarem operando em direção oposta à vontade divina; (2º) se confrontado com a verdade pura e santa da voz de Deus aos homens – Sua Palavra, deve-se sempre humildemente perguntar quem realmente nos fala; (3º) se permitido, o Espírito Santo responderá sobre os desacertos nas vidas e procedimentos daqueles que consideram fazer a vontade de Deus.

Se for manifestada a presença de Jesus entre os crentes, este devem confessar que o viram, ainda que haja pessoas que descreiam e que zombarão de seu testemunho. Como zombaram de Paulo, pois ao afirmar que vira Jesus na estrada de Damasco, se tornava testemunha de Sua ressurreição.

Pense: “Que humilhação foi para Paulo saber que o tempo todo em que estivera usando suas habilidades contra a verdade, crendo que fazia o serviço de Deus ele perseguia a Cristo”! (EGW, SDABC, v. 6, p. 1.175 [in Ms 23, 1899]).

Desafio: Submeta-se à guia do Espírito Santo e sua consciência refletirá os raios do Sol da Justiça.


TERÇA-FEIRA, 31 DE JULHO 2018 – A VISITA DE ANANIAS

Na pergunta a Jesus (Atos 22:10) “Que farei, Senhor” se estabelece a entrega incondicional de Paulo. Nessa pergunta coloca toda vida nas mãos de seu novo Senhor. Pensamentos, esforços, habilidades, empreendedorismo, agora estavam a serviço do Mestre. Saulo estava sob o comando de Jesus e esperaria o tempo que o Senhor julgasse apropriado, para receber suas instruções e ordens.

Em Atos 9, Lucas registra as ordenanças de Jesus a Saulo: levantar-se, ir à cidade e escutar e obedecer às orientações que recebesse. Muitas vezes Deus nos pede para esperar um pouco, para que nossos olhos possam ser abertos, nossa mente ser acalmada e nossos anseios serem debelados pela voz suave e mansa do Espírito de Deus.

Às vezes, na espera, Deus está nos defendendo dos ataques do inimigo (Daniel 10:12-13), outras vezes porque o tempo de Deus ainda não se completou (Daniel 12:9 e 13). Na oportunidade do encontro de Saulo com Jesus, o Senhor ainda comissionaria um discípulo residente em Damasco, Ananias, a cumprir a missão de atender o chamado e a missão que Jesus lhe passaria.

A Ananias coube impor as mãos em oração para que Saulo recuperasse a vista e fosse batizado. Segundo Paulo em Gálatas 1, ele foi instruído pelo próprio Jesus. E quando o Senhor explicou a Ananias sua responsabilidade de ir até Saulo e orar com ele, esclareceu o motivo da atenção especial ao dizer “pois Eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome”, ou seja, o próprio Jesus estaria envolvido nas instruções que Paulo receberia.

Pense: “Obediente à orientação do anjo, Ananias saiu em busca do homem que ainda pouco antes havia respirado ameaças contra todos os que criam no nome de Jesus; e colocando as mãos sobre a cabeça do penitente sofredor, disse: “Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo. E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado”. Atos 9:17, 18.” (EGW, AA, p. 67.3).

Desafio: Aceitar o chamado de Jesus para o ministério, ainda que pareça improvável.


QUARTA-FEIRA, 01 DE AGOSTO 2018 – O INÍCIO DO MINISTÉRIO DE PAULO

Após sua experiência do encontro com o Senhor, a perda da visão, os três dias de jejum, oração e introspecção, a visita de Ananias, a restauração da visão – quase certamente parcial (Gálatas 6:11, 2Coríntios 12:9), o batismo e as primeiras orientações do Senhor através de Seus outros servos, é muito provável que Paulo tenha permanecido em Damasco por algum tempo, inclusive frequentando e participando da adoração nas sinagogas, onde pregava que Jesus era o Cristo, isto é, o homem Jesus, morto na cruz – ignomínia para os judeus, e ressurreto – impossibilidade para os saduceus, era o Messias prometido e esperado pelos judeus.

Após algum tempo de pregação em Damasco e sendo que, por confundir seus debatedores, atraia muita oposição e raiva entre os judeus ortodoxos, que visivelmente desejavam matá-lo, inclusive vigiando as saídas da cidade, teve uma fuga providenciada por seus discípulos, que o desceram pela muralha da cidade, num cesto.

Desde esse evento, Paulo informa em Gálatas 1:17, que foi para a Arábia onde, segundo revela Ellen G. White, “Ali, na solidão do deserto, Paulo teve ampla oportunidade para sossegado estudo e meditação” (AA, p. 125). Daí indo para Jerusalém, onde mais uma vez recebeu a desconfiança da irmandade, visto que não acreditavam em sua conversão e ainda o temiam. Foi conduzido à presença dos apóstolos por Barnabé que repetiu a história de sua conversão.

Ali também os seus opositores, especificamente os helenistas, planejavam tirar-lhe a vida. Sabendo disso, os apóstolos e discípulos cristãos o conduziram até Cesareia e dali o encaminharam a Tarso, sua cidade natal. E depois vamos vê-lo em Antioquia.

Pense: “Em meio a constantes tempestades de oposição, o clamor de inimigos e a deserção de amigos, o destemido apóstolo quase perdia o ânimo. Mas, lançando um olhar retrospectivo ao Calvário, com novo ardor prosseguia disseminando o conhecimento do Crucificado. Ele estava palmilhando a trilha sangrenta pela qual Cristo tinha passado antes dele. Procurava não abandonar a luta até que pudesse depor a armadura aos pés de seu Redentor”. (EGW, AA, p. 165.2).

Desafio: Permanecer sob a bandeira do Salvador seja qual for a situação aparente no campo de batalha.


QUINTA-FEIRA, 02 DE AGOSTO 2018 – RETORNO A JERUSALÉM

Tendo saído de Jerusalém como um apóstolo do Sinédrio, três anos após, Paulo retorna como servo de Jesus. É mal recebido por seus antigos companheiros de obrigações e, também, por seus irmãos de fé. Ou seja, não conta com a boa vontade nem dos não cristãos, nem da igreja. Estes porque imaginavam que a declarada conversão de Paulo fosse uma estratégia para melhor se armar contra os fieis de Cristo. E os participantes de sua anterior fé e disposição de agir contra a igreja de Cristo por considerá-lo um traidor.

Assim, Barnabé, um cipriota, portanto, um helenista, toma a si a tarefa de repercutir diante dos apóstolos a histórica conversão de Saulo de Tarso, e como ele já tinha o testemunho de fidelidade a Jesus dos crentes de Damasco, bem como o chamado que recebera de ser testemunha de Jesus Cristo em múltiplos ambientes e culturas, nas palavras do próprio Senhor a Ananias “este é para Mim um instrumento escolhido para levar o Meu Nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel” (Atos 9:15).

Os apóstolos, que mesmo após o início da perseguição ainda permaneceram muito tempo em Jerusalém e apegados ao cerimonial judaico, levaram muito mais tempo para compreender a missão e a mensagem global que lhes fora entregue. Para corrigir essa distorção de entendimento e visão, Jesus chamou Paulo para o ministério dos gentios. Ele próprio um helenista da Cilicia, tendo como amigos outros “estrangeiros”. Depois de sair de Jerusalém, foi para sua cidade natal onde permaneceu por longo tempo antes de iniciar suas viagens missionárias.

Pense: “Assim ao apóstolo Paulo, orando no templo em Jerusalém, veio a mensagem: “Vai porque hei de enviar-te aos gentios de longe.” (Atos dos Apóstolos 22:21). Da mesma maneira, os que são chamados a se unirem com Cristo, devem deixar tudo a fim de O seguirem. Velhas relações devem ser desfeitas, planos de vida postos à margem, renunciadas as esperanças terrestres. Em fadigas e lágrimas, em solidão e sacrifícios, deve a semente ser lançada”. (EGW, OE, p. 112.2).

Desafio: Está você pronto a ser integralmente servo de Jesus no seu ministério?


SEXTA-FEIRA, 03 DE AGOSTO 2018  – PONTOS PARA REFLEXÃO

Desconstruir é um termo em voga nas academias, especialmente na formação e prática da área educacional. Significa desmontar, desagregar, apagar, remover o que está construído. É aplicado às ideias e conceitos com o significado de desfazer, apagar uma ideia ou conceito para implantar-se novo pensamento ou ideia no lugar da anterior. Reprogramar ou reconfigurar a maneira de pensar.

Basicamente foi isso o que Cristo fez com Saulo, para desfazer o “da tribo de benjamim, hebreu de hebreus, … fariseu” (Filipenses 3:5) e ser revelado ao mundo o “Paulo, servo de Jesus Cristo” (Romanos 1:1), o “Paulo, servo de Deus” (Tito 1:1) e, finalmente o “Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus” (Filemon 1:1).

Mas a desconstrução depende de que o objeto desse processo aceite e admita ser desconstruído, pois é custoso e, em sua maior parte, dolorido. O próprio Senhor preveniu a Ananias que Paulo seria por Ele informado sobre quanto ainda sofreria por sua mudança de vida, pelo Nome de Jesus (Atos 9:16).

Essa é uma ideia próxima do que o próprio Paulo ensinou em Romanos 12:2 quando convoca o crente a transformar-se em sua maneira de pensar, renove seus pensamentos e suas visões de mundo. Bem como convida seus leitores a terem sentimento igual ao que houve em Cristo que sendo Deus, esvaziou-se para a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e humilhou-se tornando-se obediente até à morte de cruz (Filipenses 2:5-8). Isso é desconstrução e a oração do verdadeiro cristão deve ser que se cumpra em nós o desejo do SENHOR de Jeremias 18:6. Sejamos vasos novos.

Pense: “Os que reconhecem a repreensão e correção como vindas de Deus, tornando-se assim habilitados a ver e corrigir seus erros, aprendem lições preciosas, mesmo de seus erros. Sua aparente derrota transforma-se em vitória. Resistem, não porque confiem em suas próprias forças, mas no poder de Deus. Possuem eles fervor, zelo e afeição, unidos à humildade, e presididos pelos preceitos da Palavra de Deus”. (EGW, PC [MM 1965, 21/08, in RH, 16/12/1890], p. 236.2).

Desafio: Entregar-se integralmente às mãos do Oleiro e permitir sua desconstrução e transformação em nova criatura.


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