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Comentários para CPB: Lição 02 – Entre os Candelabros – 05 a 12 de Janeiro 2019

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Autor: Érico Tadeu Xavier

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

1. A visão que João teve de Cristo em Patmos – Apocalipse 1:9-20

Os sofrimentos de João em Patmos (Ap 1:9). João sofreu por sua fé. Na última década do primeiro século d.C., João, o discípulo amado, pastoreou as igrejas da Ásia Menor, e sua sede ficava em Éfeso. Posteriormente, ele foi preso, levado a Roma, julgado pelo Imperador Domiciano e lançado num caldeirão de azeite fervente. Foi tirado ileso de lá e levado ao exílio na ilha de Patmos.

Escrevendo aproximadamente cem anos mais tarde, Tertuliano, presbítero de Cartago, afirmou o seguinte: “Já que, além disso, está perto da Itália, você tem Roma, da qual nos chega às mãos a própria autoridade [dos apóstolos] …, onde o apóstolo João foi primeiro lançado, ileso, em azeite fervente, e enviado de lá ao seu exílio na ilha” (“Prescrição Contra Hereges”, XXXVI; Ante-Nicene Fathers, III, 260. [Comparar com Atos dos Apóstolos, p. 569, 570, e Uma História Ilustrada do Cristianismo, v. 1 – A era dos mártires, p. 41]). Os sofrimentos de João já tinham sido preditos por Jesus (Ver Marcos 10:38, 39).

A voz e a mensagem no dia do Senhor (Ap 1:10, 11). “Foi no sábado que o Senhor da glória apareceu ao exilado apóstolo. O sábado era tão religiosamente observado por João em Patmos como quando estava pregando ao povo nas cidades e vilas da Judeia. Considerava sua propriedade as preciosas promessas feitas em referência a esse dia” (Atos dos Apóstolos, p. 581).

O primeiro dia da semana só foi chamado “dia do Senhor” bem mais tarde. O adjetivo grego kuriake, que significa “pertencente ao Senhor” ou “do Senhor”, em tempos posteriores começou a aparecer na literatura cristã sem a palavra “dia”, e finalmente passou a designar o primeiro dia da semana, o dia da ressurreição de Cristo.

“Embora ela ocorra com frequência nos escritos dos pais da Igreja com o sentido de domingo, a primeira evidência conclusiva desse tipo de uso só ocorre na metade do 2º século, no livro apócrifo Evangelho Segundo Pedro (9, 12; ANF, v. 9, p. 8), no qual o dia da ressureição de Cristo é chamado ‘o dia do Senhor’. Uma vez que esse documento foi elaborado no mínimo 75 anos depois de João ter escrito o Apocalipse, não pode ser apresentado como prova de que ‘dia do Senhor’, na época de João, se referisse ao domingo” (Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p. 811).

A visão do Sumo Sacerdote celestial (Ap 1:12-20). Utilizando expressões figuradas do Antigo Testamento, João retratou a natureza sumo sacerdotal da obra de Cristo no santuário celestial. Sua visão de Cristo tem notáveis semelhanças com as visões de Cristo em Daniel 7 e 10.

Os candelabros representam o povo de Deus, enquanto o azeite simboliza o Espírito Santo, que flui do coração de Cristo para os corações de Seu povo. (Ver Zacarias 4:6 e Efésios 6:17.) A luz de Seu amor e verdade brilha para o mundo por meio de Seu povo. (Ver João 8:12 e Mateus 5:14.)

O manto. A expressão “vestes talares” constitui a tradução de uma palavra grega que designa o longo manto azul usado pelo sumo sacerdote israelita em seu ministério diário no lugar santo. (Ver Êxodo 28:4, 31; 29:5; 39:22.) Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século d.C., declarou o seguinte sobre esse mesmo manto sumo sacerdotal: “O sumo sacerdote é realmente coberto com as mesmas vestes que acabamos de descrever, sem tirar uma só. E sobre isso ele põe uma vestimenta de cor azul. Esta é um longo manto que lhe chega até os pés.” (Antiquities of the Jews, iii.7.4; traduzido por William Whiston [Grand Rapids, Mich: Kregel, 1960], p. 74).

O cinto de ouro. O peito do sumo sacerdote israelita era coberto pela estola sacerdotal, pelo cinto de ouro dessa estola e pelo peitoral. Cada um desses artigos do vestuário estava entretecido de fios de ouro. (Ver Êxodo 28:6-8, 15.)

João viu a Cristo, nosso Sumo Sacerdote. Utilizando expressões figuradas do Antigo Testamento, João retrata a natureza sumo-sacerdotal da obra de Cristo no santuário celestial. Sua visão de Cristo tem notáveis semelhanças com as visões de Cristo em Daniel 7 e 10.

O poder do Cristo ressurreto. Os mesmos característicos divinos do Pai são compartilhados pelo Filho. João foi confortado pela certeza de que o Ser que lhe apareceu não era outro senão o eterno Filho de Deus, o qual, como o “EU SOU” do Antigo Testamento, tinha guiado e instruído Seu povo. (Ver Êxodo 3:14.)

“Anjo” às vezes significa mensageiro humano. “As sete estrelas são anjos das sete igrejas.” No Novo Testamento, a palavra grega para “anjo” pode se referir também a mensageiros humanos. Em Mateus 11:10 e Tiago 2:25 ela foi traduzida dessa maneira.

2. As mensagens de Cristo as suas aplicações

A profecia das sete igrejas pode ser aplicada de três maneiras:

A aplicação histórica/local considera as mensagens como sendo dirigidas às igrejas literais na Ásia Menor.

Na aplicação histórica/profética “os nomes das sete igrejas são símbolos da igreja em diferentes períodos da era cristã. O número sete indica plenitude, e simboliza o fato de que as mensagens se estendem até o fim do tempo, enquanto os símbolos usados revelam o estado da igreja nos diversos períodos da história do mundo” (Atos dos Apóstolos, p. 585).

A aplicação espiritual/universal considera as sete mensagens como enviadas a nós hoje em dia.

3. Mensagem para a igreja de Éfeso – Apocalipse 2:1-7

A igreja em Éfeso simbolizava a igreja apostólica. Alguns definem o nome Éfeso como ‘desejável’. No tempo de João, Éfeso era a principal cidade da província romana da Ásia, e mais tarde foi sua capital.

“Estou instruída a dizer que estas palavras [Ap 2:4, 5] se aplicam às igrejas adventistas do sétimo dia em sua condição atual. O amor de Deus desapareceu, e isso significa a ausência de amor de uns pelos outros. E acalentado o próprio eu, o próprio eu, o próprio eu, o qual está lutando pela supremacia. Até quando isso irá continuar?” (Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902).

Conclusão – “Nosso dever é conhecer nossos defeitos e pecados especiais, que causam trevas e debilidade espiritual e extinguem nosso primeiro amor. É o mundanismo? É o egoísmo? É o amor ao próprio “eu”? É a luta pela supremacia? É o pecado da sensualidade que está intensamente ativo? É o pecado dos nicolaítas, transformando a graça de Deus em lascívia? É o mau uso e o abuso de grande luz e oportunidades e privilégios, fazendo afirmações jactanciosas de sabedoria e conhecimento religioso, ao passo que a vida e o caráter são incoerentes e imorais?” (Ellen G. White, Review and Herald, 7 de junho de 1887).

Conheça o autor do comentário: Érico Tadeu Xavier é graduado em Teologia Pastoral (1991), tem mestrado (2000) pelo Seminario Adventista Latino-Americano de Teologia; Doutorado (PhD) pelo South African Theological Seminary (2011); Pós-doutorado (2014) na área de teologia sistemática pela FAJE – Faculdade de Filosofia e Teologia Jesuíta, de Belo Horizonte. Foi professor de teologia na Bolívia e na Bahia, na FADBA. Atualmente é professor de teologia sistemática no SALT – IAP. Autor de 11 livros, é casado com a psicopedagoga e mestre em educação Noemi, com que tem dois filhos, Aline e Joezer, que são casados e vivem no Paraná.

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