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Comentários para Jovens: Lição 07 – Quando Surgem Conflitos – 10 a 17 de Novembro 2018

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SÁBADO A TARDE – 10 DE NOVEMBRO 2018 – PRÉVIA DA SEMANA

A questão mais difícil de ser administrada é a unidade, o consenso, a disposição para renunciar opiniões próprias. Provavelmente por isso, os estudiosos do comportamento humano desenvolveram técnicas para administrar conflitos, mas não métodos para manutenção da unidade.

Neste trimestre, no assunto “<b”, vimos que na criação Deus estabeleceu um plano de unidade eterna, baseada no amor e obediência. No entanto, o pecado trouxe a desunião, por causa da desobediência. Mas a vontade divina era que houvesse descendentes humanos que, em esforço de submissão e entrega, mantivessem a unidade, e formassem o povo de Deus, como membros da família de Deus e do corpo de Cristo, e pedras vivas para o crescimento da casa de Deus.

Todavia, desde o pós-Éden, houve inveja e orgulho, que resultaram em destruição. E o recomeço, pela família de Noé, da qual descendemos todos. Mas, quando pela descrença na guia e proteção de Deus, decidiram construir a torre de Babel, desafiaram a divindade, recebendo a confusão de línguas e o início das etnias que os separou para sempre e, até hoje, herdamos seus preconceitos.

Na igreja primitiva apareceram esses preconceitos, étnicos, religioso, com a tentativa de estabelecer aos conversos não judeus, exigências além do evangelho, como a circuncisão.

No entanto, se for desejo humano, Deus oferece Sua direção, pelo Espírito Santo e, inspirados por Ele, os apóstolos e primeiros pastores decidiram que a melhor resposta para essa questão não eram os estudos acadêmicos ou das “muitas letras”, mas sim a reunião de opiniões que originadas no aconselhamento de mentes dirigidas pelo Espírito Santo, e tiveram, e nós também, a resposta do concílio de Jerusalém.

Toda discordância ou conflito só é resolvido pela atuação do Espírito Santo, abrandando corações, iluminando pensamentos, concedendo harmonia, humildade e submissão, como a que Cristo teve ao Pai “sendo ouvido por causa da sua reverente submissão”. (Hebreus 5:7, NVI).

Assim reconhecemos que para Deus “Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus”. (Gálatas 3:28 [NVI]).

Pense:O segredo da unidade encontra-se na igualdade entre os crentes em Cristo. A razão de todas as divisões, discórdias e diferenças encontra-se na separação de Cristo”. (EGW, ME, v. 1, p. 259.2).

Desafio: Vencer e superar todas as suas idiossincrasias e preconceitos em favor da unidade em Cristo.


DOMINGO, 11 DE NOVEMBRO 2018 – PRECONCEITOS ÉTNICOS

O crescimento da população aderente às doutrinas cristãs traz à gestão da nascente igreja um aprendizado quanto a reconhecer a necessidade de estruturação e organização, para manter o desempenho dos serviços à comunidade.

Como a igreja se desenvolve sob a égide da unidade na oração, no estudo das doutrinas e no partir do pão (refeições comunitárias), seu crescimento aumenta as pessoas oriundas de outras nações e, diante do fundamento básico da unidade, todos deveriam ser atendidos e participarem dos eventos, desde os cultos de oração ao atendimento às necessidades básicas como hospedagem e alimentos.

Essa multiplicação de etnias desperta uma dúvida quanto à igualdade na distribuição de alimentos, principalmente às viúvas. A reivindicação apresentada aos apóstolos é que as viúvas de fala grega estariam recebendo sendo proteladas nesse serviço, e sendo dada primazia às viúvas de fala hebraica (Atos 6:1). O que, certamente, lhes causava indignação e até revolta.

Como resolver essa questão? Primeiramente os apóstolos já haviam aprendido que a melhor formatação de qualquer solução de problemas se originava da reunião de pareceres e ideias, por isso reuniram-se, convocando também todos os discípulos que se dispuseram a buscar uma solução para a questão. Em segundo lugar, apresentaram o argumento – válido e muito coerente – de que não lhes seria apropriado deixarem de pregar a palavra para servir às mesas. Em terceiro, a resposta adequada seria a estruturação e organização da igreja no reconhecimento de ministérios, com pessoas que se dedicassem para cada serviço que fosse necessário.

Assim, mediante oração, e com a indicação de pessoas de origem grega – um servidor de mesma origem saberá melhor servir à população de sua língua e cultura, escolheram sete pessoas “de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria”, para o ministério de “servir às mesas”, e passaram a desempenhar suas tarefas após serem apresentados “aos apóstolos, os quais oraram e lhes impuseram as mãos” (Atos 6:2-6).

Pense:Homens deviam ser escolhidos para superintender a obra de cuidar dos pobres, zelar pela distribuição correta dos meios em mãos, a fim de que nenhum dentre os crentes sofresse necessidades”. (EGW, BS, [Carta 9, 1899], p. 275.2).

Desafio: Ter sempre em mente que o Salvador deseja que todos sejam salvos, pela palavra ou pelo exemplo.


SEGUNDA-FEIRA, 12 DE NOVEMBRO 2018 – A CONVERSÃO DOS GENTIOS

A conversão de Cornélio mostra Deus agindo simultaneamente nas duas da história. Do lado gentio, Deus fala de maneira suave e carinhosa, mas determinativa, com Cornélio, Centurião romano em Cesareia, dizendo: “mande alguns homens a Jope para trazerem um certo Simão, também conhecido como Pedro” (v. 5). Pedro estava habitando ali, há aproximadamente 64 km.

A Pedro, judeu fervoroso e obediente às leis divinas, o Senhor fala para persuadir. “Viu … um grande lençol que descia à terra, … contendo toda espécie de quadrúpedes, bem como de répteis da terra e aves do céu. Então uma voz lhe disse: “Levante-se, Pedro; mate e coma”. Mas Pedro respondeu: “De modo nenhum, Senhor! Jamais comi algo impuro ou imundo!” A voz lhe falou segunda vez: “Não chame impuro ao que Deus purificou”. Isso aconteceu três vezes…” (vv. 11-16). Foi uma visão “comprometedora”. Pedro deveria ir à casa de um gentio, romano e comandante de uma guarnição dos exércitos invasores.

Cornélio, respeitado, ele e sua família, como “piedosos e tementes a Deus” (Atos 10:2), conhecia a cultura judaica, sabendo do impedimento de um judeu entrar na casa de um gentio (Atos 10:28), e certamente Pedro não aceitaria de bom grado seu convite. E, para Pedro, além das dificuldades “legais” havia o ranço do preconceito de que os gentios não estavam inclusos nas heranças de Abraão.

Mas, Pedro atende ao chamado e um resultado maravilhoso acontece: Cornélio e sua família confirmam sua conversão. E Pedro e “os fiéis que eram da circuncisão” (v. 45) testemunham que o Espírito Santo foi dado a todos os presentes e Pedro declara: “Deus não trata as pessoas com parcialidade” (v. 34) e conclui: “Pode alguém negar a água, impedindo que estes sejam batizados? Eles receberam o Espírito Santo como nós! “.

Pense:Alguns têm afirmado que esta visão significa que Deus removeu Sua proibição do uso de carne de animais que foram primeiramente chamados imundos; e que por causa disso a carne de porco servia para alimento. Esta é uma interpretação estreita e totalmente errônea, e plenamente refutada no sentido escriturístico da visão e suas consequências.”. (EGW, HR, p. 285.1).

Desafio: Atender a voz de Deus, ainda que tenhamos que abandonar todos os nossos preconceitos.


TERÇA-FEIRA, 13 DE NOVEMBRO 2018 – OS ESPÍRITO ESTÁ GUIANDO

A conversão de gentios não deixou toda a comunidade cristã contente. Os que “eram da circuncisão” (Atos 11:2) questionaram Pedro: “Você entrou na casa de homens incircuncisos e comeu com eles” (v. 3).

O Espírito Santo deu sabedoria a Pedro em sua resposta. Ele explicou detalhadamente sobre sua visão, a visão de Cornélio e suas mensagens. Que Deus o escolhera para evangelizar os gentios e que Ele não estigmatizava nenhuma pessoa, pois todas eram merecedoras de Sua graça. A Cornélio, Deus demonstra conhecer sua bondade e desejo de aprender toda a verdade.

Informou que seis hebreus, seguidores de Cristo, o acompanharam e confirmariam sua narrativa. Que durante sua exposição o Espírito Santo foi dado aos gentios, como fora concedido aos discípulos, no Pentecostes, pois falaram em línguas e deram glória a Deus. “Quando comecei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles como sobre nós no princípio. Então me lembrei do que o Senhor tinha dito: ‘João batizou com água, mas vocês serão batizados com o Espírito Santo’. Se, pois, Deus lhes deu o mesmo dom que nos dera quando cremos no Senhor Jesus Cristo”, e então Pedro indaga a seus inquiridores: “quem era eu para pensar em opor-me a Deus? ” (Atos 11:15-17).

Ao aceitarem a verdade de que Deus não faz acepção de pessoas, e louvam “a Deus, dizendo: “Então, Deus concedeu arrependimento para a vida até mesmo aos gentios”! (v. 18).

Deus já providenciara para expansão do evangelho “até os confins da terra”, ao espalhar os cristãos pela perseguição após a morte de Estevão, chegando à Fenícia, Chipre e Antioquia. Inicialmente, pregavam aos judeus dessas regiões, mas alguns começaram a falar aos gregos e muitos creram e, Barnabé, foi-lhes enviado para testificar sua conversão e fortalecê-los nas doutrinas. E “muitas pessoas foram acrescentadas ao Senhor” (Atos 11:24).

Pense:Agora, Jesus pôs os discípulos em contato com uma pagã [a samaritana] que consideravam, como qualquer outro membro de seu povo, sem nenhum direito a esperar o Seu favor. Queria dar um exemplo de como uma pessoa nessas condições devia ser tratada. Os discípulos haviam pensado que Ele distribuía muito liberalmente os dons de Sua graça. Mostraria que Seu amor não devia limitar-se a qualquer povo ou nação”. (EGW, DTN, p. 281.3).

Desafio: Deixar-se dominar pelo Espírito Santo e espalhar as boas novas do amor de Deus.


QUARTA-FEIRA, 14 DE NOVEMBRO 2018 – O CONCÍLIO DE JERUSALÉM

Jesus orou pela unidade (João 17:21), ameaçada pelas divisões na igreja: o preterimento das viúvas de fala grega na distribuição de alimentos; a pregação do evangelho aos gentios sem ritualismos; a imposição aos gentios dos preceitos legais da aliança entre Deus e Seu povo, a circuncisão; a segregação, na assembleia dos santos, de judeus e não judeus, em grupos diferentes. Ambas as alegações fortemente contestadas por Barnabé e Paulo, resultando em “contenda e não pequena discussão” (Atos 15:2).

Após essa escaramuça, a igreja de Antioquia encaminhou emissários para consultar os apóstolos e presbíteros em Jerusalém. Acompanhando os apóstolos que apresentaram a questão e também relatório de suas atividades missionárias.

Pessoas do partido dos fariseus (resquício de suas participações no Sinédrio), dispostos a defender a imposição da circuncisão aos não judeus (Atos 15:5) argumentaram e após acalorada discussão, Pedro se levanta para, citando sua designação divina para visitar Cornélio e a conversão dos gentios, confirmados pelo derramamento do Espírito Santo sobre eles, sem que houvesse distinção entre judeus e gentios. Alega que o jugo que pretendiam impor aos gentios nem os judeus conseguiram suportar e atender. E que a salvação somente é obtida pela dispensação da graça de Nosso Senhor Jesus, e isso, tanto a judeus como a gentios. (v. 11).

Novamente Barnabé e Paulo falam dos sinais e maravilhas operadas por Deus entre os gentios (v.12). Então Tiago lembra à assembleia que Deus, no passado já declarara Sua vontade tanto de reconstruir a “tenda de Davi” como de preparar um caminho que desse respaldo ao “restante dos homens [que] busque o Senhor, e todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o meu nome, diz o Senhor” (v. 17).

Assim Tiago propõe, e é aprovada, a redação de uma carta com quatro recomendações aos irmãos gentios: “[1] abstenham de comida contaminada pelos ídolos, [2] da imoralidade sexual, [3] da carne de animais estrangulados e [4] do sangue”.

Pense:Se um irmão ensina um erro, os que estão em posições de responsabilidade devem sabê-lo; e se ele está ensinando a verdade, devem eles tomar posição ao seu lado. … Todos nós estamos na obrigação, para com Deus, de compreender o que Ele nos envia. Deu Ele direções pelas quais possamos provar cada doutrina”. (EGW, TM, p. 110.3).

Desafio: Defender a verdade como registrada na Bíblia e não admitir ensinos derivativos.


QUINTA-FEIRA, 15 DE NOVEMBRO 2018 – UMA SOLUÇÃO DIFÍCIL

Como afirmamos na introdução desta semana, temos boas fontes de consultas para a “administração de conflitos”, mas não encontramos literatura para nos ensinar a manutenção da unidade. Olhando por esse prisma, podemos então entender quanto foi difícil encontrar a solução para as pendências resultantes das desuniões, partidarismos, preconceitos que habitaram o surgimento da igreja cristã.

Primeiramente, a desconfiança de que talvez não conseguissem a audiência dos líderes, ainda “encastelados” em Jerusalém, basicamente, judeus por “estirpe”. Em segundo lugar, a arraigada cultura judaica de que as formalidades tinham mais valor que a fé e a entrega ao senhorio de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mas, o desejo de submeter-se à direção do Espírito Santo, sob suas permissões, desarmou estruturas solidificadas de conceitos errôneos, substituindo-os por límpidas e refrescantes ideias vindas do trono de Deus.

Desde pronunciamentos através de profetas, desde a promessa de um descendente a Abraão, até os ensinos de Jesus, Deus sempre deixou claro que o chamado não era para glória de um povo ou nação, mas para ser uma benção às nações.

Dentre as orientações que Deus deu a seu povo e que poderiam ser transmitidas aos seus vizinhos e que hoje recaem como responsabilidade dos filhos de Sua família, a Sua igreja na Terra, estão as orientações sobre saúde, incluindo a alimentação; as regras de convivência em família, sociedade e na comunidade; os ensinos sobre governança, desde a administração do lar até o governo de uma nação; a gestão dos bens que nos são concedidos; etc. De todo modo, todos e tudo que nos é concedido é para honra e glória de nosso Deus e para que sejam utilizados de forma a se tornarem benção para as nações.
A submissão à Palavra de Deus gera como consequência uma transformação de preconceitos e idiossincrasias em amor, confiança e unidade em favor da orientação vinda de Deus e a Seu serviço.

Pense:Cristão deve estar em união com cristão, igreja com igreja, cooperando o instrumento humano com o divino, achando-se cada agência subordinada ao Espírito Santo, e tudo em combinação para dar ao mundo as boas-novas da graça de Deus”. (EGW, AA, p. 53.1)

Desafio: Contribua para que a graça de Deus possa ser apresentada e usufruída por todos ao seu redor.


SEXTA-FEIRA, 16 DE NOVEMBRO 2018 – PONTOS PARA REFLEXÃO

A filosofia tem discutido que as guerras, em sua grande maioria, têm início e justificativa em fatores econômicos ou religiosos. Isso nos coloca sob a possibilidade de podermos concluir que a discórdia e as desuniões têm sua origem no simples fato de ser consequência da relação entre seres humanos.

Em nossas lições passadas vimos que a unidade é fator primordial e relevante na economia dos mundos sem pecado e projeto de Deus para a humanidade. Porém, o pecado resultou em desarmonia, separação, discordâncias.

Em I Coríntios 11:28 Paulo aconselha que cada um de nós a olharmos para dentro de nós mesmos e verificar como estamos diante de Deus. E neste assunto de unidade, ou de conflitos, antes de olharmos para as atitudes, pensamentos e ideias das pessoas ao nosso redor, seria de grande valor olharmos para dentro de nossa própria vida e respondermos: quais são os meus preconceitos? São étnicos, culturais ou de formação pessoal? Como olhamos para as pessoas que estão sendo introduzidas na igreja a que pertenço? Tenho sido guiado pelo Espírito Santo ou quem é que me dirige? Se a igreja apontar que a melhor solução seria ter uma reunião conciliar, tem a minha aprovação, participação e colaboração? E se a solução apontada for diferente daquela que eu imaginei, vou acatar e contribuir para o bom resultado ou ficarei fazendo oposição.

Para melhor contribuir na família de Deus, aprofunde seus pensamentos no estudo da unidade na fé. Fé na salvação em Jesus. Fé na segunda vinda de Cristo. Fé no ministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial. Fé no sábado como memorial da criação e da salvação. Fé na ressurreição dos santos. Deus nos conceda unidade.

Pense:Pelos vários pontos envolvidos na regulamentação da principal questão em jogo, parecia que o concílio estava diante de dificuldades insuperáveis. Mas o Espírito Santo já havia, em realidade, solucionado essa questão, de cuja decisão dependeria a prosperidade, senão a própria existência da igreja cristã”. (EGW, AA, p. 106.5)

Desafio: Faça sua contribuição para ser mais um elo de amor e verdade na família, na igreja e na sociedade.

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