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Comentários para Jovens: Lição 10 – Relacionamentos Rompidos – 01 a 08 de Dezembro 2018

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SÁBADO A TARDE – 01 DE DEZEMBRO 2018 – INTRODUÇÃO

O plano original de Deus foi, é e será a unidade eterna em todo o universo. O pecado trouxe a desunião, sofrimento e morte, e suas consequências. Tudo procedente do orgulho e inveja manifestados em Lúcifer, que fora “12 … o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura 14… querubim da guarda ungido, …15 Perfeito eras nos teus caminhos …” e como ajuizou Deus, “até que se achou iniquidade em ti” (Ezequiel 28:12, 14, 15). Iniquidade insuflada e implantada na humanidade, pela desconfiança do amor de Deus, único ponto em que se oporiam a Deus, ao tocar na árvore da ciência do bem e do mal.

No entanto, a derrota do ser humano não foi a derrota de Deus (Elohim), que comunicou ao casal humano o plano original na formatação para a redenção da humanidade, se acaso fosse infiel. Através do descendente da mulher, que com Seu sacrifício reconciliaria o mundo com Deus, restaurando a unidade perdida.

A restauração dos vínculos com o Pai é feito através da oferta do Filho, apresentada a todos em linguagem compreensível a cada etnia, cultura, nível de compreensão, nos demonstrando que embora “inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Romanos 5:10). Essa reconciliação é refletida nos relacionamentos humanos, pois esta é a forma de demonstrarmos ao mundo, que somos discípulos de Jesus “se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:35).

Como veremos nesta semana, foi essa reconciliação que prevaleceu na estremecida amizade entre Paulo e Barnabé e também alterou a relação entre Filemon e Onésimo, de senhor e servo para irmãos em Cristo.

Deus age em nós, para restauração da unidade, no amor, transformando nossa mente pecaminosa em mente semelhante à de Cristo, através dos dons que nos concede pelo Espírito Santo e pelo perdão, que revela o poder do amor e da vontade santificada em Deus. Tudo para a restauração e unidade do povo de Deus.

Pense:A Jesus, que Se esvaziou a Si mesmo para a salvação da humanidade perdida, o Espírito Santo foi dado sem medida. Assim será Ele dado a todo seguidor de Cristo, quando todo o coração for entregue para Sua habitação” (EGW, MDC, p. 20.3).

Desafio: Abrir o coração e mente para a ação do Espírito Santo em nós, provocando a unidade em amor.


DOMINGO, 02 DE DEZEMBRO 2018 – AMIZADE RESTAURADA

Já afirmamos em outra lição que a igreja cristã, em seu início, enfrentou algumas situações de desunião, inclusive com a participação de alguns líderes, como no caso do apóstolo Paulo e o diácono Barnabé. Como registra Lucas, “Houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se” (Atos 15:39). E nesse desencontro de pontos de vista estava envolvido o jovem Marcos, primo de Barnabé. Aparentemente a situação formara uma intransponível barreira. Mas Deus dirige os passos dos seres humanos para realizarem Sua vontade, mesmo quando escolhem os caminhos menos adequados.

Cerca de 15 anos após essa separação, lemos que Paulo tem Marcos como um de seus colaboradores na pregação em Roma, de sua casa-cárcere e que juntamente com alguns outros auxiliares de Paulo, eram para ele um alívio às suas consternadoras cadeias (Colossenses 4:10-11). E menos de cinco anos depois, ele solicita a presença de Marcos, justificando sua petição com o elogio à participação de Marcos no ministério Paulino. (2 Timóteo 4:11).

Como e quando houve a reconciliação entre Paulo e João Marcos não está clara nas Escrituras, mas o fato é que ocorreu a ponto de Paulo recomendá-lo para a liderança na igreja de Colossos e, posteriormente solicitar sua presença em Roma, juntamente com Timóteo, por considerá-lo “útil para o ministério”. Certamente o que prevaleceu foi a humildade, o amor cristão, a dependência do Espírito Santo e o perdão. Somente assim as amizades podem ser restauradas.

Pense:Nada pode justificar o espírito irreconciliável. Aquele que não é misericordioso para com os outros, mostra não ser participante da graça perdoadora de Deus. No perdão de Deus, o coração do perdido é atraído ao grande coração do Infinito Amor. A torrente da compaixão divina derrama-se no espírito do pecador e, dele, na de outros. A benignidade e misericórdia que em Sua própria vida preciosa Cristo revelou, serão vistas também naqueles que se tornam participantes de Sua graça”. (EGW, PJ, p. 129.3).

Desafio: Examinar-se e rogar a Deus que o Espírito Santo influencie você a restaurar as amizades.


SEGUNDA-FEIRA, 03 DE DEZEMBRO 2018 – DE ESCRAVO A FILHO

Paulo menciona Onésimo na carta de encaminhamento à Filemon e na carta à igreja de Colossos. Da pequena – quase burocrática – carta a Filemon é possível deduzir-se que em Roma, de algum modo, Deus dirigiu o fugitivo escravo a Paulo. Dele recebeu as palavras do evangelho e, aceitando tornar-se um servo de Jesus, deveria se reapresentar a seu antigo senhor e, com humildade e contrição, se oferecer para servi-lo com dedicação e amor, em um comportamento totalmente diverso do que tivera anteriormente, agora não mais na condição de escravo, mas como irmão em Cristo.

A leitura do texto de Filemon torna claro que Paulo fora bem tratado por esse filho de Deus e que o apóstolo cria em sua estatura cristã, de servo do senhorio do amor. Também é claro que Paulo confiava em que suas palavras e orientações seriam bem acatadas, a ponto de se tornar avalista da dívida contraída por Onésimo “se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta” (v. 18), a quem chama de filho “solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas. 11Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (v. 10).

Por isso, aconselha Filemon receber Onésimo não mais como escravo, mas como irmão em Cristo “não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, … quer na carne, quer no Senhor” (v. 16). E Paulo confia tanto na recepção e acatamento de Filemon que afirma estar confiante de que ele “farás mais do que estou pedindo” (v. 21). E, como ele já ensinara aos gálatas, para Deus “não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher” (Gálatas 3:28) e repete essa lição em sua carta aos Colossenses 3:10-11.

Pense:Quão apropriadamente isso ilustra o amor de Cristo pelo pecador arrependido! O servo que defraudara a seu senhor não tinha com que fazer a restituição. O pecador que tem roubado a Deus de anos de serviço não tem meios de cancelar o débito. Jesus Se interpõe entre o pecador e Deus, dizendo: Eu pagarei o débito. Poupa o pecador; Eu sofrerei em seu lugar”. (EGW, AA, p. 257.3).

Desafio: Torne explícito em sua vida os conceitos de igualdade ao tratar com todos ao seu redor.


TERÇA-FEIRA, 04 DE DEZEMBRO 2018 – DONS ESPIRITUAIS PARA A UNIDADE

Vimos dois métodos para recuperar a unidade: reconhecer méritos pessoais dos ofendidos e ofensores, propiciando o perdão entre eles, como Paulo e Marcos. Segundo: interceder pelo ofensor, avalizando-o e mesmo sendo, de certa forma, credor do ofendido, assumir a dívida do ofensor, como Paulo quanto a Onésimo, devolvendo-o a Filemon como irmão em Cristo.

Terceiro: a unidade na igreja e com a comunidade existirá quando usarmos os dons dados por Deus para o crescimento da igreja e da fé. Deus derrama Seu Espírito e nos habilita. Por isso, Paulo diz: um planta, outro rega, “mas o crescimento veio de Deus. Porque de Deus somos cooperadores” e, o que recebe o evangelho, como o que espalha ou cuida, somos “lavoura de Deus, edifício de Deus” (1 Coríntios 3:6, 9).

Tudo subordinado aos dons concedidos pelo Espírito Santo. A conversão, a fé, o crescimento espiritual, os dons, tudo vem de Deus. Nem todos fazem as mesmas coisas e, se fazem, não é da mesma maneira, porque, “há diversidade nos serviços … nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos” (1 Coríntios 12:5-6). E “a um é dada … a palavra da sabedoria; e a outro … a palavra do conhecimento; … a fé; … dons de curar; … operações de milagres; … profecia; … discernimento de espíritos; … variedade de línguas; … capacidade para interpretá-las”, (1 Coríntios 12:8-10).

O “Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente”. (1 Coríntios 12:11), e não é para glória de quem recebe o dom, mas de Deus. Somos mordomos. A nossa glória está cooperar com Deus e o dom que temos é do Espírito Santo que o distribui “como lhe apraz”. Como os órgãos do corpo humano, interdependentes e vitalmente interligados, para benefício do corpo. Deus em sua misericórdia, permite a construção de Sua casa através da diversidade humana, que maravilhosamente, manifesta a grandiosidade de Deus.

Pense:No plano de Deus, os seres humanos foram feitos de tal modo que um necessita do outro. A cada um Deus confiou talentos, para serem usados em ajudar outros a andarem no caminho da justiça. É pelo desinteressado serviço em favor de outros que nós nos aperfeiçoamos e aumentamos nossos talentos”. (EGW, LuC, [MM 1968, 07/10], p. 295.1).

Desafio: Desenvolva todos os seus talentos e use todos os dons que Deus lhe concede para glória Dele.


QUARTA-FEIRA, 05 DE DEZEMBRO 2018 – PERDÃO

Como dissemos os especialistas têm produzido teorias e métodos para administrar conflitos, mas não para restaurar unidade e relacionamentos rompidos. Só Deus tem a solução para essa questão.

O reconhecimento de méritos pessoais, a intercessão pelo ofensor arrependido, tornando-se seu avalista quanto a débitos produzidos e utilizar os dons do Espírito, cooperando com Deus para o crescimento de Sua casa.

Nas ações de Deus em favor da humanidade o perdão é o método que restaura a unidade. Reflitamos:

1º) Perdão é o oferecimento de reconciliação ao ofensor, não considerando a ofensa ou méritos do ofensor ou se aceita o perdão;

2º) Perdão é libertar o ofensor das consequências e resultados da ofensa, dando-lhe a justiça do ofendido;

3º) Perdão não justifica a ofensa, mas o ofensor. Se houve prejuízo pelas ofensas praticadas, o ofensor deve ressarcir. O perdão o justifica, mas não o abona das responsabilidades do ressarcimento;

4º) Perdão é ato unilateral do ofendido, independe de que o ofensor reconheça seu erro ou peça perdão;

5º) Perdão independe dos merecimentos ou direitos do ofensor, mas da graça e misericórdia do ofendido, transferindo justiça ao ofensor.

Assim Deus providenciou em Cristo ao “ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” e somos “justificados pelo seu sangue” pois “quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho” e através dessa morte, recebemos vida e “reconciliação” (Romanos 5:8-11). E qual foi nosso mérito para receber perdão? Nenhum! Como disse Jesus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. (Lucas 23:34). E mesmo não tendo pecado, Deus “O fez pecado por nós; para que, Nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21) e nos tornássemos justificados.

Quando instam-nos a perdoar para que a unidade entre os filhos de Deus seja restabelecida lembremo-nos de que ao sermos chamados à família de Deus usufruímos a “riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade” e não podemos ignorar “que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Romano 2:4) e que se tropeçarmos e “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

Pense:O exemplo do Salvador deve ser a norma de nosso serviço pelo tentado e o errante. O mesmo interesse e ternura e longanimidade que Ele tem manifestado para conosco, nos cumpre mostrar para com os outros”. (EGW, CBV, p. 162.2).

Desafio: Busque o perdão e ofereça o perdão e mantenha a unidade com Deus e com a irmandade.


QUINTA-FEIRA, 06 DE DEZEMBRO 2018 – RESTAURAÇÃO E UNIDADE

A teoria é sempre mais fácil que a prática. Tanto com a química e física, a matemática e a gestão. Também com as metodologias para a restauração da unidade entre os membros da família de Deus e entre o eles e Deus.

Um resumo sugestivo para os passos da restauração da unidade estudados seria: amor – amor a Deus, amor a si mesmo e amor ao próximo; perdão – de Deus e ao próximo; tolerância; paciência; obediência; fé – em todas as nossas doutrinas e especialmente as que são distintivas da Igreja Adventista do Sétimo Dia; confiança; pertencimento – à família e ao corpo de Deus, sua Igreja; diversidade, de etnia, origem, cultura, preferências, compreensão e modo de agir; mordomia – do tempo, dos talentos, dos tesouros, do templo do Espírito Santo que é o nosso corpo; generosidade – com a família de Deus e com os que passam pelas tragédias do mundo; interdependência; submissão.

O que mais precisamos saber é que, enquanto formos humanos habitando este planeta sob influência do pecado, teremos conflitos e desunião e para chegarmos a restauração e unidade acolhamos a orientação de Jesus em Mateus capítulo 18, havendo qualquer desentendimento:

1º) trate o desentendimento apenas entre você e a pessoa que, a seu ver, o provocou;

2º) Se não houve sucesso com o primeiro passo, agende uma visita entre o seu desafeto e você e mais dois ou três testemunhas, de preferência, que sejam pessoas conciliadoras;

3º) E, somente se ainda permanecer o espírito de desunião, conduza o caso para a avaliação da igreja.

Pense:Tenha em mente que o sucesso da repreensão depende grandemente do espírito com que é dada. Não negligencie a oração fervorosa a fim de que você possa ser humilde, e que os anjos de Deus possam ir adiante de você, trabalhando no coração daqueles a quem busca alcançar, suavizando-o mediante celestiais impressões para que seus esforços sejam proveitosos. Se algum bem for conseguido, não tome o crédito para si mesma. Somente Deus deve ser exaltado. Foi Ele quem fez tudo”. (EGW, TI, v. 2, p. 52.1).

Desafio: Faça todo esforço necessário e possível para não se tornar motivo de celeuma e desunião.


SEXTA-FEIRA, 07 DE DEZEMBRO 2018 – PONTOS DE REFLEXÃO

Pensar em unidade e relacionamentos rompidos ao estudar as Escrituras, podemos nos surpreender por alguns fatos:

1º) A Bíblia Sagrada é uma descrição emocionante do plano original de Deus de ter uma família de criaturas, neste planeta, em relacionamento eterno com Ele e Suas outras criaturas, bem como, o registro de relacionamentos rompidos e tentativas de restauração, entre Deus e a humanidade e entre os seres humanos;

2º) A desunião não teve sua origem na Terra, mas no Céu, entre seres criados perfeitos, mas que macularam o maior dom que Deus lhes concedera, assim como também foi concedido esse dom à humanidade, o livre arbítrio;

3º) Também poderemos afirmar que a Bíblia é uma descrição impressionante de reencontros, entre Deus e o primeiro casal aqui habitante, entre pais e filhos, entre irmãos, entre súditos e reis e, que culminará com o maior reencontro que o universo testemunhará, o reencontro de Jesus com os Seus seguidores e amigos, para os quais tem reservado um galardão eterno.

Nesta semana estudamos restaurações de unidade pessoal por ação direta dos envolvidos, por intercessão e pela compreensão de que os dons que Espírito Santo distribui é para o crescimento do corpo de Cristo na Terra, a Sua Igreja. E o perdão é o remédio principal para curar essa deficiência, se aplicado com o amor de Deus no coração.

Que nossa unidade com Deus e com a Sua família estejam sempre restauradas, em adoração, no estudo da Palavra, na comunhão com os irmãos de fé, na oração e no partir do pão, até que Jesus venha buscar os Seus.

Pense:E os pobres têm seus talentos, os quais talvez sejam maiores do que qualquer dos mencionados. Pode ser simplicidade de caráter, humildade, virtude provada, confiança em Deus. Mediante paciente labor, mediante inteira dependência de Deus, estão mostrando Jesus, o Redentor, àqueles com quem estão em contato. Têm um coração cheio de simpatia para com o pobre, um lar para o necessitado e o oprimido, e dão um testemunho claro e decidido quanto ao que Jesus é para eles. Buscam glória, honra e imortalidade, e sua recompensa será a vida eterna”. (EGW, OE, p. 330.3).

Desafio: No que dependa de você, aplique todo esforço para promover a unidade.

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