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Comentários para Jovens: Lição 12 – Detenção Cesareia – 15 a 22 de Setembro 2018

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SÁBADO A TARDE – 15 DE SETEMBRO 2018 – PRÉVIA DA SEMANA

Como consideramos ao final da semana passada, alguns pontos para reflexão: a) Deus conduz a história humana; b) Apesar de desconfortos, dissabores e transtornos Deus está no controle e Sua vontade e plano serão cumpridos; c) O inimigo somente atingirá a vida de um servo de Deus sob Sua permissão; d) Fatos desagradáveis e insucessos na vida da família de Deus serão para o cumprimento de sua vontade.

Assim, quando Paulo foi para Cesareia e ali permaneceu por dois anos, tendo que se defender perante dois governadores, Felix e Festo, e o rei Herodes Agripa II, e ainda diante da liderança da religião judaica, foi para que desse continuidade ao ministério que lhe fora dado por Jesus Cristo, de testemunhar diante de povos gentios, reis e de judeus (Atos 9:15).

Em cada defesa Paulo apresentou sua história, anterior e posterior ao encontro com Jesus na estrada de Damasco e nessas ocasiões, testemunhou da verdade revelada nas escrituras sobre Jesus, todas as profecias messiânicas e os seus cumprimentos detalhados, bem como sua morte e ressurreição, o que foi uma forte âncora para a veracidade de seu encontro com o Mestre e sua conversão.

Aparentemente Paulo não teve o conforto do apoio da liderança da igreja de Jerusalém, que certamente lhe aliviariam as angústias. Teve que enfrentar solitariamente seu período de confinamento em Cesareia.

Pense:Não é a vontade de Deus que Seu povo ande vergado ao peso dos cuidados. Todavia, o Salvador não nos engana. Não nos diz: “Não temais; vossa estrada é livre de perigos.” Ele sabe que há provações e perigos, e é sincero conosco. Não Se propõe tirar Seu povo de um mundo de males e pecados, mas indica-nos infalível refúgio. Sua oração em favor dos discípulos, foi: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” João 17:15. No mundo, diz Ele, “tereis aflições, mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (João 16:33)”. (EGW, CC, p. 122.3).

Desafio: Estar preparado para arcar sozinho com o peso da cruz e das responsabilidades a que somos chamados.


DOMINGO, 16 DE SETEMBRO 2018 – DIANTE DE FÉLIX

Passados cinco dias da chegada de Paulo a Cesareia, chegou a comitiva de acusadores encabeçada pelo próprio sumo sacerdote, Ananias, alguns anciões do Sinédrio e um advogado (“orador”) chamado Tértulo, que foi o que apresentou perante o governador a lauda das acusações à Paulo.

Tértulo usa a estratégia da bajulação, tecendo rasgados elogios falsos à pessoa e à administração de Félix, e depois apresenta sua pauta de acusações a Paulo: 1º: Paulo era um fomentador de distúrbios e agitação entre os judeus por todo o império; 2º: era um dos principais líderes e divulgadores da “seita” dos nazarenos, isto é, cristãos, que tendia a uma agremiação de revolta contra Roma; 3º: tentara profanar a sacralidade do templo por conduzir um gentio incircunciso ao seu interior.

Paulo respondeu as acusações de forma direta, negando veracidade para qualquer uma delas, acrescendo que confirmava sua argumentação o fato de que nenhum dos acusadores fora testemunha de suas atividades na Ásia e ainda que, como as acusações diziam respeito a interpretação de fatos atinentes às leis judaicas, todos os acusadores deveriam acusá-lo apenas diante do Sinédrio e não fora de sua jurisdição e suas acusações somente eram verdadeiras na referência à crença de Paulo na ressurreição dos mortos.

Félix não pronunciou sentença a Paulo, reconhecendo que ele era vítima da intolerância e fanatismo da liderança religiosa judaica. Mas, sendo corrupto e esperando suborno de Paulo (Atos 24:20), o manteve preso por dois anos.

Pense:Muitas vezes aqueles que por sua fé sofrem afrontas e perseguições, são tentados a pensar que Deus os esqueceu. Aos olhos dos homens são a minoria. Segundo toda a aparência, os inimigos triunfarão sobre eles. Entretanto, não devem violentar a consciência. Aquele que por eles padeceu e suportou suas aflições e cuidados, não os desamparou”. (EGW, PJ, p. 88.1).

Desafio: Manter a verdade, não importa a pressão ou posição dos seus acusadores. Deus o defenderá.


SEGUNDA-FEIRA, 17 DE SETEMBRO 2018 – DIANTE DE FESTO

Decorridos dois anos desde que Paulo fora conduzido a Cesareia, Félix foi substituído por Festo, a quem Félix apresentou relatório sobre a prisão de Paulo e os motivos, esclarecendo ao novo governador os meandros e minucias das leis e crenças locais, demonstrando que, em sua opinião, o prisioneiro era inimputável pelas alegações apresentadas, mas que ele, tendo cidadania romana, merecia a atenção das autoridades imperiais.

Os lideres judaicos aproveitaram a primeira visita do novo governador a Jerusalém para solicitar-lhe que lhes remetessem Paulo para ser julgado pelo Sinédrio, conforme as leis judaicas, o que era uma cilada para assassinarem a Paulo. Tiveram o pedido negado, sendo informados por Festo que haveria uma nova audiência, mas em Cesareia e, portanto, conforme as leis romanas.

Festo determina novo julgamento e os acusadores comparecem para apresentar suas acusações, aparentemente, repetição das que já haviam alegado, pois na sua defesa, Paulo usa os mesmos argumentos já conhecidos, acrescendo que por não ser imputável de nenhum crime digno de morte, nem contra as leis judaicas e nem contra o império, não deveria ser condenado declarando “ninguém, para lhes ser agradável, pode entregar-me a eles”, e concluiu “Apelo para César” (Atos 25:11).

Esse apelo de Paulo desfez a aparente intenção de Festo de agradar aos judeus, para politicamente se dar bem em seu início de gestão, e conduzirá o apóstolo ao cumprimento de sua última participação na missão de Deus, apresentar o evangelho às maiores autoridades e governantes do mundo. Ainda hoje, Deus chama “saulos” para se tornarem “Paulos” no cumprimento da missão.

Pense:Ao lidar com homens desarrazoados e ímpios, os que creem na verdade devem ter o cuidado de não se rebaixarem ao mesmo nível, onde usarão as mesmas armas satânicas usadas por seus inimigos, dando alas a fortes sentimentos pessoais e suscitando rancor e amarga hostilidade contra si mesmos e contra a obra que o Senhor lhes deu a fazer. Exaltai a Jesus. Somos cooperadores de Deus. Somos providos de armas espirituais, poderosas para demolir as fortalezas do inimigo. Em caso algum devemos representar mal a nossa fé entretecendo na obra atributos que não se assemelham aos de Cristo”. (EGW, EDC [MM1980, 31/03], p. 98.3).

Desafio: Se seu chamado é para ser um moderno Paulo, responda “que farei, Senhor?” e atenda a instrução do Salvador.’


TERÇA-FEIRA, 18 DE SETEMBRO 2018 – PERANTE AGRIPA

Herodes Agripa II, tetrarca nomeado com o título de rei, em lugar de seu pai, Agripa I, e sua irmã, Berenice, foram a Cesareia saudar o novo governador, permanecendo alguns dias. Festo relata os acontecimentos recentes sobre a petição dos anciãos em Jerusalém, quanto a Paulo, mas já lhes ouvira em Cesareia e nada encontrara suscetível de condenação, porém, Paulo apelara a Cesar e, por isso, o mantinha sob custódia até poder enviá-lo a Roma.

Agripa II manifesta sua vontade de ouvir Paulo, que é agendado para o dia seguinte e, Paulo diante do rei, sua irmã e do governador, apresenta sua autobiografia, desde seu posicionamento como fariseu, da ala mais radical, inclusive perseguindo aos seguidores de Jesus, pendendo-os e condenando-os à morte, até se defrontar com Jesus, morto no Calvário e ressurreto, o qual lhe comissiona para uma nova vida e tarefa: levar o evangelho aos judeus, aos gentios e reis e governantes.

Paulo dirige seu discurso do aspecto jurídico, advocatício para a pregação da verdade, limpa, pura, cristalina de que Jesus cumpriu as profecias proclamadas a Seu respeito e, morrendo morte de cruz, oferece perdão e salvação a todos os que creem e aceitam Seu sacrifício. Interrompido por Festo que não acreditava na ressurreição, pois seus deuses ensinavam a eternização em lugares paradisíacos ou em lugares de permanente condenação.

Dirige-se ao rei, que lhe responde: “por pouco me persuades a me fazer cristão” (Atos 26:28), isto é, “em tão pouco tempo, você quase me convenceu”. Por isso Paulo lhe responde: “Assim, Deus permitisse que, por pouco ou por muito [tempo], não apenas tu, ó rei, porém todos os que hoje me ouvem se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias” (Atos 26:29).

O alvo de Paulo não é o tempo, nem signatários de poder, mas todos os que ouvem o evangelho sejam transformados.

Pense:O cristianismo tornará o homem cavalheiro. Cristo era cortês, mesmo com Seus perseguidores; e Seus verdadeiros seguidores manifestarão o mesmo espírito. Vede Paulo, quando levado perante governadores. Seu discurso perante Agripa é uma ilustração da verdadeira cortesia, bem como de persuasiva eloquência. O evangelho não estimula a polidez formal que circula no mundo, mas a cortesia que parte de real bondade do coração”. (EGW, OE, p. 123.2).

Desafio: Não se defenda, deixe que Deus disso cuidará, mas fale do evangelho, do perdão e da salvação.


QUARTA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO 2018 – A DEFESA DE PAULO

Em sua defesa Paulo recorre a abordagem mais próxima de considerações da fé judaica pois sabia que Agripa II conhecia a legislação, tradições e costumes judaicos, descrevendo sua experiência como judeu fariseu e extremista, postulante de alta fidelidade aos princípios e conceitos do judaísmo tradicional.

Expõe, num segundo momento, sua conversão e mudança de compreensão e visão após o encontro com Jesus, na estrada para Damasco e seu chamado para ser o canal da mensagem do evangelho aos gentios. E nesse encontro, sua vida foi tão impactada, que não viu oportunidade para se opor ou argumentar quanto a veracidade desse chamado.

Assim, como outras oportunidades, Paulo caminha da descrição de sua vida anterior ao cristianismo, suas crenças, filosofia de vida e práticas, para uma apresentação das bases bíblicas e doutrinárias que o convenceram quanto à validade da vida, ensinos e atividades desenvolvidas por Jesus, confirmando-O como Messias, seu encontro com Ele, o diálogo e completa submissão e entrega, agora sob o comando de Jesus, como seu Senhor.

No afã de cumprir seu chamado, Paulo procurou sempre pregar primeiro aos judeus, descendentes de Abraão e das promessas, aos gentios como coerdeiros dessas mesmas promessas e da salvação pela fé, sem obras, sob a graça e não sob a lei, totalmente sem méritos, seja de aspectos aparentes como a circuncisão, ou íntimos, como uma “piedade” humana.

Deus não precisa de pessoas dispostas a cumprir a lei, Cristo já a cumpriu por todos nós, antes quer praticantes da justiça que deriva de Cristo e da misericórdia que vem do coração de Deus.

Pense:Devem dar a Jesus as melhores e mais santas afeições do coração. Entesourar cada raio de luz. Animar cada anseio do coração em busca de Deus. Cultivar os pensamentos espirituais e a santa comunhão. Vocês não viram senão os primeiros raios do alvorecer de Sua glória. À medida que prosseguirem no conhecimento do Senhor, haverão de ver que Sua saída é como a alva. “A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Provérbios 4:18”. (EGW, TI, v. 8, p. 317.5).

Desafio: Buscar a Deus e Jesus, seu Cristo, em primeiro lugar, antes, durante e depois de tudo.


QUINTA-FEIRA, 20 DE SETEMBRO 2018 – PAULO DIANTE DOS LÍDERES

Paulo falava a Agripa, mas Festo reage dizendo “Estás louco, Paulo! As muitas letras te fazem delirar” (Atos 26:24). Porque reação tão intempestiva? Reagiu às alegações de que Jesus morrera e ressuscitara. (Atos 26:23). Pois segundo ensinavam os mestres greco-romanos, estava garantida ao ser humano a imortalidade, pois, na morte do corpo (corrompível e degradável), a alma sobreviveria e isso garantia a imortalidade e, portanto, a improbabilidade da ressurreição.

Paulo, diplomático e respeitoso, responde que não está demente, mas suas palavras merecem crédito pois são a expressão da verdade, e que tais argumentos eram do pleno conhecimento do rei.

Quando Paulo apela para que o testemunho do rei, reconhecendo a inteireza de suas afirmações sobre a vida e ministério de Cristo, pois tudo acontecera em público e tivera plena divulgação. A vida, milagres, ensinos, a prisão e acusações a Jesus, seu julgamento e condenação. A sentença de morte, na cruz, seu túmulo e ressurreição e os fatos que marcaram tanto sua morte como sua ressurreição.

Os que assistiram a defesa de Paulo declararam “Este homem nada tem feito passível de morte ou de prisão” (Atos 26:31), o que foi confirmado por Agripa declarando “este homem bem podia ser solto, se não tivesse apelado para Cesar” (Atos 26:32).

Deus conduzindo seu servo e ministro, fê-lo pedir antecipadamente o julgamento do imperador, por desconfiar que o governador o entregaria ao Sinédrio, objetivando manter um bom relacionamento político com os judeus. Não sem fundamentos sua desconfiança. Mas, de outro lado, Deus o queria em Roma para testemunhar junto aos mais importantes homens do mundo daqueles dias.

Pense:Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário à salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa. “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” 2 Timóteo 3:16, 17”. (EGW, GC, p. 9.1).

Desafio: Conheça a Palavra de Deus e ensine-a. Ela é o guia para o Caminho, a Verdade e a Vida – Jesus.


SEXTA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO 2018 – PONTOS DE REFLEXÃO

Deus tanto guardou quanto guiou Seu servo, Paulo, preservando-lhe a vida parra que ele testemunhasse a favor da mensagem da graça e da salvação. Embora alguns discípulos já haviam deposto no altar dos sacrifícios, aos pés da cruz de Cristo, suas vidas em oferendas ao amor e à graça infinda do Deus infinito, Deus ainda tinha planos, atividades, missão, locais e pessoas que somente poderiam ser atingidas pelo uso desse instrumento Dele, chamado Paulo.

Paulo, em muitas circunstâncias, salvo por pessoas das mais variadas origens e locais, finalmente, é salvo da ira e da cilada dos líderes judaicos por um oficial romano, e, em Jerusalém e Cesareia, diante de todos os mais altos representantes da fé e das leis judaicas, o sumo sacerdote, o Sinédrio, o governador Félix e sua mulher Drusila, e de Festo e do rei Herodes Agripa II e sua irmã Berenice, apresentou a mensagem da salvação em Cristo Jesus, pela graça, através da fé.

Mas Deus ainda o queria em atividades e testemunhos diante dos principais homens do mundo de então, o imperador de Roma e seus súditos altos oficiais do governo romano.

Pense:Não basta ao homem julgar-se seguro seguindo os ditames de sua consciência. … O ponto a ser assentado é: Está a consciência em harmonia com a Palavra de Deus? Se não, não pode ser seguramente seguida; pois enganará. A consciência precisa ser esclarecida por Deus. Importa que se consagre tempo ao estudo das Escrituras e à oração. Assim se estabelecerá a mente, e fortalecerá, e fixará”. (EGW, NAV [MM 1962, 17/05, in Carta 21 de 1901], p. 138.3).

Desafio: Fortaleça sua mente, fixando nela as palavras de Cristo e sua mensagem e, vivendo-a, testemunhe.

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